Na Slate, essa frase de Troy Patterson sobre o esnobismo ambientalista middlebrow causou um pequeno terremoto no meu edifício — especialmente porque sou grande disseminador da informação que, repitam comigo, golfinhos estupram.
Na Slate, essa frase de Troy Patterson sobre o esnobismo ambientalista middlebrow causou um pequeno terremoto no meu edifício — especialmente porque sou grande disseminador da informação que, repitam comigo, golfinhos estupram.
Entre os muitos motivos que tenho para ser um ferrenho anti-comunista, o meio ambiente não está sequer entre os cinco principais. Mas não porque os comunistas gostavam de abraçar árvores, como demonstra o recente artigo da Economist sobre a poluição soviética na República Tcheca.
Na Wired, um longo perfil do ambientalista Marc van Roosmalen, perseguido pelo governo brasileiro sob acusações de biopirataria. É difícil ler o artigo sem sentir vontade de estrangular burocratas e políticos ambientalistas que misturam nacionalismo, corrupção e mesquinharia.
P.J. O’Rourke, de volta à forma:
2. Don’t be an idealist!
Don’t chain yourself to a redwood tree. Instead, be a corporate lawyer and make $500,000 a year. No matter how much you cheat the IRS, you’ll still end up paying $100,000 in property, sales and excise taxes. That’s $100,000 to schools, sewers, roads, firefighters and police. You’ll be doing good for society. Does chaining yourself to a redwood tree do society $100,000 worth of good?
Idealists are also bullies. The idealist says, “I care more about the redwood trees than you do. I care so much I can’t eat. I can’t sleep. It broke up my marriage. And because I care more than you do, I’m a better person. And because I’m the better person, I have the right to boss you around.”
Get a pair of bolt cutters and liberate that tree.
Who does more for the redwoods and society anyway — the guy chained to a tree or the guy who founds the “Green Travel Redwood Tree-Hug Tour Company” and makes a million by turning redwoods into a tourist destination, a valuable resource that people will pay just to go look at?
So make your contribution by getting rich. Don’t be an idealist.
O resto do texto não tem a ver diretamente com ambientalismo, mas vale a pena. Especialmente para todos que sentiram alguma irritação profunda com essa seção.
Bom perfil de Ron Bailey, o correspondente de ciência da Reason, na DoubleThink. O texto se concentra no fato que Bailey mudou de idéia sobre o aquecimento global antropogênico, e como seus críticos responderam à sua nova posição. Destaque para as partes discutindo os erros infinitos dos ambientalistas apocalípticos de sempre.
(Se alguém se importa com isso, minha posição é basicamente a mesma de Bailey, incluindo a trajetória. Não por coincidência: eu basicamente confio no trabalho do homem. A única diferença significativa é que eu já era a favor de uma carbon tax antes de saber que Bailey também era a favor.)
David Friedman escreveu um excelente post sobre as tensões internas da esquerda atual, especialmente no que tange o conflito entre ambientalismo e a melhoria das condições de vida da população pobre. Parágrafo favorito:
All of these conflicts among left wing objectives are accidental—it just happens that the same change which helps in one direction hurts in another. There are additional problems that are more fundamental. One reason some on the left don’t want a nuclear solution to global warming is that they see the threat of global warming as a useful argument for lifestyle changes—less power consumption, urban instead of suburban life styles, less consumption—that they favor for other reasons. For those in that position, a way of preventing global warming that doesn’t require other people to revise their lives is a threat, not a promise.
Este é o grande motivo por trás da desconfiança libertária do movimento ambientalista: as mesmas propostas de sempre são lançadas para resolver todos os problemas.
Na Slate, Jack Shafer critica o jornalismo ambiental — a começar pela própria Slate.
Na Slate, o economista Daniel Gross conta a história de como água mineral* se popularizou e, por conseqüência, passou a ser rejeitada pelos mesmos esnobes que tomavam garrafinhas de Perrier antigamente. O gancho do texto é a moda em restaurantes finos nos EUA de servir apenas água da torneira, com a desculpa de que assim diminuem a emissão de gases envolvidos no processo.
(Falando de “economistas e comida essa semana”, Bryan Caplan e Arnold Kling discutem por que restaurantes finos não fazem entregas aqui, aqui, aqui e aqui. Certamente diminuiria todo aquele gasto de recursos envolvido na manutenção de um restaurante, todos aqueles carros gastando todo aquele combustível. Ah, mas cortar a água mineral compensa, não? Não?)
* Na verdade, “água engarrafada”. É assim que se diz em inglês, porque a água de garrafa lá freqüentemente vem da torneira e não de fontes minerais. A água da torneira por lá tem qualidade para isso.
[Crosspost no Garfada.]
Na contracapa do caderno de Cultura de ontem, entrevista com o cientista político francês Guy Sorman:
Ecologia é uma ideologia, um culto, e tem duas fontes de energia. A primeira é o anticapitalismo. Ecologistas são normalmente socialistas reciclados. Eles tentaram matar a livre iniciativa por meio das revoluções proletárias e falharam. Agora, tentam algo diferente. A segunda fonte da força da ecologia é seu apelo religioso. O culto à natureza é pagão, pré-cristão.
E sobre desenvolvimento sustentável:
A noção de desenvolvimento sustentável não significa nada: é uma armadilha. O capitalismo é uma forma sustentável de desenvolvimento desde o século 16 na Europa. Sem o capitalismo e o livre comércio, o planeta inteiro estaria vivendo na extrema miséria. O ambiente hoje é muito mais amistoso ao ser humano do que no passado: temos acesso à água potável e estamos protegidos das principais epidemias naturais. Da perspectiva de um inseto, talvez o ambiente esteja se degradando. Mas, do ponto de vista humano, o ambiente está evoluindo. A maior parte das economias desenvolvidas sabe como manter o balanço entre desenvolvimento e natureza por meio de tecnologias modernas.
Esse é meu primeiro contato com Sorman. Eu ainda gostaria de ouvir o Walter sobre esse cara, mas é um começo animador.
* Exceto alumínio. Alumínio pode. Via Radley Balko.
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