Previsão para o primeiro round dos playoffs da NBA (e segundo e terceiro e quarto também)
Todos os times favoritos vão ganhar, menos o Boston Celtics. No Leste, essa previsão não é grande coisa — Cleveland e Orlando (4 jogos cada) são incrivelmente superiores a seus adversários e Atlanta vai enfrentar um Milwaukee Bucks dizimado por lesões (5 jogos), enquanto Boston está decadente e só ficou em quarto lugar porque começou a temporada relativamente bem (6 jogos). No Oeste, nem tanto. Não seria absurdo prever que os quatro times inferiores ganharão suas séries (sendo que o oitavo colocado só derrotou o primeiro três vezes na história da NBA).
Lakers vs. Thunder (6 jogos): Os quatro primeiros jogos serão divididos, possivelmente com OKC ganhando um em Los Angeles e a mídia fazendo toda uma ladainha sobre como o Lakers está fraco, Kobe está regredindo, blablablá. No quinto jogo, o Thunder está quase ganhando no STAPLES Center quando Kobe acerta algum arremesso improvável nos últimos dois minutos que arrasa com os adolescentes de Oklahoma City. O sexto jogo é uma vitória por 20 pontos do Lakers em OKC que me faz jogar duas canetas, três lápis e uma borracha no monitor.
Mavericks vs. Spurs (7 jogos): Apesar de Dallas ter ganho mais jogos que SAS, o time tem um diferencial pior (+2,7 vs +5,1), o que indica que Dallas na verdade deveria ter sido o oitavo colocado no Oeste. O problema é que o Spurs está velho, muito velho, e Parker está machucado, enquanto Dallas finalmente tem quem segure Tim Duncan.
Suns vs. Trail Blazers (5 jogos): É, eu sei, Marcus Camby vai pegar 22,5 rebotes por partida nessa série, mas eu apostaria em Phoenix mesmo que Roy não estivesse machucado. Não parece, mas Steve Nash vendeu a alma para o demônio. É a única explicação racional para o que aconteceu este ano.
Nuggets vs. Jazz (7 jogos): Esse é quase um upset. Utah está mais lesionado do que parece e jogador nenhum está com a cabeça no lugar. Kenyon Martin vai fazer falta nessa série, mas não tanto quanto os comentaristas acreditam. Normalmente, não apostaria em um time jogando sem técnico, mas Karl não é lá a influência mais estabilizadora em grupo nenhum.
Não escrevi um post sobre minhas expectativas para a temporada em outubro ou novembro, então não tenho prova para nada do que segue. Ainda assim: Houston foi tão bem quanto eu esperava sem suas duas estrelas e as decepções em Washington e Philadelphia foram tão previsíveis quanto Ricky Martin e Sean Hayes saindo do armário. No entanto, se alguém me dissesse que Memphis jogaria tão bem e o principal responsável seria Zach Randolph, ou que Detroit jogaria tão mal e perderia tantos jogos seguidos, meu primeiro impulso seria acreditar que meu interlocutor era disléxico.
Agora, vamos lá. Primeiro jogo começa em quinze minutos. Espero que eu erre feio com minha previsão para o Lakers.
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Cinco fatos óbvios sobre os playoffs da NBA
Normalmente, hoje seria o dia em que eu faria minha grande previsão sobre os playoffs da NBA. Infelizmente, não consegui acompanhar a temporada 2008-09 suficientemente bem para dizer mais do que:
1) Todas as top seeds vão ganhar suas séries no primeiro round do Leste;
2) Mas não no segundo round, porque a ausência de KG vai matar o Celtics;
3) O Oeste é insano, mas só a intervenção de tudo que há de bom e puro no mundo impede o Estuprador & Sua Gangue de ganharem a conferência;
4) Lesões vão ditar mais resultados do que qualidade de jogo (ver Ginobilli, Garnett, McGrady, todo o Hornets, etc.)
5) I hear that James kid down in Cleveland is pretty good.
As últimas trocas na NBA
Como a data-limite da NBA está chegando, e todos os times estão loucos para cortar salários. Comentário sobre as principais trocas que já aconteceram:
Shawn Marion para Toronto, Jermaine O’Neal para Miami: Com essa troca, ambos os times admitem que cometeram um erro com suas grandes trocas do ano passado, e torcem para o erro de um seja o acerto do outro. Bom para Toronto, que corta salários ano que vem, e bom para mim, que quer ver Jay-O e Dwyane Wade fracassarem no futuro.
Tyson Chandler para OKC, Chris Wilcox e Joe Smith para Nawlins: Outro corte de salários, mas menos terrível para o Hornets do que parece. Chandler tem um histórico de contusões, e Wilcox vai ter uma pequena renascença recebendo passes de Chris Paul. Além disso, um time que quase não tem banco vai se beneficiar de um dois-por-um. Chandler em OKC, por outro lado, é indicação que os pivôs escolhidos na época de Seattle vão se mandar da cidade assim que puderem. Putz, rescindir uma troca desse nível é grave na NBA. Agora Chandler sabe que não é mais querido em Nawlins, seu valor foi reduzido em trocas futuras e o GM do Hornets deve estar ligando para todo mundo, oferecendo-o com 93% de desconto.
John Salmons e Brad Miller para Chicago, Andres Nocioni, Cedric Simmons e Drew Gooden para Sacramento: Brad Miller é um bom complemento para os pivôs jovens de Chicago, enquanto Salmons resolve um pouco da anemia ofensiva do Bulls. Já Sacramente basicamente está declarando “ei, queremos nos mudar, talvez vender o time, alguém nos salve”.
Economist esta semana
(Não tudo, obviamente; só o que li e achei que valia a pena compartilhar.)
* O Kindle é o iPod dos livros: ou seja, quando chegar no Brasil vai custar o quádruplo e não vai chegar nem perto de ter o impacto que teve nos EUA.
* Deputados americanos usando Twitter. Se Rahm Emanuel usasse o serviço sem editar seu estilo verbal, logo teria mais seguidores do que Stephen Fry.
* Esta usa a expressão “rei-guerreiro budista psicopata da Mongólia” na primeira linha. É tudo que você precisa saber.
E porque é All-Star Weekend, textos de basquete de outras fontes:
* A Slate avalia o comissário David Stern, e inclui um parênteses que parece escrito especialmente para mim: “(…) It could also reasonably be argued that the collapse of the Soviet Union and its sports system cracked the game wide open, which means that Vaclav Havel is at least partly to blame for Nikoloz Tskitishvili.”
* Via TrueHoop, Michael Lewis, autor de Moneyball, fala de estatísticas, basquete e Shane battier.
Kill me now, and let me join Elgin Baylor in peace and quiet
Zach Randolph para o Clippers em troca de Cat Mobley e Tim Thomas. Zach Randolph. Em Los Angeles. Com Ricky Davis no mesmo time. Solon, pára de rir.
(Pelo menos o time se livrou de Tim Thomas. Um câncer menor por um maior e mais gordo, mas pelo menos não dois cânceres.)
Meu presente de Natal
Isso. Pelo prazo de entrega, melhor encomendar de uma vez.
P.S.: Antes que algum parente leia este post e tenha idéias, esse é um presente de Natal que estou dando a mim mesmo. Gaste seu dinheiro com alguma outra coisa, mãe.
The Answer comes to Detroit - ARGH!
O Pistons acaba de trazer Allen Iverson em troca de Chauncey Billups, Antonio McDyess e Cheikh Samb. Kelly Dwyer gosta, Henry Abbott está intrigado com o futuro e Matt Watson está postando tudo que pode.
Minha reação, enquanto pessoa que anda pela rua com jaqueta do time e assiste a todos os jogos do Detroit que pode foi gritar “Joe Dumars acaba de dar um tiro na minha cabeça!” Iverson é um grande jogador, mas também é um fominha em decadência que joga as mesmas posições que o armador que o time está tentando desenvolver (Rodney Stuckey). Se ele for trocado de novo até fevereiro, ótimo; se o espaço gerado por sua partida permitir a troca de outros jogadores no verão de 2009, melhor; por ora, parece uma tentativa arriscadíssima de repetir a troca que trouxe Rasheed Wallace para o time. (Isso, e felicidades para Chauncey Billups, ex-Mr. Basketball Colorado, que vai poder jogar e morar perto da família como sempre quis).
Walla Walla, Keokuk, Cucamonga, Seattle
A temporada 2008-09 da NBA está prestes a começar, e pela primeira vez em 40 anos a cidade de Seattle estará de fora. No NYT, uma reportagem resume como o Seattle SuperSonics se transformou em Oklahoma City Thunder. A matéria é mais positiva com Clay Bennett e os novos proprietários da equipe do que quase tudo que já li sobre o processo, às vezes ignorando pontos problemáticos (há indícios que Bennett e seus colegas não tiveram boa fé em relação à relocação da equipe, por exemplo), mas vale a pena para quem acompanha a NBA muito de vez em quando e vai ficar decepcionado quando descobrir o que aconteceu com um time que um dia teve Shawn Kemp, Gary Payton, Nate McMillan et al.
Previsões para a temporada regular 2008-09
A temporada da NBA está prestes a começar, mas a maldita vida real me impede de dedicar todo o tempo que deveria à NBA. Ainda assim, quero deixar registradas as minhas previsões para esta temporada, para que possa ser cobrado no futuro:
Fora dos playoffs, Oeste: OKC, SAC, LAC, GSW, MEM, MIN, DAL. Sim, Portland vai para os playoffs, Dallas não. E acho que é o último ano que Phoenix entra.
Fora dos playoffs, Leste: Além de IND e ATL, não faço idéia. Depois do topo (BOS, DET) e do semi-topo (ORL, TOR, CLE [P.S.: Também PHI]), todo mundo no Leste parece igualmente medíocre.
Além disso: Jay-O vai se machucar logo antes dos playoffs. Larry Brown vai recuperar um pouco de sua reputação em Charlotte. Joe Dumars vai trocar alguém até fevereiro (Maxiell? Billups? Hamilton? Sei lá.). San Antonio vai parecer a idade que tem este ano. A novela em Los Angeles vai se estender, mas, infelizmente, o Lakers não vai implodir. Ron Artest fará algo insano. Gilbert Arenas também, mas a mídia vai achar o segundo apenas engraçadinho. Dois técnicos serão demitidos em dezembro. Reclamarei da minha conexão ao tentar ver jogos online. Ou seja, a mesma temporada de sempre.
É castigo
Quem me conhece sabe que meus dois times favoritos na NBA são o Detroit Pistons e o Los Angeles Clippers e que meus jogadores menos favoritos incluem aqueles que não têm QI em quadra ou fora dela. Apenas para me castigar, hoje vejo que o Detroit contratou Kwame Brown (dois anos, oito milhões), enquanto o Clippers contratou Ricky Davis, dois jogadores dados a espalhar miséria e calvície entre os fãs por onde passam.
Isso é só para o Solon rir da minha cara.