=/= != !=

(Um aviso sobre o uso do sinal de “diferente de” na Internet.)

(Emanuel, teorize.)

P.S.: Emanuel teoriza no Forma Livre. Para os menos antenados, essa é uma versão mais nerd do debate sobre prescritivismo que se manifestou em uma discussão anterior sobre o uso de literalmente.

Trema e goza

No Forma Livre, o Emanuel joga um necessário balde água fria sobre a histeria ao redor da reforma ortográfica. Um assunto sobre o qual gostaria de ouvi-lo, no entanto, é se há algum benefício em ficar mudando essas regras, ou talvez por que o português fez três dessas reformas em menos de oitenta anos enquanto falantes de diversas outras línguas consideram absurda a própria idéiaideia de uma reforma ortográfica.

Mas tem um assunto que o Emanuel afirma que não vai comentar e sobre o qual acho que posso: as implicações econômicas da mudança. As financeiras são mínimas (os benefícios não estão claros e haverá algum desperdício de recursos para adaptação às regras, mas nada importante), mas há uma lição econômica importante nessa reforma. A saber: mudanças ortográficas dessa natureza são um problema de ação coletiva cuja resolução é o papel natural do Estado. Vá lá que não seja um problema de verdade, mas o quanto essa reforma vai pegar ou não pegar será prova do poder do Estado de interferir com nossas vidas e provocar mudanças no comportamento da população.

Desconfio que essa mudança vai demonstrar que o poder do Estado brasileiro é enorme, muito maior do que deveria ser. O governo brasileiro é um grande comprador de livros; em sua posição monopsônica, pode boicotar qualquer editora rebelde. Some esse fato às ações de entidades que são basicamente partes disfarçadas do governo (as infames ONGs financiadas com dinheiro público, abominação da lógica e da natureza) e fica claro que os rebeldes ortográficos logo serão enterrados com suas tremas.

Minha etimologia favorita do ano

De Dictionary of Curious Phrases: From blue murder to pass the buck:

Bone up on Something In Budd Schulberg’s Waterfront we are told that ‘Runty had boned up on his Rules of Order.’ Mordecai Richler’s The Incomparable Atuk jhas the similar: “Manley had decided to bone up on Marx before joining the C.P. under a cover-name.’ ‘Bone up on’ a subject also occurs in British sources, suc as the Daily Telegraph. The newspaper reported in 1968 that ‘Robert Powell wastes no opportunity to bone up on his hobby - Romanesque architecture.’

The expression began as an American student joke. The Bohn publishing company used to publish the Bohn Classical Library, designed to help students get through their examinations. A student who was ‘Bohning’ was indulging ina brief, intensive period of swotting. Bohn, corrupted into ‘bone’ because of its sound, was the family name of Henry George Bohn, the publishing company’s founder, born in London in 1796 of German parents. It would be interesting to know whether he ever discovered that a form of his name had become part of American slang, both as ‘bone’ for ‘a diligent student’ and ‘bone up on’ for ‘learn facts about’ a subject.






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