Três recomendações de artigos e uma metarrecomendação

Artigos:

* Um jornalista que mora na Islândia escreve uma errata para o artigo de Michael Lewis na Vanity Fair.

* A Wired discute o lançamento do DVD de Tales of the Black Freighter e, mais importante, Under the Hood.

* Charles Homans disseca o nascimento e morte prematura da revista online Culture11, algo que deve preocupar todo mundo que não quer Rush Limbaugh como seu representante político-cultural máximo.

Meta:

* TheBrowser.com, boas indicações diárias de material de leitura.

Economist esta semana

(Não tudo, obviamente; só o que li e achei que valia a pena compartilhar.)

* O Kindle é o iPod dos livros: ou seja, quando chegar no Brasil vai custar o quádruplo e não vai chegar nem perto de ter o impacto que teve nos EUA.

* Deputados americanos usando Twitter. Se Rahm Emanuel usasse o serviço sem editar seu estilo verbal, logo teria mais seguidores do que Stephen Fry.

* Esta usa a expressão “rei-guerreiro budista psicopata da Mongólia” na primeira linha. É tudo que você precisa saber.

E porque é All-Star Weekend, textos de basquete de outras fontes:

* A Slate avalia o comissário David Stern, e inclui um parênteses que parece escrito especialmente para mim: “(…) It could also reasonably be argued that the collapse of the Soviet Union and its sports system cracked the game wide open, which means that Vaclav Havel is at least partly to blame for Nikoloz Tskitishvili.”

* Via TrueHoop, Michael Lewis, autor de Moneyball, fala de estatísticas, basquete e Shane battier.

Que fazer em uma tarde quente

Ler a Economist, obviamente, sobre:

* Nerds;
* Steyn;
* Cariocas;
* Marshall;
* Spiegel;
* Sinocinéfilos;
* Chavismo.

Aviso: cuidado com seu drink

Minha água quase voou pelo nariz quando li a primeira frase do quarto parágrafo deste artigo.

Vinte minutos com a Wikipedia e o StumbleUpon

* “Fighting Jack Churchill” fought throughout World War II armed with a bow, arrows and a claymore. He once said “any officer who goes into action without his sword is improperly dressed”.

* Só pela foto: Sergei Eisenstein e Alan Moore

* Lista de Anos na Literatura

* First they came… for those who alter other people’s poetry, I remained silent; I do not alter other people’s poetry.

* Poe Toaster

* Datas em Guerra nas Estrelas

* Sluggishly progressing schizophrenia e Psikhushka, especialmente para os amigos que andam se interessando pela Gulag

* Guerra Civil da Marvel, uma mancha sobre a terra

Liberdade para resenhar livros ruins

Steven Pinker, criticando Whose Freedom?, o novo livro sobre política do língüista George Lakoff, escreveu uma daquelas resenhas perfeitas. Lakoff é desancado de modo tão completo e inteligente que quase sente-se pena do homem. Quase. Por exemplo:

(…) While he ostensibly offers a scholarly analysis of political thought, Lakoff cannot stop himself from drawing horns on the conservative portrait and a halo on the progressive one. Nowhere is this more egregious than in his claim that conservatives think in terms of direct rather than systemic causation. Lakoff seems unaware that conservatives have been making exactly this accusation against progressives for centuries.

Laissez-faire economics, from Adam Smith to contemporary libertarians, is explicitly motivated by the systemic benefits of the market (remember the metaphor of the “invisible hand”?). Lakoff strikingly misunderstands his enemies here, repeatedly attributing to them the belief that capitalism is a system of moral reckoning designed to reward the industrious with prosperity and to punish the indolent with poverty. In fact, the theory behind free markets is that prices are a form of information about supply and demand that can be rapidly propagated through a huge decentralized network of buyers and sellers, giving rise to a distributed intelligence that allocates resources more efficiently than any central planner could hope to do. Whatever distribution of wealth results is an unplanned by-product, and in some conceptions is not appropriate for moralization one way or another. It is emphatically not, as Lakoff supposes (in a direct-causation mentality of his own), a moral system for doling out just deserts.

Likewise, cultural conservatives, from Burke to our own day, play up the systemic benefits of cultural traditions in bestowing unspoken standards of stability and decency on our social life. The “broken windows” theory of crime reduction is an obvious contemporary example. And both kinds of conservatives gleefully point to the direct remedies for social problems favored by progressives (”war on poverty” programs, strict emission limits to fix pollution, busing to negate educational inequality) and call attention to their unanticipated systemic consequences, such as perverse incentives and self-perpetuating bureaucratic fiefdoms. Now, none of this means that the conservative positions are unassailable. But it takes considerable ignorance, indeed chutzpah, for Lakoff to boast that only a progressive such as himself can even understand the difference between systemic and direct causation.

Deviam antologizar todo ano resenhas assim. E me mandar cópias de presente. Olha, aqui tem mais uma.

Economist para o fim-de-semana

* Na disputa pelo governo do Texas, crescem as chances para Kinky Friedman. Estar em triplo empate técnico em segundo lugar é uma excelente posição — pena que não haja segundo turno por lá.

* Discutindo a eleição brasileira, Alckmin é chamado de “insosso”. Futuros historiadores considerarão a escolha de Geraldo um dos piores erros políticos da história brasileira.

* Segundo estudos, a água do mundo não vai acabar, mas investimentos governamentais tendem a ser investimentos comparativamente ruins. Uau, quem diria?

* Bancos de dados negativos. Massa.

* Uma nova biografia de Mao, com um toque do resenhista sobre o solo fértil que o Grande Timoneiro encontrou para seus apetites.

Alguns nomes da Economist desta semana

* Stroessner
* Grass
* De Soto
* Garcia
* Murkowski
* Beaverbrook

Para ler hoje

Na Economist, baú do tesouro: diferenças entre os sexos e economistas com blogs.

Aleatórios

* Em que língua pensam os surdos?

* Mistress Matisse brinca de Willy Wonka e distribui bilhetes dourados;

* Tem algumas idiotices divertidas no Glumbert.com. Se eu montar um segundo blog apenas para vídeos bobos no YouTube, melhor já devolver o adiantamento para a editora, porque eu nunca mais vou conseguir trabalhar na vida.

* Gírias médicas. A absoluta maioria é americana ou inglesa, mas há um bom bônus internacional composto de gírias brasileiras como “Embromed” e “hospital pilantrópico”.

* Judeus e Graphic Novels. Em um tópico correlato, veja esta lista.






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