Porque esta semana terminei de ver Glee. E porque vai ajudar a abstrair o Carnaval de quem assistir.
(HT: Radley Balko)
Porque esta semana terminei de ver Glee. E porque vai ajudar a abstrair o Carnaval de quem assistir.
(HT: Radley Balko)
Faz alguns anos que parei de assistir Monk. Os casos ficaram idiotas demais e a comédia acabou com qualquer resquício do drama psicológico que tornava a série tão interessante. É o padrão com séries assim: coincidências começam a se acumular, as investigações vão passando para o segundo plano, tudo vira uma grande caricatura de si mesmo. Mas, ei, último episódio, resolução da morte de Trudy, vamos lá. Eu também preciso de um pouco de closure.
E foi decepcionante.
Nunca deixo de me impressionar que amigos inteligentes e cinéfilos de longa data insistem em ver cinema artê esnobe e estúpido, mas se recusam a assistir as verdadeiras obras-primas audiovisuais dos últimos dez anos: seriados como The Wire (acima), Mad Men, etc.
Sempre que alguém diz que gosta da TV inglesa, da BBC ou da comédia britânica, há uma maneira fácil de separar os idiotas que viram três episódios de Monty Python dos verdadeiros connoisseurs: Blackadder.
(more…)
Na residência dos Costa-Ferraretto, existem duas opiniões sobre a primeira metade da quarta temporada de Battlestar Galactica. A opinião da minha esposa é que os episódios estavam mais fracos que a terceira, mas que o final foi bom. A minha é que se fossemos cristãos ou tivéssemos alguma espiritualidade, gostaríamos mais daqueles episódios, mas que ainda foram excelentes. Sobre os primeiros quatro episódios da segunda metade da quarta, no entanto, não há dissenso: foram brilhantes.
SPOILERS…
1) Batman transforma amebas espaciais inteligentes em armas de raio laser.
2) Batman luta contra o Homem-Pipa.
3) Batman dá um soco na cara de um tubarão.
4) Batman cavalga uma rena durante uma luta com um exército de papais noéis robóticos.
Baman: The Brave and the Bold. E eu nem mencionei os gorilas voando em pterodáctilos.
O site da NBC insiste que latino-americanos não podem ver os webisodes Kevin’s Loan, mas os usuários do YouTube discordam:
Parafraseando:
“Alô, é o 0800 da Warner?”
“Sim, o que o senhor deseja?”
“Eu gostaria de informação sobre o lançamento de um produto.”
“Nós não fazemos venda direta de produtos, senhor.”
“Eu sei, só quero saber quando o produto será lançado para que eu possa comprar na loja.”
“Qual o produto?”
“A sexta temporada de Gilmore Girls.”
“Um instante, senhor, vou verificar a tabela em que tenho todos os lançamentos até agosto. (…) Aqui está senhor, o lançamento será dia 10 de julho.”
“Que estranho, o lançamento está tão perto mas o produto não está em pré-venda. Bem, muito obrigado, boa tarde.”
(Sério, parabéns ao 0800 da Warner. Nenhuma espera, ser humano sem roteiro ao telefone, prontidão com as informações. Por outro lado, anti-parabéns para lojas online que não têm o produto em pré-venda ainda. A menos que “10 de julho” seja a data da pré-venda. Nesse caso, um pequeno demérito para o 0800 da Warner por ter dado uma informação confusa. P.S.: Agora a caixa já está em pré-venda no site da Cultura. É só clicar aqui.)
Eu meio que havia deixado de lado o uso das Sugestões do Mês na coluna da direita por dois motivos: preguiça e o fato de ninguém comprar aqueles itens. Se o leitor não se importa, por que eu deveria me importar? Mas uma passada rápida pela livraria ontem de tarde me lembrou por que eu devo me importar: a coluna também serve para destacar aquilo que eu considero importante.
Nesse caso, nada é mais importante que o Sam Beckett, detentor de seis doutorados, amnésico, viajante no tempo e herdeiro da longa tradição científica ficcional de experimentar em si mesmo.
Sem jamais ter assistido o programa, sei que o Ministério da Justiça está correto, mas incompleto:
O Ministério da Justiça está monitorando os programas de Tom Cavalcante na Record. O órgão acaba de reclassificar o “Show do Tom” dos sábados, já exibido após as 23h, como inadequado para antes das 21h, por expor negros, gays e mulheres a “situações degradantes”.
Não são apenas os negros, os gays e as mulheres que são expostos a “situações degradantes”. O mesmo acontece com brancos, heterossexuais e homens no programa. Telespectadores de origem asiática e indígena, pansexuais, assexuados e hermafroditas também são degradados pelo programa. Todos os produtores, anunciantes e, principalmente, telespectadores do Show do Tom são degradados pelo programa. E todo cidadão brasileiro é degradado pela situação de ter o Ministério da Justiça envolvido com o que é ou não degradante para negros, gays e homossexuais.
Categorias
Arquivos