Espero que isso esteja passando em todos os canais no Irã.
Espero que isso esteja passando em todos os canais no Irã.
Em seu blog, Cathy Young tem bem mais informações sobre o caso do Taliban de Yale. Young discute as vergonhosas reações do corpo docente, que variam desde o silêncio absoluto até um oficial que chamou seus críticos de “retardado” em um e-mail anônimo. Young não responde, no entanto, a pergunta que não quer calar: o Sr. Rahmatullah Hashemi vai aparecer em algum episódio de Gilmore Girls?
Vonnegut suggested suicide bombers must feel an “amazing high”. He said: “You would know death is going to be painless, so the anticipation - it must be an amazing high.”
Mr. Vonnegut – again, a patriot whose dissent is being cruelly ground into the nurturing earth before your eyes – seems to think that suicide bombings literally happen in a vacuum, an unpopulated space where the bombers just pop like soap bubbles. It may be painless for them – alas – but it is not painless for the victims. You’d think such an obvious observation would go without saying, but we are dealing with an intellectual. What Vonnegut calls brave – blowing yourself up so you can fly up to the great Bunny Ranch in the sky and rut with fragrant houris blessed with self-regenerating hymens – does not exactly compare to the bravery required of the survivors.
Antigamente, isso que o James Likeks fez com o Kurt Vonnegut era chamado de “ripping a new asshole”. Hoje chamam isso de “um lindo fisking”.
Daniel Pipes: Terroristas são burros. Bem, nem todos. Mas alguns.
Um bom professor de jornalismo poderia dar toda uma aula sobre a pequena notícia da Reuters versão do UOL para uma matéria da Reuters que nos informa a morte de Abu Azzam, o nº 2 da Al Qaeda no Iraque. Notem as partes grifadas:
Número 2 da Al Qaeda no Iraque é morto durante ação em Bagdá
Por Luke Baker BAGDÁ (Reuters) - O segundo homem da Al Qaeda no Iraque, Abu Azzam, foi morto a tiros esta semana em Bagdá, informaram militares norte-americanos nesta terça-feira. A notícia é um possível golpe contra o grupo que está no coração da insurgência do país.
Forças dos EUA e do Iraque seguiram Azzam, braço direito de Abu Musab al-Zarqawi (o homem mais procurado do Iraque), até um prédio da capital, onde ele foi baleado no domingo, segundo o tenente-coronel Steve Boylan.
“Tivemos uma dica de um iraquiano que nos levou até ele”, contou Boylan. “Vínhamos seguindo-o havia um bom tempo.”
A morte pode apontar progresso na luta contra os militantes, mas os ataques no Iraque continuam.
Nesta terça, um militante suicida detonou explosivos em seu corpo no meio de um grupo de recrutas da polícia iraquiana no norte de Bagdá, matando ao menos 10 pessoas e ferindo cerca de 30.
Notem também que, além das palavras em itálico, o último parágrafo não tem razão de estar junto do resto da notícia. Três palavrinhas discretas revelam muito.
P.S.: Não apareceu no trackback, mas então indico aqui que o Solon pode ter odiado este post. Digo “pode” porque, não tendo conversado com ele pessoalmente, não devo sair afirmando sobre seu estado de espírito. É apenas uma dedução, altamente opinativa, baseada no conteúdo de seu post.
Como resposta, alguns esclarecimentos sobre o que eu penso das passagens que grifei e dos comentários do Solon:
(more…)
A lorry carrying weapons and masked Hamas militants exploded at a rally in Gaza today, killing ten Palestinians, including two children, and wounding more than 85 people.
The cause of the blast, which is the first fatal event since the withdrawal of Israeli settlers from the territory, was unclear. Hamas militants blamed Israeli aircraft for the incident but witnesses blamed fighters for mishandling explosives.
Eu tenho pena das crianças que morreram e de todos os transeuntes inocentes que se machucaram, mas todos os terroristas do Hamas que morreram na explosão merecem Prêmio Darwin Palestina / Troféu Justiça Poética de Setembro.
(Uma notícia em português, para quem quiser, aqui.)
Depois de assistir o episódio de Bullshit detalhando as ligações entre o PETA (People for the Ethical Treatment of Animals) e terroristas, encontrei esta biografia de Rodney Coronado. É um doce. Bom saber que o terrorismo de extrema-esquerda não existe mais nos EUA.
Vou ter que passear mais pelo ActivistCash e descobrir mais sobre essa gentalha.
Eden Tzuberi, um kachista de dezenove anos, abriu fogo dentro de um ônibus em Shfaram, Israel. Matou quatro palestinos e feriu dezesseis pessoas. Uma multidão o linchou logo a seguir. Tzuberi estava vestindo uniforme do exército na hora em que disparou, então algumas matérias ainda o classificam erroneamente como “soldado israelense”, mas na verdade ele é um desertor.
O Ha’aretz e a mídia internacional não hesitou em classificar Tzuberi como terrorista (com exceção da BBC). Ariel Sharon chamou o ataque de um “ato criminoso de um terrorista com sede de sangue”. O que é absolutamente correto; na verdade, seria obsceno se algo diferente acontecesse. Felizmente, vivemos numa época em que ninguém tenta justificar ou relativizar ataques terroristas como este, certo? Não importa se judeus e árabes são as vítimas ou agressores, certo?
Certo?
(Em assunto tangencial, não deixem de ler Blog bites man, na TCS. Grande história.)
P.S.: O terrorista agora está sendo chamado de Eden Natan Zada. Alguém sabe me explicar por que o sobrenome mudou?
No AltoVolta, o David confia menos na reação da sociedade israelense. Ele entende do assunto melhor do que eu, mas a reação por ora está mais parecida com aquela que devia ser (indignação que os avisos foram ignorados, vergonha, repúdio ao terror) do que com aquela que tipicamente segue o terrorismo árabe (comemoração nas ruas, apologia, discussão sobre as “causas”).
Duas semanas depois, tudo de novo. Mais ainda não está claro se a história está se repetindo como farsa ou como tragédia. As baixas, pelo menos, parecem ser entre nulas e pequenas. Mais detalhes com Glenn Reynolds e a Economist.
Ao reproduzir a coluna do Nelson Ascher na Folha, o Daniel comenta, em relação à passagem sobre o estado da Esquerda contemporânea, que “Parece que o Nelson Ascher tá falando da cúpula do PT, mas não, é sobre terrorismo mesmo”. Na verdade, Ascher, ao relacionar o ânimo niilista dos terroristas com a falta de projeto das esquerdas socialistas, está sim falando da cúpula do PT.
E está exagerando. Os leitores deste blog sabem que aqui não há simpatia nenhuma pelo socialismo, mas creio que é uma minoria da esquerda, não “o que sobrou do esquerdismo clássico”, que se liga implícita ou explicitamente aos projetos islamofascistas. Com certeza há George Galloways e Robert Fisks e Tariq Alis demais à solta, recebendo respeito e espaço imerecidos, e sendo mais perigosos do que parecem prima facie, mas eles não são o núcleo da esquerda contemporânea, não ocupam posições de poder no Ocidente e não estão influenciando os grupos à esquerda do centro o suficiente. Ainda
há esquerdismo clássico o suficiente, com suas crenças Fabianas e Marxistas absurdas, para rejeitar este tipo de atitude. Alguns, inclusive, com fibra o suficiente para romper seus colegas ante à atitude blasé em relação ao anti-Ocidentalismo, que não passa de covardia física e moral disfarçada de tolerância, atitude esta que realmente contamina a Esquerda contemporânea.
Mas este foi apenas o ponto (4) de Ascher em sua coluna. Os pontos (3) e (5) são tão acertados que compensam a demonização desproporcional que Ascher faz das esquerdas.
Categorias
Arquivos