
Essa pequena pichação está em uma coluna do prédio que fica na esquina das ruas General Câmara e General Andrade Neves, no Centro de Porto Alegre. A seguir, uma foto da fachada do prédio.

Essa pequena pichação está em uma coluna do prédio que fica na esquina das ruas General Câmara e General Andrade Neves, no Centro de Porto Alegre. A seguir, uma foto da fachada do prédio.
A pedido: esta semana leia sobre a genética de raças caninas, mariolatria, estupros estratégicos e caribenhos problemáticos.
Apesar de não versar sobre o mercado editorial, acho que o pessoal do Não gosto de plágio vai se interessar por essa história: Vestibular da Universidade Federal do Acre é anulado após denúncia de plágio:
O Conselho Universitário da Ufac (Universidade Federal do Acre) anulou integralmente o vestibular aplicado entre domingo (14) e segunda-feira (15) a 17.800 candidatos em seis municípios do Estado após a denúncia de plágio em questões das provas de geografia, história e português.
Em oficio encaminhado nesta sexta-feira à reitoria, o Ministério Público Federal havia recomendado o cancelamento da prova.
Segundo a Procuradoria, 15 dos 85 itens das fase objetiva eram “cópias idênticas” de questões aplicadas em vestibulares de outros Estados ou que constavam de apostilas de cursos pré-vestibulares. Todas estavam disponíveis na internet.
Até mesmo o tema da redação (”Em Terra de Cego, quem tem um olho é rei”) já havia sido proposto da mesma forma, diz o MPF, em uma vestibular da Fuvest (fundação ligada a USP). O tema e o seu enunciado constam de vários sites e livros destinados a estudantes.
Em uma parte posterior da matéria, o coordenador da comissão que organiza o vestibular diz que o plágio os deixa “constrangidos e tristes”. O que ele não diz, mas deveria, é “eu renuncio à coordenadoria”. O que eu não posso dizer é “que fato surpreendente”, porque não há caso de plágio que me surpreenda em qualquer universidade, quanto mais uma chinfrim como a UFAC.
(Esse caso também é um exemplo da burrice de muitos plagiários: quem lê um texto sobre, digamos, Walter Benjamin, provavelmente já leu outros textos sobre o mesmo autor; a probabilidade do leitor ter lido a fonte do plágio em algum momento anterior não é pequena. O mesmo vale para questões do vestibular: muita gente que vai fazer um vestibular já respondeu a diversas outras questões no mesmo modelo em um momento anterior. O plágio é mais difícil de detectar quando a fonte é obscura, mas muitos plagiários, ou pelo menos muitos dos que são pegos, surrupiam textos muito conhecidos.)
[Via bastardos sortudos de sucesso do Omelete]
Ei, Alan J. Sokal está lançando um livro novo. Semana que vem, quando eu voltar a ter tempo de respirar, terei que comentar sobre o assunto.
[obrigado, Elvis]
Lá no OrdemLivre.org, Diogo Costa comenta a reportagem da Veja sobre o esquerdismo doentio dos professores e livros didáticos brasileiros. Como pessoa que já teve que dar contra-lições à sua irmã e amigas sobre MST na quarta série após ficar horrorizado com seus livros didáticos, obviamente simpatizo com a posição.
Mas a pesquisa da qual a matéria depende tem um problema óbvio: quando os professores dizem que sua missão é “formar cidadãos”, isso não quer dizer o mesmo que eu, o Diogo e os leitores da Veja entendemos. Para a grande maioria, não deve significar nada muito concreto, algo como “ajudar os alunos a crescerem espiritualmente” ou “educá-los para a vida em sociedade” ou até “não serem meros papagaios de fatos”. O problema já é grave, não precisamos superestimá-lo com pesquisas assim.
Outra questão ignorada por todos: os professores tentam, mas quem diz que os alunos aprendem? Estou há mais de oito anos na universidade pública (sim, eu sei, é vergonhoso, parem de apontar e rir) e o fervor esquerdopata só se retraiu entre os estudantes. Pode ser que minha experiência seja anômala porque minha tendência natural é não me associar com gente assim, mas o fato é que estudo ao redor dos alunos da História e da Sociologia e não vejo nem a metade do que via quando estava na Comunicação. Minha esposa faz História e informa experiências semelhantes.
Meu palpite é que essa retração da esquerda vem justamente do fato da esquerda estar no poder. É difícil se revoltar a favor da autoridade, afinal. Rebeldes de verdade, nas escolas e universidades de hoje, são como, bem, eu e o Diogo. Tudo graças ao Pê Tê.
“Heteronormativo é o caralho.”

Os ministrantes são Mariana Diehl Bandarra e este que vos fala. Imperdível.
Brand vai para o 76ers. Se o acordo verbal de Baron Davis estava condicionado à presença de Brand, é melhor que minha esposa esconda os objetos cortantes amanhã. Por outro lado, se o time conseguir trazer Josh Smith para LA por um valor menor que o salário que seria gasto com Elton Brand, mais um ou outro veterano na próxima temporada, o Clippers estará em uma excelente posição.
Ele disse, antes do Apocalipse Brand.
Na Volokh Conspiracy, Ilya Somin tem um excelente post sobre a controvérsia contra a criação de um Instituto Milton Friedman na Universidade de Chicago. E está correto em tudo que diz, sem tirar nem pôr.
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