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	<title>Filisteu</title>
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		<title>Lançamento para Kindle: A Vinda do Kaiser</title>
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		<pubDate>Wed, 29 May 2013 04:19:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cisco Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livro Ficção]]></category>
		<category><![CDATA[Traduções]]></category>

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		<description><![CDATA[Três anos atrás, jurei que quando tivesse &#8220;tempo, saúde e paciência&#8221;, terminaria minha tradução de When William Came, o romance de história alternativa de H. H. Munro, o famigerado Saki. Pois chegou o dia. A Vinda do Kaiser: Uma História &#8230; <a href="http://ciscocosta.com/filisteu/?p=2855">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.amazon.com.br/dp/B00D2CIVVI"><img src="http://ciscocosta.com/filisteu/wp-content/uploads/2013/05/SAKI-CAPA2_branca-640x1024.jpg" alt="H. H. Munro (Saki): A Vinda do Kaiser" width="320" height="512" class="aligncenter size-large wp-image-2856" /></a></p>
<p>Três anos atrás, <a href="http://ciscocosta.com/filisteu/?p=2640">jurei</a> que quando tivesse &#8220;tempo, saúde e paciência&#8221;, terminaria minha tradução de <em>When William Came</em>, o romance de história alternativa de H. H. Munro, o famigerado Saki. Pois chegou o dia. <a href="http://www.amazon.com.br/dp/B00D2CIVVI">A Vinda do Kaiser: Uma História de Londres sob a Casa de Hohenzollern</A>:</p>
<blockquote><p>Neste romance de 1913, a Grã-Bretanha e a Alemanha entram em guerra, e os alemães se saem vitoriosos. Com o país invadido, a alta sociedade londrina tenta se adaptar aos novos conquistadores. Murrey e Cicely Yeovil, unidos pelo casamento e separados por suas convicções, descobrem suas novas vidas sob o jugo da Casa de Hohenzollern.<P>A Vinda do Kaiser é o segundo romance de H. H. &#8220;Saki&#8221; Munro, mais conhecido por seus contos satíricos e macabros. A história investiga as consequências sociais de uma derrota militar e ilustra a ansiedade britânica com um conflito que um ano antes já parecia inevitável.</p></blockquote>
<p>Estou publicando exclusivamente na plataforma Kindle. Os motivos são os seguintes:</p>
<ul>
<li>É barato para o leitor. Por ora, coloquei o preço em R$1,99. No futuro, caso decida experimentar com royalties maiores (70% em vez dos atuais 35%), as regras do programa me forçariam a aumentar o preço para R$5,99. Ainda é uma pechincha.</li>
<li>Pode ser lido em múltiplos aparelhos. Se você está lendo este post, então pode comprar o livro. A Amazon disponibiliza aplicativos de Kindle for iPhone, Kindle for iPad, Kindle for Android e Kindle for PC, entre outros. Para quem não quiser instalar um aplicativo, o Kindle Cloud Reader permite a leitura no navegador.</li>
<li>Nada de DRM. O sistema Kindle Direct Publishing me permite escolher se o autor quer usar DRM ou não. Para facilitar a vida das três pessoas que comprariam o livro <em>e</em> se importam com isso, optei por não usar. Tenho certeza que perderei dezenas de centavos com a pirataria. Paciência.</li>
<li>É fácil. Muito fácil. Eu usei o Sigil para criar um ePub a partir do HTML, mas a verdade é que poderia ter feito tudo com um arquivo .doc do MS-Word.</li>
<li>Duvido que alguma editora se interessaria por ele, e com certeza não estou com vontade de procurar novas oportunidades de rejeição. Se algum editor for da opinião contrária, vendo alegremente os direitos de uma edição de papel.</li>
</ul>
<p>Para quem ainda usa seu Kindle com a conta americana, o link é <a href="http://www.amazon.com/dp/B00D2CIVVI">este</A>. A antologia de contos do Saki que publiquei pela Editora Hedra, <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=3374&#038;tipo=2&#038;isbn=9788577151257">Um Gato Indiscreto e Outros Contos</A>, ainda não está disponível para Kindle, mas ainda se encontra em algumas livrarias desavisadas.</p>
<p>Como todo livro publicado na Internet precisa de um bônus, recriei o brasão do Império Alemão descrito pelos personagens, com as armas da Grã-Bretanha adicionadas às da Casa de Hohenzollern. Ficou <a href="http://ciscocosta.com/filisteu/wp-content/uploads/2013/05/2000px-Wappen_Deutsches_Reich_-_Reichsadler_1889.svg_1.png" alt="2000px-Wappen_Deutsches_Reich_-_Reichsadler_1889.svg"">assim</A>. Finalmente, preciso agradecer minha esposa, Maria Karina Ferraretto, pelo trabalho de revisão e pela ajuda com a capa. Todos os problemas que restaram são culpa minha, as inúmeras melhorias são mérito dela.</p>
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		<title>Vale-Cultura para Todos, Vale-Cultura para Tudo</title>
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		<pubDate>Sun, 10 Mar 2013 10:12:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cisco Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>

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		<description><![CDATA[Em seu blog, o Marcelo Träsel defende que o Vale-Cultura possa ser utilizado em assinaturas de jornais: É uma oportunidade de ouro para garantir sobrevida às redações e ainda atender ao interesse público, agregando as camadas de menor renda da &#8230; <a href="http://ciscocosta.com/filisteu/?p=2837">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Em seu blog, o Marcelo Träsel defende que <a href="http://trasel.com.br/?p=556">o Vale-Cultura possa ser utilizado em assinaturas de jornais</A>:</p>
<blockquote><p>É uma oportunidade de ouro para garantir sobrevida às redações e ainda atender ao interesse público, agregando as camadas de menor renda da população ao espaço privilegiado de mediação política composto pelos jornais. Além disso, atenderia ao interesse do público, pois um dos primeiros investimentos realizados por famílias em ascenção das classes D e E para a classe C é a assinatura de jornais. Os pais de classe média tendem a considerar o consumo de notícias uma vantagem na educação dos filhos, de modo que esse grupo social tem sido um dos grandes responsáveis por um aumento da circulação de jornais impressos nos países em desenvolvimento até 2010.</p></blockquote>
<p>E concordo, as assinaturas de jornais também deveriam ser permitidas. Os jornais diários são produtos culturais mesmo se adotarmos uma definição limitada de cultura, já que publicam ensaios, crônicas, textos literários, artes gráficas e diversos outros materiais exclusivos e originais.</p>
<p>Mas não temos por que adotar uma definição limitada de cultura. O mesmo argumento se aplica a outras possibilidades, outros provedores de serviços: as agências de viagem poderiam argumentar que conhecer outras cidades e países é uma forma de cultura, e logo deveriam poder se beneficiar do subsídio. As lojas de artesanato, pintura e assemelhados poderiam argumentar que permitem que seus clientes desenvolvam práticas culturais. Bares e restaurantes com música ao vivo. Escolas de ioga, de idiomas estrangeiros, de culinária. Lojas de aparelhos eletrônicos. O Microsoft Word e o Adobe Photoshop, o Kindle e o Kobo. A Igreja Católica e todas as protestantes, sem esquecer sinagogas, mesquitas, centros de meditação e templos diversos. </p>
<p>O Vale-Cultura já deve abranger alguns dos itens acima, mas por que não todos? Tudo isso é cultura. Em alguns casos o cliente paga para consumir um serviço ou produto cultural. Em outros, obtém as ferramentas que considera necessárias para produzir cultura. No caso de instituições religiosas, o pagamento é indireto, mas as doações claramente ajudam a sustentar uma parte importante da vida cultural dos usuários.</p>
<p>Aliás, a complexidade do consumo cultural é tamanha que o vale deveria poder ser gasto em qualquer coisa. Sendo assim, melhor entregar dinheiro e simplificar o processo. Como o governo já recolhe bastante dinheiro do segmento da população que seria beneficiado pelo Vale-Cultura, mais fácil ainda seria diminuir os impostos proporcionalmente, poupando o gasto com cobrança, recolhimento, fiscalização, etc. Sem esses passos desnecessários, sobraria ainda mais recursos e os brasileiros ainda teriam a oportunidade de decidir se querem gastá-los com cultura.</p>
<p>Minha proposta ainda teria a vantagem de reduzir os gastos com lobby e pressão no Congresso, já que a disputa pelo dinheiro ocorreria entre os consumidores, não junto aos políticos. Ninguém seria excluído, nem mesmo os jornais diários.</p>
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		<title>Apostas antigas</title>
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		<pubDate>Fri, 21 Dec 2012 02:01:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cisco Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Libertários]]></category>

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		<description><![CDATA[No dia 08 de agosto de 2009, apostei com o Cardoso que neste dia a maconha ainda não estaria legalizada ou descriminalizada em Porto Alegre. Mais especificamente, apostei que não existiria um café nos moldes daqueles que existem em Amsterdam. &#8230; <a href="http://ciscocosta.com/filisteu/?p=2592">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<ul>
<li>No dia 08 de agosto de 2009, apostei com o <a href="http://qualquer.org/">Cardoso </a>que neste dia a maconha ainda não estaria legalizada ou descriminalizada em Porto Alegre. Mais especificamente, apostei que não existiria um café nos moldes daqueles que existem em Amsterdam. Se estou certo, o ruivo me deve cinquenta reais; se estou errado, devo cinquenta reais a ele.</li>
<li>No dia 30 de dezembro de 2009, apostei com o <a href="http://www.twitter.com/laudano">Rico Ferrari (aka Láudano)</a> que neste dia, 500 dólares valeriam mais do que 30 dólares valiam em 2009. Mais especificamente, os termos da aposta liam, em um guardanapo de mesa de bar há anos perdidos para a história: &#8220;Se U$30 (2009) &gt; U$ 500 (20/12/2012), Cisco dá U$500 (20/12/2009) a Rico; Se não, Rico dá U$ 500 (20/12/2009) a Cisco&#8221;. Solon Godinho Brochado, testemunha.</li>
</ul>
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		<title>Amazon chegou. E agora, o que faço com meu Kindle?</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Dec 2012 15:24:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cisco Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livrarias]]></category>

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		<description><![CDATA[Minha esposa passou a conta dela para a versão brasileira da Amazon. Resultado: NÃO pode mais comprar ebooks pela loja americana. Aparece um aviso dizendo que os livros estão disponíveis na loja brasileira. Algumas buscas rápidas revelaram que os livros &#8230; <a href="http://ciscocosta.com/filisteu/?p=2813">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Minha esposa passou a conta dela para a <a href="http://www.amazon.com.br">versão brasileira da Amazon</A>. Resultado: NÃO pode mais comprar ebooks pela loja americana. Aparece um aviso dizendo que os livros estão disponíveis na loja brasileira.</p>
<p>Algumas buscas rápidas revelaram que os livros em inglês estão à venda na loja brasileira pelos mesmos preços. Logo, o usuário não perde o acesso ao catálogo da loja americana. O problema que alguns usuários informavam ontem de madrugada era que nem todos os preços estavam iguais: o livro do <a href="http://www.amazon.com.br/s?_encoding=UTF8&#038;field-author=Nate%20Silver&#038;search-alias=digital-text">Nate Silver</A>, por exemplo, aparece em duas edições diferentes para Kindle, uma das quais custa quase o dobro da outra. Já os livros brasileiros não aparecem no catálogo da nave-mãe, o que é má notícia para a diáspora brasileira nos EUA.</p>
<p>Eu não vou transferir a minha conta, não por ora. Meu plano inicial é adquirir um Kindle Paperwhite em algum momento e vincular meu aparelho antigo (um Kindle 3) à conta da minha esposa, que consome livros principalmente em português (cada conta pode ter até 5 aparelhos), o que nos permitiria dividir esses títulos. Mas talvez troque semana que vem, ou mês que vem, quando comparar com mais calma os dois acervos e ouvir mais experiências positivas dos amigos e de outros usuários.</p>
<p>Mas isso é porque 99% do que quero ler está em inglês, uma língua com a qual obviamente não tenho a mínima dificuldade. Então a troca não me beneficia em quase nada, especialmente considerando as características peculiares da leitura aqui em casa. Para todo mundo que pretende usar o catálogo da loja brasileira, mesmo que para apenas 10% de sua leitura, vale a pena. Ainda mais por que então não precisa mais pagar IOF. </p>
<p>Então: Troquem. Eu já vou atrás, de uma forma ou de outra.<br />
<span id="more-2813"></span><br />
<UL><LI>Quanto ao preço do aparelho: sim, vai custar o dobro do que nos EUA. Mas tudo aqui custa o dobro do que nos EUA. Revoltem-se com o tamanho do Estado e a ineficiência dos setores público e privado no Brasil, não com esse preço. A comparação certa é com os outros aparelhos do mercado brasileiro, e (a) o Kobo é cem reais mais caro e (b) os mesmos títulos custam mais na Cultura do que na Amazon.com.br.</LI><LI>Outra coisa que está faltando da loja americana e que uso bastante: a Wish List. A minha é bem grande e eu uso junto com o <a href="http://www.ereaderiq.com">eReaderIQ</A>, um serviço que manda avisos por email sempre que o preço de um ebook diminui.</LI><LI>Perguntas que se fosse jornalista eu faria para a Amazon, algumas das quais já sei ou imagino a resposta:<OL><LI>Algum ebook que a loja americana vende para usuários brasileiros não estará disponíveis para os usuários da loja brasileiro? Se sim, quais os critérios?</LI><LI>A Amazon.com.br tem planos de implementar equivalente locais aos programas da matriz? A saber, teremos um equivalente brasileiro para Wish Lists, Kindle Daily Deal, Kindle Owners&#8217; Lending Library, empréstimo de livros entre usuários, Kindle Direct Publishing e/ou Amazon Associates? Vocês podem comentar sobre cada um deles individualmente?</LI><LI>Por que tão poucos livros técnicos e científicos estão disponíveis na Amazon.com.br?</LI><LI>O <a href="http://www.amazon.com/dp/B007OZNZG0/ref=sa_menu_kdpclw3">Kindle Paperwhite</A> vai chegar no Brasil? Nos EUA, o aparelho começa a ser enviado para os clientes em 21 de dezembro. E aqui, tem previsão?</LI><LI>E o <a href="http://www.amazon.com/gp/product/B0083Q04IQ/ref=amb_link_367033422_2?ie=UTF8&#038;nav_sdd=aps&#038;pf_rd_m=ATVPDKIKX0DER&#038;pf_rd_s=center-1&#038;pf_rd_r=0S5087QDAVVSDCXBA5DT&#038;pf_rd_t=101&#038;pf_rd_p=1440097822&#038;pf_rd_i=507846">Kindle Fire</A>? Concorrer com a Saraiva e a Cultura é bom, mas melhor ainda é se vocês concorrerem com a Apple e a Netflix.</LI><LI>Por que os títulos brasileiros não estão disponíveis na loja americana? O problema está com os contratos das editoras com os autores (direito de venda em português no exterior) ou das editoras com a Amazon?</LI>
<li>Os usuários brasileiros do site americano poderão ser forçados a fazer conta na loja brasileira para continuarem a adquirir ebooks da Amazon?</li>
<li>O que vai acontecer com quem tem um Kindle com 3G no Brasil?</lI><LI>Não seria mais fácil fazer com que a conta em todas as lojas da Amazon fossem uma só, permitindo que o usuário brasileiro adquirisse seus livros na matriz ou na filial a seu bel-prazer?</li>
<p></OL>
<li>Eu enviei essas perguntas à Amazon.com.br pelo site da empresa no Facebook. Se derem resposta, atualizo este post.</li>
<p></UL></p>
<p><em>Atualização: </em>Uma das perguntas a Amazon respondeu com um email do KDP: o Kindle Direct Publishing está disponível no Brasil, incluindo royalties de 70% e pagamento em real para vendas locais. O sistema estava passando por dificuldades técnicas enquanto eu escrevia este adendo, mas já tinha versão em português.</p>
<p><em>Atualização 2: </em>Parte mais importante de um e-mail recente da Amazon para quem já tinha um Kindle: &#8220;Você pode transferir de volta depois, se quiser.&#8221;</p>
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		<title>Cinco Coisas que Eu Mudaria no Futebol</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Nov 2012 05:06:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cisco Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Esporte]]></category>

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		<description><![CDATA[Meu interesse por futebol é algo entre ínfimo e nulo. Como sou um homem brasileiro, entretanto, minha falta de interesse em si é algo sobre o qual penso de vez em quando e debato com os amigos. Minha impressão é &#8230; <a href="http://ciscocosta.com/filisteu/?p=2803">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Meu interesse por futebol é algo entre ínfimo e nulo. Como sou um homem brasileiro, entretanto, minha falta de interesse em si é algo sobre o qual penso de vez em quando e debato com os amigos. Minha impressão é que mesmo os fãs de futebol ficam insatisfeitos com certos aspectos do esporte. Assim, as sugestões abaixo representam ideias que, creio, melhorariam o produto oferecido a eles. Eu continuaria sem assistir.</p>
<ol><LI><strong>Penalty Box: </strong>Quando um jogador fizesse uma falta digna de cartão amarela, ele seria forçado a passar de 5 a 15 minutos fora de jogo e longe do banco de reservas. O resultado seria um período de desvantagem numérica e risco maior de tomar gols, forçando os zagueiros a serem mais habilidosos e menos violentos na defesa. Sugiro o nome &#8220;casinha&#8221;, apenas para que algum narrador possa transformar &#8220;Fulano está fora da casinha!&#8221; no seu novo bordão.</LI><P><LI><strong>Um Desafio por Tempo: </strong>Quem é contra a ideia argumenta que o futebol é um jogo sem paradas e que parar a partida o tempo inteiro para disputar cada decisão da arbitragem descaracterizaria o jogo. E o argumento está certo. A solução é limitar o desafio a um por tempo por time, a ser pedido pelo treinador ou pelo capitão. Creio que um dos efeitos benéficos secundários seria uma redução drástica nas aglomerações de jogadores em torno do juiz. Imagino um diálogo mais ou menos assim:</p>
<p>&#8220;Estava impedido!&#8221;<br />&#8220;Não, não estava.&#8221;<br />&#8220;Porra, claro que estava.&#8221;<br />&#8220;Desafio? Não? Então cai fora ou te mando para a casinha.&#8221;</LI><P><LI><strong>Árbitro no Camarote: </strong>Um auxiliar com visão do alto, acesso a câmeras, comunicando-se com o árbitro principal sempre que necessário. Esse bandeirinha aéreo ainda teria a vantagem de não estar no campo, sujeito ao carisma e intimidação dos jogadores.</LI><P><LI><strong>Saldo de Gols, Não Pontos: </strong>Quando um time abre 1&#215;0, o incentivo de fazer um segundo gol diminui e o de não levar um gol aumenta. Depois de 2&#215;0, a vantagem da retranca só cresce. O jogo fica mais fechado. A retranca se torna perfeitamente racional. Nos últimos minutos, o time que está perdendo não tem mais por que competir.</p>
<p>A solução é classificar os times pelo saldo de gols. Dessa forma, marcar um gol adicional é sempre tão importante quanto impedir que o adversário diminua a diferença. Nenhum dos times jamais teria qualquer incentivo para não atacar ou para se descuidar da defesa. O time que está ganhando de 4&#215;1 ainda precisaria se defender e impedir o 4&#215;2. O time que está perdendo de 5&#215;0 não precisaria ficar desestimulado, pois um gol aos 47 do segundo tempo ainda valeria o esforço.</p>
<p>(Eu imagino que seria necessário impôr um limite ao saldo válido em cada jogo, para impedir placares do tipo <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Brazil_76%E2%80%930_Timor-Leste_(futsal)">76&#215;0</A>. Seria uma medida especialmente importante em campeonatos nos quais os times não são equilibrados, como a Copa do Mundo.)</LI><P><LI><strong>Mais Experimentação com as Regras: </strong>Isso é algo que eu sugeriria para os jogos amadores, segundas divisões e ligas juvenis. Diferenças de regras pequenas podem criar espetáculos diferentes e se adaptar melhor às diferenças entre os diversos tipos de atletas.</p>
<p>Por exemplo, ligas juvenis poderiam proibir o jogo aéreo (para prevenir concussões), permitir substituição ao estilo hóquei para o goleiro (vantagem numérica no ataque, risco maior de contra-ataque), conceder meio gol para o visitante (forçando o time a jogar no ataque na frente da própria torcida), redividir a partida (por exemplo, em três terços para oferecer mais descansos) e muitas outras ideias que só ocorreria a quem realmente gosta do esporte. Algumas inovações se tornariam populares e poderiam ser adotadas por ligas maiores, outras desapareceriam com o tempo. O importante é rejeitar a ideia de que as regras como existem hoje não podem ser aperfeiçoadas. Ela é falsa em qualquer esporte e qualquer outra atividade humana. Futebol não é exceção.</LI></ol>
<p>Mais gols, menos violência, mais equilíbrio entre ataque e defesa, arbitragem melhor, mais inovação. Algumas dessas ideias provavelmente teriam consequências imprevistas negativas, como ocorre com qualquer mudança de regras, mas é justamente por isso a quinta sugestão é a mais importante: transformar cada campeonato em um minilaboratório do futebol sem exigir que as organizações se comprometessem definitivamente com mudanças permanentes.</p>
<p>Tudo isso leva à pergunta de por que a inovação do produto é tão lenta. A resposta está na estrutura do mercado. Os times inovam e competem entre si, mas as ligas nacionais e regionais são quase monopolistas. É algo que acontece em outros esportes também. Não é coincidência que várias inovações da NBA, por exemplo, ocorreram quando a liga estava em perigo de extinção (o <em>shot clock</em> na década de 50) ou enfrentava um concorrente direto (a ABA de 1967 a 1976).</p>
<p>Aguardo longa tréplica por parte do filósofo-mor do <a href="http://impedimento.org/">Impedimento</A>.</p>
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		<item>
		<title>Los Angeles decidiu expulsar a indústria da pornografia. E agora?</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Nov 2012 20:41:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cisco Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Sexo]]></category>

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		<description><![CDATA[Os eleitores de Los Angeles ontem aprovaram uma coisa chamada Measure B, pela qual atores pornôs serão forçados a usar camisinha. Além disso, as produções terão que pagar uma taxa para financiar a fiscalização do uso de camisinhas. A medida &#8230; <a href="http://ciscocosta.com/filisteu/?p=2797">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Os eleitores de Los Angeles ontem aprovaram uma coisa chamada Measure B, pela qual <a href="http://www.mercurynews.com/news/ci_21948422/la-county-oks-mandate-condoms-porn-sets">atores pornôs serão forçados a usar camisinha</A>. Além disso, as produções terão que pagar uma taxa para financiar a fiscalização do uso de camisinhas. A medida foi patrocinada por grupos que lutam contra a AIDS e, creio, uma boa oportunidade para uma análise econômica amadora.</p>
<p>No curto prazo e na margem:</p>
<ol>
<li>Os  vídeos com uso de camisinha aumentarão um pouco e o salário de todos os envolvidos (não só dos atores) cairá bastante. Duvido que a demanda por vídeos dessa natureza seja elástica, então os preços vão despencar.</li>
<li>O mesmo fenômeno de maior oferta e salários menores vai ocorrer com a pornografia, digamos assim, afálica: lesbianismo, BDSM sem penetração, masturbação, fetiches. Tudo que puder escapar dessa lei. Mas isso depende da natureza da lei: não duvido que alguém decida fiscalizar o uso de camisinhas em cenas <em>solo</em>.</li>
<li>Atores e atrizes vão aumentar seu portfólio de serviços e se concentrar naqueles que não envolvem câmeras, a saber, prostituição e strip-tease. Muitas já fazem ambos; agora mais delas vão entrar nesses ramos ou dedicar mais tempo a eles.</li>
<li>Esses outros serviços também vão ficar mais baratos, porque a oferta cresceu de repente. Logo, dar uma festinha de arromba acaba de ficar mais acessível em LA. Só não pode filmar.</li>
<li>O mercado negro e a produção ilegal vai aumentar em Los Angeles. Isso significa mais violência contra atrizes, menos precauções com saúde, mais fraude e mais corrupção das autoridades que deveriam fiscalizar o processo.</li>
<p></OL></p>
<p>No médio prazo:</p>
<ol><LI>Muitos profissionais também vão mudar para outras cidades que já têm núcleos de produção de pornografia, especialmente San Francisco e Miami. Na medida em que essas pessoas levam consigo outros serviços (strippers, prostituição, produção de vídeo), esses serviços ficarão mais competitivos nesses locais. É provável que algumas empresas de Los Angeles tentem se mudar, mas muitas vão simplesmente falir, abrindo espaço para o crescimento de empresas de outros lugares. Destruição criativa pura e simples.</li>
<li>Devido a esse processo de destruição criativa, talvez a pornografia passe por um momento de inovação nos próximos anos. Talvez mude a estética, talvez os métodos.</li>
<li>Outros profissionais vão se aposentar do ramo. A pornografia, por sua própria natureza, atrai profissionais jovens, mas muitos trabalhadores têm filhos, maridos, segundos empregos, escolas, vidas em Los Angeles. Essa gente não pode se mudar geograficamente e, logo, vai se mudar para o próximo degrau inferior da escala econômica.</li>
<li>Os mesmos serviços que ficaram baratos no curto prazo vão ficar bem mais caros no longo prazo, pois a migração econômica vai destruir os poucos ganhos de escala que havia no setor. Ou seja, Hollywood, melhor organizar aquelas festas para ontem.</li>
</ol>
<p>No longo prazo:</p>
<ol>
<li>Nada. A indústria pornográfica está passando por uma revolução de origem tecnológica. Medidas como essa são uma gota no oceano. Ela terá um efeito líquido negativo, vai piorar a vida de muita gente, especialmente mulheres,  vai destruir a vida de algumas vidas, vai enriquecer alguns produtores em SF e Miami. Mas em vinte anos, talvez menos, será irrelevante para o setor enquanto tal.</li>
</ol>
<p>Alguém sai ganhando nessa história? Os ativistas que defenderam a medida conquistaram uma certa utilidade psíquica, pois podem gritar &#8220;vencemos, vencemos&#8221;, mas o resultado vai ser mais infecções entre os profissionais do setor, não menos. Os conservadores sociais vão expulsar a pornografia da cidade; ironicamente, no paradigma <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Bootleggers_and_Baptists">bootleggers and baptists</a>, os batistas são os contrabandistas da história.</p>
<p>Essa história também revela um pouco sobre a mecânica dos movimentos políticos: quando uma causa triunfa, os ativistas não se dedicam a outros problemas importantes ou à vida normal. Eles são especialistas, então passam a se dedicar a aspectos cada vez mais marginais da causa. Em vez de desviar o foco, os ativistas o estreitam, e acabam por causar mais mal do que bem.</p>
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		<title>Como Punir Vândalos</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Oct 2012 17:36:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cisco Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>

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		<description><![CDATA[Nos comentários de um post meu no Facebook sobre vandalismo e bicicletas, perguntaram &#8220;E porque não punir o vandalismo com mais rigor?&#8221; Como minha resposta, inspirada pelo que entendo da obra do Mark Kleinman, foi detalhada, achei que valia a &#8230; <a href="http://ciscocosta.com/filisteu/?p=2788">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Nos comentários de um post meu no Facebook sobre vandalismo e bicicletas, <a href="http://www.facebook.com/ciscocosta/posts/358591314235806?comment_id=2121403&#038;offset=0&#038;total_comments=4">perguntaram</A> &#8220;E porque não punir o vandalismo com mais rigor?&#8221; Como minha resposta, inspirada pelo que entendo da obra do Mark Kleinman, foi detalhada, achei que valia a pena reproduzi-la neste blog subnutrido:</p>
<p>Porque a eficácia da punição depende de uma combinação de Certeza (probabilidade de ser pego) e Rigor (punição quando pego) e vândalos assim têm imaginação limitada. Um vândalo perfeitamente lógico veria os dois cenários a seguir como igualmente indesejáveis:</p>
<p>5% de probabilidade * 10 anos de cadeia<br />
50% de probabilidade * 1 ano de cadeia</p>
<p>Ambos seriam iguais a 0,5 anos¹ por um ato de vandalismo. Mas devido à baixa inteligência e à imaginação limitada, o vândalo <em>não</em> é perfeitamente lógico e o segundo cenário acaba sendo muito mais eficaz do que o primeiro. Além disso, quando a pena é rigorosa demais, policiais, promotores e juízes têm um ônus muito maior, já que ninguém quer aplicar uma punição excessivamente rigorosa a um indivíduo real. Logo, é preciso um sistema em que o vândalo é pego e punido com mais frequência, mas não necessariamente com mais rigor.</p>
<p>¹ Seis meses de cadeia é apenas exemplo, obviamente. A punição correta para quem vandaliza bicicletas públicas é 10 chibatadas com a correia de uma Calói vintage.</p>
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		<title>The Lands of Ice and Fire em Pré-Venda no Brasil</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Aug 2012 14:41:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cisco Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livro Ficção]]></category>

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		<description><![CDATA[Para quem precisa ter tudo de A Song of Ice and Fire: a Cultura finalmente colocou em pré-venda The Lands of Ice and Fire, o conjunto de mapas que será publicado no final de outubro. Boa oportunidade para se irritar &#8230; <a href="http://ciscocosta.com/filisteu/?p=2774">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Para quem precisa ter tudo de <em>A Song of Ice and Fire</em>: a Cultura finalmente colocou em pré-venda <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=3374&#038;destino=/scripts/resenha/resenha.asp?nitem=30215782&#038;">The Lands of Ice and Fire</A>, o conjunto de mapas que será publicado no final de outubro.</p>
<p>Boa oportunidade para se irritar com a legislação brasileira, aliás. Preço da Cultura: R$113,70. Preço da Amazon: USD36,38 (incluindo frete). Imposto de importação: USD 34,60. Total da Amazon: USD 70,98, ou cerca de R$140,00, unicamente por protecionismo.</p>
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		<title>Uma Guarda Real Hipotética</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Aug 2012 19:42:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cisco Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livro Ficção]]></category>

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		<description><![CDATA[Para quem está lendo As Crônicas de Gelo e Fogo: no site de fãs Tower of the Hand, um artigo meu (em inglês) sobre A Guarda Real Que Poderia Ter Sido. Alguns spoilers para os volumes 1, 3 e 5, &#8230; <a href="http://ciscocosta.com/filisteu/?p=2768">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Para quem está lendo <em>As Crônicas de Gelo e Fogo</em>: no site de fãs Tower of the Hand, um artigo meu (em inglês) sobre <a href="http://towerofthehand.com/blog/2012/08/01-kingsguard-that-might-have/index.html">A Guarda Real Que Poderia Ter Sido</A>. Alguns spoilers para os volumes 1, 3 e 5, mas de interesse real apenas para quem já leu tudo.</p>
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		<title>O que o taxista fez?</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Jul 2012 18:50:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cisco Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Projetos]]></category>

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		<description><![CDATA[Criei um projeto novo hoje, chamado O que o taxista fez? Porto Alegre. A nova aba no alto deste blog leva ao formulário, onde você pode informar se sofreu algum problema em um táxi portoalegrense. Os resultados são a parte &#8230; <a href="http://ciscocosta.com/filisteu/?p=2751">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Criei um projeto novo hoje, chamado <em>O que o taxista fez? Porto Alegre</em>. A nova aba no alto deste blog leva ao <a href="http://ciscocosta.com/filisteu/?page_id=2752">formulário</A>, onde você pode informar se sofreu algum problema em um táxi portoalegrense. Os resultados são a parte mais importante: uma <a href="https://docs.google.com/spreadsheet/pub?key=0Ajg-b4AlJyk6dEtPZXJWa1RGWDA1MzRWSWZxd0c0cGc&#038;output=html">lista</A> com todas as reclamações. Assim, antes de entrar em um táxi, basta acessar a página e ver se o número identificador do veículo está listado.</p>
<p>Obviamente, quanto mais o serviço for utilizado, mais útil será. Se alguém quiser roubar a ideia para outra cidade, vá em frente. É só um formulário com dois campos no Google Drive. E se alguém quiser criar uma versão melhor para Porto Alegre &#8212; um app, um banco de dados decente, tanto faz &#8212; melhor ainda. Sinta-se à vontade para roubar os dados e expandir seu banco de dados. A concorrência só beneficia o cliente.</p>
<p><strong>E agora com Twitter!</strong> Sempre que a lista for atualizada, uma mensagem automática aparecerá na sua timeline. Basta seguir <a href="https://twitter.com/OQTaxiPOA">@OQTaxiPOA</A>. O sistema funciona por meio do serviço <a href="http://ifttt.com">IFTTT</A>, sugerido pelo professor Marcelo <a href="http://trasel.com.br/">Träsel</A>. Usarei para mais coisas no futuro. O serviço, não o Träsel. Ele objetaria à reificação.</p>
<p><strong>Detalhe: </strong>Todo projeto precisa de critérios de avaliação. Neste caso: se em duas semanas ninguém estiver preenchendo o formulário, vou apagar o arquivo, publicar os dados aqui, enviar os resultados para a EPTC e escrever um <em>post-mortem</em> para quem quiser tentar algo semelhante no futuro.</p>
<p><strong>Resultado: </strong>Pouca gente anda usando o sistema, mas decidi deixá-lo no ar como protótipo de teste para outro projeto que estou desenvolvendo. Minhas hipóteses sobre por que o uso foi baixo: (1) possíveis usuários esquecem que o sistema existe; (2) as experiências ruins são menos frequentes do que se imagina; (3) os possíveis usuários acham que a reclamação não vale a pena, pois o benefício que ela gera é menor do que o bom e velho vou-xingar-muito-no-Twitter; e (4) o usuário pensa sobre o problema antes de inserir uma reclamação menos grave e acaba perdoando ou relativizando o motorista. Aceito outras sugestões.</p>
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		<title>Acemoglu e Por que os Países Fracassam</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Mar 2012 20:25:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cisco Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>

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		<description><![CDATA[Na edição desta semana do Econtalk, Russ Roberts entrevista Daron Acemoglu para falar sobre o novo livro deste, Why Nations Fail: The Origins of Power, Prosperity, and Poverty.¹ Em geral, sempre termino de ouvir o podcast pensando &#8220;aprendi com a &#8230; <a href="http://ciscocosta.com/filisteu/?p=2747">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Na edição desta semana do Econtalk, Russ Roberts <a href="http://www.econtalk.org/archives/2012/03/acemoglu_on_why.html">entrevista Daron Acemoglu</A> para falar sobre o novo livro deste, <a href="http://www.amazon.com/gp/product/B0058Z4NR8/ref=as_li_ss_tl?ie=UTF8&#038;tag=filisteu-20&#038;linkCode=as2&#038;camp=1789&#038;creative=390957&#038;creativeASIN=B0058Z4NR8">Why Nations Fail: The Origins of Power, Prosperity, and Poverty</a><img src="http://www.assoc-amazon.com/e/ir?t=filisteu-20&#038;l=as2&#038;o=1&#038;a=B0058Z4NR8" width="1" height="1" border="0" alt="" style="border:none !important; margin:0px !important;" />.¹ Em geral, sempre termino de ouvir o podcast pensando &#8220;aprendi com a entrevista e gostei, mas não preciso tanto assim do livro&#8221;. Desta vez, não. As ideias de Acemoglu sobre como o Botsuana conseguiu se dar bem no período pós-colonial, a relativa semelhança entre os modelos coloniais britânicos e espanhóis, a tragédia da Argentina e os problemas de mensuração na União Soviética, tudo me fez acreditar que o resto do livro vale o investimento de tempo. Lerei.</p>
<p>Para os interessados, é só baixar o <a href="http://files.libertyfund.org/econtalk/y2012/Acemoglunations.mp3">MP3 aqui</A>.</p>
<p>¹ Em coautoria com James Robinson, mas lamentavelmente não o mesmo James Robinson que escreveu <em>Starman</em> e <em>A Era de Ouro</em>.</p>
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		<title>Sucessão em Westeros</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Jan 2012 03:45:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cisco Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livro Ficção]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma das partes mais frustrantes da minha releitura de A Song of Ice and Fire é que todo mundo assistiu e adorou Game of Thrones, mas ninguém avançou para os volumes seguintes. Logo, quero conversar sobre umas 4 mil páginas &#8230; <a href="http://ciscocosta.com/filisteu/?p=2732">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Uma das partes mais frustrantes da minha releitura de <em>A Song of Ice and Fire</em> é que todo mundo assistiu e adorou <em>Game of Thrones</em>, mas ninguém avançou para os volumes seguintes. Logo, quero conversar sobre umas 4 mil páginas de spoilers e nenhum interlocutor. Felizmente, é para isso que este blog existe.</p>
<p>Não sei se escreverei outros posts sobre os livros no futuro, mas este vai ser uma oportunidade para ruminar sobre a importância da sucessão. Desnecessário dizer, <strong><blink>SPOILERS</blink></strong>. Sobre todos os livros. Todos os oito. E talvez até a <a href="http://www.georgerrmartin.com/if-sample.html">prévia de <em>The Winds of Winter</em></A>.</p>
<p><span id="more-2732"></span></p>
<p>Uma sucessão ordeira, garantida e sem ambiguidades parece ser o segredo da paz em Westeros. Por exemplo, independente de todos os seus outros defeitos, Eddard Stark deixou três filhos homens, o mais velho dos quais muito bem treinado para assumir o lugar do pai, e um bastardo que não tentaria usurpar o lugar do irmão. <a href="http://awoiaf.westeros.org/index.php/Mace_Tyrell">Lorde Mace Tyrell</A> ainda está vivo, mas também deixaria três filhos homens: o mais velho, um governante competente; o segundo, um guerreiro famoso que fundou um novo ramo da família que não deve cobiçar a herança do irmão; e o terceiro, Ser Loras, que fez um juramente que o impediria de herdar terras e títulos. Elogios semelhantes poderiam ser feitos a lordes como Hoster Tully, Bronze Yohn Royce e Príncipe Doran Martell, além de lordes menores como Jason Mallister e Paxter Redwyne</p>
<p>Alguns personagens tem problemas de sucessão por fatores que estão, em maior ou menor grau, além do seu controle: múltiplos filhos homens que morrem e/ou são capturados ao mesmo tempo (Rickard Karstark, Greatjon Umber, Wyman Manderly), infertilidade combinada com falta de opções (Stannis Baratheon, Ser Rodrik Cassel, Lady Whent) e azar (Lorde Raymun Darry, Lorde Beric Dondarrion). Mas vários cometem erros graves e são incapazes de deixar um herdeiro claro e inquestionável. O resultado é guerra, decadência, enfraquecimento e destruição. Os exemplos mais proeminentes, na minha opinião:</p>
<p><OL><LI><a href="http://awoiaf.westeros.org/index.php/Robert_Baratheon">Robert I Baratheon: </A>A semente é forte. A capacidade de enganar a si mesmo, também. Sem entrar em detalhes desnecessários sobre Joffrey, Stannis e Renly, é interessante observar que Cersei adota uma atitude absolutamente racional em relação aos filhos bastardos do marido: ela manda matá-los. Não é mera sanguinolência da rainha: além de prova do incesto entre os gêmeos, todo bastardo de Robert representa uma possibilidade de legitimação, uma possível ameaça futura aos direitos dos filhos. É o mesmo medo de Catelyn Stark em relação a Jon Snow, mas justificado.<br />(Aliás: quando Daenerys Targaryen finalmente abandonar a Baía dos Escravos, vai acabar passando pela cidade onde Edric Storm está escondido. Muitos fãs dos livros gostariam de ver Gendry legitimado e lorde de Storm&#8217;s End, mas nenhuma opção faz mais sentido que Edric.)</LI><LI><a href="http://awoiaf.westeros.org/index.php/Jon_Arryn">Jon Arryn: </A>Em termos do herdeiro imediato, o ex-Mão do Rei merecia estar na mesma lista que Stannis e Whent: a esposa tinha problemas de fertilidade (Lysa foi forçada a fazer um aborto quando era jovem e a família da mãe também não era muito fértil) e ele deu o azar, ou não foi atento o suficiente, de que a esposa se envolvesse com um sociopata manipulador que a convenceu a cometer uxoricídio. Também não podemos acusá-lo de não dar atenção à educação do filho: a ideia de mandá-lo para Dragonstone, o motivo pelo qual Lorde Arryn foi morto, era justamente prepará-lo melhor para a vida adulta e o comando. Por tudo isso, Jon Arryn merece empatia por parte dos leitores.<br />Seu erro foi não dar atenção ao resto da linha de sucessão. Depois de Robin, o herdeiro é Harrold Hardyng, um parente distante que não leva o sobrenome da família. O resultado é um vácuo na linha de sucessão, tapado hoje apenas por um dedo Mindinho aproveitador.</LI><LI><a href="http://awoiaf.westeros.org/index.php/Tywin_Lannister">Tywin Lannister: </A>No papel, Lorde Lannister teria a situação ideal: um herdeiro inteligente, outro que jurou não receber herança, uma filha bem casada, irmãos, sobrinhos e primos homens capazes de assumir o posto em caso de tragédia. Em vez disso, Tywin Lannister nunca admitiu que o juramento do primogênito seria eterno e nunca aceitou o filho mais novo. Tyrion tem um período excelente como Mão do Rei, mas também uma série de momentos de ingenuidade quando imagina que todos reconhecem o valor das suas decisões; difícil imaginar que o personagem cometeria os mesmos erros se tivesse crescido do mesmo modo que Robb Stark, sentado ao lado do pai para obter uma educação política do grande príncipe maquiavélico de Westeros.</LI><LI><a href="http://awoiaf.westeros.org/index.php/Lord_Walder_Frey">Walder Frey: </A> A maioria dos nobres se preocupa em ter herdeiros suficientes, mas Walder Frey cometeu o erro contrário e produziu herdeiros <em>demais</em>. Com 22 filhos homens, não sobra herança para todo mundo e a família ainda parece relativamente avessa aos mecanismos tradicionais para se desfazer do excesso: considerando o tamanho da família, poucos Freys se tornam septões ou meistres, não temos notícias de Freys na muralha, etc. O resultado é uma disputa interna ferrenha pelos favores do velho. <br />Felizmente, Lady Stoneheart está solucionando o problema aos poucos, com a ajuda dos dotes culinários de Lorde Wyman Manderly no Norte.</LI><LI><a href="http://awoiaf.westeros.org/index.php/Roose_Bolton">Roose Bolton: </A>O caso que considero menos realista em toda a série: depois de casar e engravidar a esposa, um homem precavido e avesso aos riscos como Roose Bolton jamais deixaria o filho bastardo psicótico por perto, ou mesmo vivo. Não apenas um risco grande demais para a mulher, o bebê e a própria vida. Aliás, o próprio Roose reconhece o fato, o que talvez nos force a interpretar que ele não vê nenhum problema em ser sucedido por Ramsay Bolton.</LI><LI><a href="http://awoiaf.westeros.org/index.php/Viserys_I">Viserys I: </A>No testamento, Viserys I estipulou que deveria ser sucedido pela primogênita, <a href="http://awoiaf.westeros.org/index.php/Rhaenyra_Targaryen">Rhaenyra Targaryen</A>. E aprincesa foi de fato preparada desde a juventude para ser rainha. Mas no fim da vida, Viserys também teve filhos homens, que é a forma clássica de sucessão em Westeros. Nomear a filha como herdeira significa esbarrar contra a tradição em uma sociedade bastante conservadora. O resultado foi a Dança dos Dragões original. Ambos os lados da guerra civil lutavam com dragões e as criaturas acabaram aniquiladas. Se os monarcas subsequentes não fossem competentes (Aegon III, Viserys II) ou carismáticos (Daeron I, O Jovem Dragão; Baelor, O Abençoado), a dinastia teria caído 150 anos antes.</LI><LI><a href="http://awoiaf.westeros.org/index.php/Aegon_IV">Aegon IV Targaryen, O Indigno: </A>Este não ganhou o apelido por acaso. Na área da sucessão, Aegon IV:<OL><LI>Teve filhos bastardos com mulheres nobres, incluindo um com a prima, criando um bastardo Targaryen e descendente de reis dos dois lados, <a href="http://awoiaf.westeros.org/index.php/Daemon_Blackfyre">Daemon Blackfyre</A>.</LI><LI>Apesar de ter um filho adulto com a esposa, entregou a espada ancestral da família ao filho bastardo. A espada sempre ficava nas mãos do futuro rei, então muitos nobres interepretaram o ato como um sinal de que Daemon, não Daeron, seria o herdeiro.</LI><LI>No leito de morte, legitimou os quatro bastardos nascidos de mulheres nobres (Daemon, <a href="http://awoiaf.westeros.org/index.php/Aegor_Rivers">Aegor “Bittersteel” Rivers</A>, <a href="http://awoiaf.westeros.org/index.php/Bloodraven">Brynden “Bloodraven” Rivers</A> e <a href="http://awoiaf.westeros.org/index.php/Shiera_Seastar">Shiera Seastar</A>), mas sem explicitar a ordem de sucessão.</LI><LI>Deixou pairar dúvidas sobre a legitimidade do filho, o futuro <a href="http://awoiaf.westeros.org/index.php/Daeron_II">Daeron II, O Bom</A>, que supostamente seria filho da rainha Naerys com o Príncipe Aemon, O Cavaleiro Dragão.</LI></OL><P>As causas finais da rebelião não foram a legitimidade de Daemon ou Daeron, mas sim as transformações culturais causadas pelo casamento do novo rei com a Princesa de Dorne, a natureza pouco marcial de Daeron, amor de Daemon pela Princesa Daenerys, etc. Nada disso teria passado de drama familiar e lordes resmungões, no entanto, se Aegon IV não tivesse criado na linha de sucessão mais de dez anos antes. Em <em>A Song of Ice and Fire</em>, o passado sempre importa.</LI><LI><a href="http://awoiaf.westeros.org/index.php/Barristan_Selmy">Ser Barristan Selmy: </A>Os membros da Guarda Real são escolhidos pelo monarca e, ao contrário da Patrulha da Noite, não escolhem seu próprio comandante. Além disso, não temos nenhuma notícia de como os lordes comandantes anteriores foram escolhidos e como se relacionavam com os irmãos antes de ascenderem ao cargo. Ainda assim, o comando de Ser Barristan parece ter sido fraco. Os romances deixam claro que ele nunca se envolveu com os outros seis membros da Guarda. Mais do que isso, ele nunca perdoou o Regicida ou aceitou-o como membro da organização, sugerindo que ele se juntasse à Patrulha da Noite após o Saque de Porto Real e depois, como todo resto de Westeros, imaginando que ele um dia seria o herdeiro de Lorde Tywin. O resultado é que ele nunca faz nada para reverter a decadência da Guarda, ignora totalmente o potencial de Ser Jaime Lannister e não garante a continuidade dos segredos guardados pelos sete.<br />Depois da queda de Ned Stark, Ser Barristan parece ter desencantado e está se tornando mais político e flexível em Mereen, mas ainda (felizmente) incapaz de tomar decisões imorais em prol da própria causa.</LI><LI><a href="http://awoiaf.westeros.org/index.php/Jon_Snow">Jon Snow: </A>Jon Snow comete muitos e muitos erros políticos enquanto 998º Lorde Comandante da Patrulha da Noite e a questão da sucessão é o menor deles. Quem sabe outro post. Por ora, basta lembrar que Snow escolhe Satin como intendente pessoal, um ex-garoto de programa que jamais seria eleito pelo resto dos homens. Jon era um comandante jovem e não tinha por que pensar em sucessores tão cedo, mas como ex-intendente do Lorde Comandante, ele sabia perfeitamente que a posição seria ideal para o treinamento de jovens oficiais. Snow distribui os oficiais de confiança pelos antigos castelos da Patrulha e se esforça para ensinar os membros da Patrulha a serem bons guerreiros, mas em nenhum momento ele parece dar atenção à ideia de formar oficiais.</LI></OL></p>
<p>Além destes, poderíamos citar Aerys II, por alienar o filho; Balon Greyjoy, por ignorar o filho sobrevivente e tentar desafiar os costumes locais com a escolha da filha, Asha; e, claro, Randyll Tarly, pela incapacidade de reconhecer no filho mais velho as qualidades não-marciais que também compõem um bom líder.</p>
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		<title>Coreia do Norte: Nada Muda</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Dec 2011 04:23:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cisco Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comunismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Todo mundo já deve ter assistido as cenas de choro na Coreia do Norte. Sem dúvida nenhuma, muitos ficaram impressionados com a aparente sinceridade dessas pessoas. Eu só consegui lembrar do sexto capítulo de Nothing to Envy: Ordinary Lives in &#8230; <a href="http://ciscocosta.com/filisteu/?p=2728">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><iframe width="560" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/pSWN6Qj98Iw?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Todo mundo já deve ter assistido as cenas de choro na Coreia do Norte. Sem dúvida nenhuma, muitos ficaram impressionados com a aparente sinceridade dessas pessoas. Eu só consegui lembrar do sexto capítulo de <a href="http://www.amazon.com/gp/product/B002ZB26AO?ie=UTF8&#038;tag=filisteu-20&#038;linkCode=shr&#038;camp=213733&#038;creative=393177&#038;creativeASIN=B002ZB26AO&#038;m=AGFP5ZROMRZFO&#038;ref_=tmm_kin_title_1&#038;qid=1324354715&#038;sr=8-2">Nothing to Envy: Ordinary Lives in North Korea</A>, o livro de Barbara Demick sobre o cotidiano na Coreia do Norte. Os dois parágrafos a seguir se referem às cenas após a morte de Kim Il-Sung, o ditador original, mas poderiam ser publicadas sem alteração sobre as cenas atuais:</p>
<blockquote><p>The histrionics of grief took on a competitive quality. Who could weep the loudest? Who was the most distraught? The mourners were egged on by the TV news, which broadcast hours and hours of people wailing, grown men with tears rolling down their cheeks, banging their heads on trees, sailors banging their heads against the masts of their ships, pilots weeping in the cockpit, and so on. These scenes were interspersed with footage of lightning and puring rain. It looked like Armageddon.<br />
(&#8230;)<br />
What had started as a spontaneous outpouring of grief became a patriotic obligation. Women weren&#8217;t supposed to wear makeup or do their hair during a ten-day mourning period. Drinking, dancing, and music were banned. The <em>inminban</em> kept track of how often people went to the statue to show their repsect. Everybody was being watched. They not only scrutinized actions, but facial expressions and tone of voice, gauging them for sincerity.</p></blockquote>
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		<title>&#8220;Eu sou o 1%. Vamos conversar.&#8221;</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Dec 2011 17:04:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cisco Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Libertários]]></category>

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		<description><![CDATA[Agora com legendas em português.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Agora com legendas em português.</p>
<p><iframe width="560" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/nHJCrTdpqsc" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Pronto para Recomeçar</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Nov 2011 05:02:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cisco Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>

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		<description><![CDATA[Às vezes eu não sei o que passa na cabeça das distribuidoras quando traduzem títulos de filmes. Não estou me referindo aos clássicos Barulhos Da Pesada ou os subtítulos descritivos vazios (&#8220;Tempo de Violência&#8221;, &#8220;Uma Rajada de Balas&#8221;). Esses eu &#8230; <a href="http://ciscocosta.com/filisteu/?p=2716">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Às vezes eu não sei o que passa na cabeça das distribuidoras quando traduzem títulos de filmes. Não estou me referindo aos clássicos Barulhos Da Pesada ou os subtítulos descritivos vazios (&#8220;Tempo de Violência&#8221;, &#8220;Uma Rajada de Balas&#8221;). Esses eu entendo. Se o filme não é para mim, o título não é para mim. O problema é coisas como &#8220;Pronto para Recomeçar&#8221; (<a href="http://www.imdb.com/title/tt1531663">Everything Must Go</A>).</p>
<p>O protagonista passa o filme inteiro sofrendo uma recaída, cercado de todos os seus objetos pessoais, totalmente incapaz de seguir em frente. Pronto para nada, quanto menos para recomeçar. Além disso, é um filme sério, um exemplo bom e discreto do gênero &#8220;comediante mostra que sabe fazer drama&#8221; com talvez dois minutos de algo que talvez pudesse ser chamado de romance por uma matrona vitoriana particularmente conservadora. O público das comédias românticas e melodramas homem-de-meia-idade-redescobre-o-amor ignora o filme quando descobre mais detalhes, enquanto o verdadeiro público-alvo presta menos atenção do que poderia.</p>
<p>Talvez eu devesse parar de reclamar. Tinha mais seis pessoas na sala de cinema e eu fiquei decepcionado quando cada uma delas entrou. Ou pior, podiam ter batizado de &#8220;Liquidou Geral&#8221; ou &#8220;Torra-Torra&#8221;.</p>
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		<title>Cinco comentários sobre O Preço do Amanhã</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Nov 2011 18:31:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cisco Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>

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		<description><![CDATA[Sobrou uma reescritura em O Preço do Amanhã. Em algum momento, a história perdeu uma ou duas conspirações que explicariam por que o gueto é oprimido, como o pai do protagonista morreu, o que aconteceu com o resto da fortuna &#8230; <a href="http://ciscocosta.com/filisteu/?p=2711">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<ul>
<li>Sobrou uma reescritura em <a href="http://www.imdb.com/title/tt1637688/">O Preço do Amanhã</a>. Em algum momento, a história perdeu uma ou duas conspirações que explicariam por que o gueto é oprimido, como o pai do protagonista morreu, o que aconteceu com o resto da fortuna que ele recebe e com quem o pai da mocinha estava falando. Eliminar esses elementos foi a decisão certa, mas mal executada. Em vez de desaparecerem, os elementos se transformaram em pontas soltas que deixam o filme confuso, não misterioso.</li>
<li>Vincent Kartheiser e Cillian Murphy estão em um filme muito diferente, e melhor, que os protagonistas. O segundo, em especial, transforma em impulsos autodestrutivos o que, nas mãos de um ator pior, seriam apenas decisões absurdas por parte do personagem.</li>
<li>Olivia Wilde, em compensação, é terrível. Ela interpreta a mãe do protagonista, mas parece ter esquecido disso e passa todas as cenas flertando com ele. Talvez tenha sido uma decisão consciente do diretor para deixar a plateia desconfortável com a falta de diferença entre gerações; se foi, saiu pela culatra.</li>
<li>Os <a href="http://econlog.econlib.org/archives/2011/11/in_time.html">comentários do Bryan Caplan</a> sobre o filme estão absolutamente certos: para uma crítica da desigualdade social, os pobres são particularmente burros e impulsivos, responsáveis pela própria situação. Além disso, se eu fosse elaborar uma crítica do capitalismo, um mundo com altos impostos, controles de preços e monopólios não seria minha primeira escolha.</li>
<li>A população do gueto está sempre sem tempo, mas não para de formar filas. Não consigo decidir se é parte da crítica à irracionalidade dos mais pobres ou apenas falta de imaginação do diretor.</li>
</ul>
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		<title>Descalçando-se</title>
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		<pubDate>Sun, 06 Nov 2011 02:46:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cisco Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Corrida]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu sou o corredor mais lento de todas as pessoas que conheço. Por uma mistura de sobrepeso, indisciplina, histórico de problemas respiratórios e falta acompanhamento, meu melhor tempo nos 5k ainda é um reles 32:04 (ou seja, 9,4 km/h e &#8230; <a href="http://ciscocosta.com/filisteu/?p=2675">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Eu sou o corredor mais lento de todas as pessoas que conheço. Por uma mistura de sobrepeso, indisciplina, histórico de problemas respiratórios e falta acompanhamento, meu melhor tempo nos 5k ainda é um reles 32:04 (ou seja, 9,4 km/h e um pace de 06:25). Então ninguém leva a sério quando digo que nada me ajudou mais do que correr descalço.</p>
<p>Primeira digressão: Não descalço, tecnicamente. Estou correndo com um Vibram FiveFingers KSO. A sola do meu pé fica muito bem protegida e considero até divertido correr em superfícies irregulares, trocando o asfalto por paralelepípedos sempre que possível. Infelizmente, num momento de suma patetice, comprei o número errado &#8212; achei que precisava do 42 (numeração britânica) para poder usá-lo com as meias da Injinji, mas o resultado é uma folga que não deveria estar lá. Próximo passo, comprar um par 41. Fim da digressão.</p>
<p>O resultado de pisar com a parte da frente do pé, não a de trás, é que minha canelite na perna direita desapareceu e a fasceíte plantar que me incomoda desde sempre só se manifesta quando estou passando dos limites. Se fosse menos irresponsável &#8212; me aquecesse, alongasse e alimentasse direito &#8212; o resto das dores teria passado. O vídeo abaixo ajuda a explicar o porquê.</p>
<div align="center"><object width="640" height="360"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/7jrnj-7YKZE&#038;hl=en_US&#038;feature=player_embedded&#038;version=3"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowScriptAccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/7jrnj-7YKZE&#038;hl=en_US&#038;feature=player_embedded&#038;version=3" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowScriptAccess="always" width="640" height="360"></embed></object></div>
<p>Para quem não assistiu: quem pisa com o calcanhar sofre muito mais impacto do que quem pisa com o 4º e 5º metatarsos, quase como uma martelada no calcanhar a cada passo. Não espero convencer ninguém a abandonar seus Asics e Mizunos, mas espero que o vídeo acima leve alguns amigos a repensarem a forma. Mesmo quem corre de tênis pode mudar a pisada e reduzir o impacto, apesar da grande maioria dos modelos não ajudar muito. Com uma forma um pouco melhor, a obsessão com o amortecimento do calçado desaparece.</p>
<p>Segunda digressão: Tentei comprar o primeiro par no eBay. Um dia depois de pagar, recebi um email dizendo que o produto era falsificado e o dinheiro estava sendo devolvido. Um mês depois, o par falsificado chegou pelo correio. Era horrível e nem entrava no meu pé. Mais tarde, descobri que a política da Vibram é só vender em lojas físicas e no próprio site. Para encontrar uma loja perto de você, vá em <a href="http://www.fivefingersbrasil.com.br/stores">www.fivefingersbrasil.com.br/stores</A>. Fim da digressão.</p>
<p>Tudo isso para dizer que, tendo lido a <a href="http://www.nytimes.com/2011/11/06/magazine/running-christopher-mcdougall.html?_r=1&#038;pagewanted=all">reportagem</a> do Christopher McDougall no NYT desta semana, decidi adotar o &#8220;100 up&#8221; para ver se aprendo a correr mais rápido. Se der resultado, quem sabe passo um pouco menos de vergonha na próxima prova.</p>
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		<title>Duas leituras</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Aug 2011 05:04:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cisco Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livro Não-Ficção]]></category>

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		<description><![CDATA[The Red Market: On the Trail of the World&#8217;s Organ Brokers, Bone Thieves, Blood Farmers, and Child Traffickers: Fazia tempo que um livro não me deixava tão enfurecido quanto esse. E não do modo como eu esperava. O autor visitou &#8230; <a href="http://ciscocosta.com/filisteu/?p=2670">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=3374&#038;tipo=2&#038;isbn=9780061936463">The Red Market: On the Trail of the World&#8217;s Organ Brokers, Bone Thieves, Blood Farmers, and Child Traffickers</A>: Fazia tempo que um livro não me deixava tão enfurecido quanto esse. E não do modo como eu esperava. O autor visitou clínicas de fertilidade, entrevistou vítimas do tráfico de órgão e mexeu em sacos de ossos roubados. Ele foi morou na Índia, visitou o Chipre, trabalhou de cobaia humana. O livro tinha tudo para ser ótimo. Mas todas as páginas estão permeadas de uma ética que se resume a &#8220;quando uma pessoa mais pobre interage com uma mais rica, a primeira está sendo explorada e coagida, sempre e sem exceção&#8221;. Para Carney, a procura não cria mercados, ela cria mercados negros. Ele quer mais transparência, mas não legalização. O altruísmo é sempre considerado um ideal, mas a conclusão rejeita o conceito como irrealista. Para Carney, o mercado vermelho não tem agentes, apenas vítimas e predadores. É, em suma, o maior desperdício de pesquisa e potencial da história.</p>
<p><a href="http://www.amazon.com/gp/product/B005DTSE7Y/ref=as_li_ss_tl?ie=UTF8&#038;tag=filisteu-20&#038;linkCode=as2&#038;camp=217145&#038;creative=399373&#038;creativeASIN=B005DTSE7Y">A Predator Priest (Kindle Single)</a><img src="http://www.assoc-amazon.com/e/ir?t=&#038;l=as2&#038;o=1&#038;a=B005DTSE7Y&#038;camp=217145&#038;creative=399373" width="1" height="1" border="0" alt="" style="border:none !important; margin:0px !important;" />: Já esse é enfurecedor do modo como esperado. Um retrato excelente da falta de transparência interna e externa da Igreja Católica, corporativismo dos sacerdotes, desrespeito absoluto pelo estado de direito, preguiça, inveja, ira, gula, avareza, soberba e, obviamente, luxúria. A cobertura jornalística se concentra na negligência de bispos e cardeais, e com razão, mas esse foi um problema que cresceu de baixo para cima; esse volume ajuda a explicar por quê.</p>
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		<title>Contos do Machado de Assis no Kindle</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Jul 2011 18:37:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cisco Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Traduções]]></category>

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		<description><![CDATA[Dessa vez eu não sou o único tradutor; na verdade, não sou sequer um dos organizadores. Mas A Machado de Assis Anthology, com dezessete contos do Machado traduzidos para o inglês, faz parte do mesmo projeto cujo primeiro produto foi &#8230; <a href="http://ciscocosta.com/filisteu/?p=2669">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Dessa vez eu não sou o único tradutor; na verdade, não sou sequer um dos organizadores. Mas <a href="http://www.amazon.com/gp/product/B005EHQJL8/ref=as_li_ss_tl?ie=UTF8&#038;tag=filisteu-20&#038;linkCode=as2&#038;camp=217145&#038;creative=399373&#038;creativeASIN=B005EHQJL8">A Machado de Assis Anthology</A>, com dezessete contos do Machado traduzidos para o inglês, faz parte do mesmo projeto cujo primeiro produto foi minha tradução de <a href="http://www.amazon.com/gp/product/B004T5NDHY/ref=as_li_tf_tl?ie=UTF8&#038;tag=filisteu-20&#038;linkCode=as2&#038;camp=217153&#038;creative=399701&#038;creativeASIN=B004T5NDHY">O Noviço</a>. Mais no futuro.</p>
<p>Para os interessados, a lista de contos:<br />
<span id="more-2669"></span><br />
* Midnight Mass<br />
* The Fortuneteller<br />
* Her Arms<br />
* An Admiral’s Night<br />
* Terpsichore<br />
* The Case of the Rod<br />
* A Famous Man<br />
* A School Story<br />
* The Nurse<br />
* The Secret Cause<br />
* The Dictionary<br />
* A Skeleton<br />
* The Turkish Slipper<br />
* The Most Serene Republic<br />
* An Apologue<br />
* In the Ark<br />
* The Devil’s Church</p>
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		<title>Eu, futebol, estatística, Impedimento</title>
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		<pubDate>Tue, 24 May 2011 23:18:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cisco Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eu Fora do Blog]]></category>

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		<description><![CDATA[Lá no Impedimento, um texto meu sobre futebol e estatística: A prancheta não é suficiente.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Lá no <em>Impedimento</em>, um texto meu sobre futebol e estatística: <a href="http://impedimento.wordpress.com/2011/05/24/a-prancheta-nao-e-suficiente/">A prancheta não é suficiente</A>.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Terry Jones&#8217; Barbarians</title>
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		<pubDate>Sun, 08 May 2011 06:21:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cisco Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Livro Não-Ficção]]></category>

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		<description><![CDATA[Quase sempre que leio um livro de não-ficção, estou lendo algo para reforçar e refinar minhas opiniões sobre um assunto ou para desenvolver novas sobre algum tema diferente. Fazia tempo que eu não lia algo que transformava radicalmente minhas opiniões &#8230; <a href="http://ciscocosta.com/filisteu/?p=2665">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Quase sempre que leio um livro de não-ficção, estou lendo algo para reforçar e refinar minhas opiniões sobre um assunto ou para desenvolver novas sobre algum tema diferente. Fazia tempo que eu não lia algo que transformava radicalmente minhas opiniões sobre algum assunto, mas foi isso que aconteceu com <a href="http://www.amazon.com/gp/product/B0031RDVRS/ref=as_li_tf_tl?ie=UTF8&#038;tag=filisteu-20&#038;linkCode=as2&#038;camp=217145&#038;creative=399349&#038;creativeASIN=B0031RDVRS">Terry Jones&#8217; Barbarians</a>.¹</p>
<p>O livro e documentário da BBC narram a história dos povos que interagiram com os romanos, dos gregos aos vândalos, do ponto de vista dos bárbaros. O livro detalha os vários modos como a história ocidental foi distorcida pela dependência excessiva de fontes latinas e de historiados com pressupostos espúrias. Assim, artefatos e construções celtas foram datadas como romanas porque eram mais sofisticadas, logo posteriores, logo romanas. Isso inclui centenas de minas de ouro e prata e diversas estradas na França, Alemanha e Grã-Bretanha. Na Irlanda, uma estrada de madeira do século II a. C., a <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Corlea_Trackway">Estrada de Corlea</A>, era conhecida como &#8220;estrada dos dinamarqueses&#8221; (ou seja, dos vikings) porque ninguém imaginava que os gauleses tinham aquele nível de tecnologia.</p>
<p>E o retrocesso tecnológico é a parte mais impressionante. Os romanos são famosos pelos feitos de engenharia, mas Jones mostra um padrão de paralisia intelectual. Por exemplo, muitos historiadores lembram que os romanos tinham o conhecimento necessário para começar uma Revolução Industrial, mas nunca juntaram todas as peças do quebra-cabeças. Mas do ponto de vista de <em>Barbarians</em>, não é nenhum mistério: os romanos nunca juntavam as peças. Os gregos estavam criando motores a vapor e até metralhadoras rudimentares, mas os romanos não levaram nada adiante. E as tecnologias sociais também se perderam. Os piratas que capturaram o jovem Júlio César, por exemplo, emergiram depois que os romanos eliminaram as patrulhas gregas no Mediterrâneo. E a imobilidade social era tão grande &#8212; depois de algum tempo, em vários casos os filhos eram proibidos de não terem a mesma profissão que os pais &#8212; que a falta de inovação não pode ser surpresa.</p>
<div align="center"><a href="http://www.amazon.com/gp/product/B0031RDVRS/ref=as_li_tf_il?ie=UTF8&#038;tag=filisteu-20&#038;linkCode=as2&#038;camp=217145&#038;creative=399349&#038;creativeASIN=B0031RDVRS"><img border="0" src="http://ws.assoc-amazon.com/widgets/q?_encoding=UTF8&#038;Format=_SL160_&#038;ASIN=B0031RDVRS&#038;MarketPlace=US&#038;ID=AsinImage&#038;WS=1&#038;tag=filisteu-20&#038;ServiceVersion=20070822" ></a><img src="http://www.assoc-amazon.com/e/ir?t=filisteu-20&#038;l=as2&#038;o=1&#038;a=B0031RDVRS&#038;camp=217145&#038;creative=399349" width="1" height="1" border="0" alt="" style="border:none !important; margin:0px !important;" /></A></div>
<p>Mas a parte que mudou minha visão sobre o mundo antigo é a comparação constante entre Roma e as civilizações contemporâneas: eu sempre imaginei que a sociedade romana era mais ou menos equivalente às vizinhas em termos de selvageria e desrespeito pela vida humana, mas Jones mostra que os romanos eram o mínimo denominador moral da Antiguidade. O assassinato em massa, o massacre público como forma de diversão e o hábito de atirar bebês indesejados em pilhas de lixo, por exemplo, não eram comuns nos arredores. As mulheres gaulesas tinham direitos que só seriam recuperados por suas descendentes inglesas depois do reinado de Vitória. Num dos momentos mais marcantes, Jones diz: &#8220;Acho que o mundo não tem muitos monumentos que celebram um genocídio, mas aqui tem um: a <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Trajan's_Column">Coluna de Trajano</A>&#8220;. É como se o hutus tivessem erguido um facão de mármore de 35 metros no centro de Kigali. Mussolini e colegas entendiam mais de história do que gostamos de admitir.</p>
<p>O livro tem seus defeitos.² A quarta parte, sobre os vândalos e hunos, se embrenha na confusão demais na política imperial dos séculos IV e V e não se aprofunda na sociedade desses povos. Segundo, Jones e alguns dos entrevistados insistem em enxertar seu esquerdismo na história. Aqui e ali, conquistas romanas são comparadas com a invasão do Iraque, algo entre desnecessário e capcioso. E o livro nunca explica exatamente como um povo intelectual e tecnologicamente inferior como os romanos conseguiu tantas vitórias e por tanto tempo. Jones depende bastante do fato que os romanos tinham o único exército profissional &#8212; &#8220;exército com um país, não vice versa&#8221;, parafraseando uma velha análise sobre o Segundo Reich. Mas nunca parece o suficiente.</p>
<p>Em suma: recomendo.</p>
<p>¹ Sim, é o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Terry_Jones">Terry Jones</a> do Monty Python. Esse não é o único livro de história ou documentário de Jones e com certeza não será o último que vou ler ou assistir.</p>
<p>² E o ebook tem outros defeitos. Na Kindle edition, todas as imagens estão na mesma posição que se encontram na edição de papel, a ponto de interromperem uma frase no meio. Consigo até imaginar o papel couché das fotos.</p>
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		<title>Minha Primeira Kindle Edition</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Mar 2011 04:28:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cisco Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Traduções]]></category>

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		<description><![CDATA[Minha tradução de O Noviço, do Martins Pena, está à venda na Amazon em edição bilíngue. Para os interessados e donos de Kindle: The Novice / O Noviço (Bilingual Edition). Em breve, Machado de Assis. Publiquei a tradução usando o &#8230; <a href="http://ciscocosta.com/filisteu/?p=2664">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Minha tradução de <em>O Noviço</em>, do Martins Pena, está à venda na Amazon em edição bilíngue. Para os interessados e donos de Kindle: <a href="http://www.amazon.com/gp/product/B004T5NDHY/ref=as_li_tf_tl?ie=UTF8&#038;tag=filisteu-20&#038;linkCode=as2&#038;camp=217153&#038;creative=399701&#038;creativeASIN=B004T5NDHY">The Novice / O Noviço (Bilingual Edition)</a><img src="http://www.assoc-amazon.com/e/ir?t=filisteu-20&#038;l=as2&#038;o=1&#038;a=B004T5NDHY&#038;camp=217153&#038;creative=399701" width="1" height="1" border="0" alt="" style="border:none !important; margin:0px !important;" />. Em breve, Machado de Assis.</p>
<p>Publiquei a tradução usando o <a href="http://kdp.amazon.com">Kindle Direct Publishing</A>, no qual todo usuário com uma conta na Amazon se transforma em uma editora de fundo de quintal. Mais tradutores estão fazendo a mesma coisa, mas a plataforma também está aberta para outras formas de produção. Ilustradores podem criar novas versões de <em>Alice no País das Maravilhas</em> ou cartuns para cada aforismo de <em>Assim Falou Zaratustra</em>. Os fãs podem criar edições anotadas para peças de Shakespeare e guias de estudo para as de Molière. Mil flores desabrochando, Exército de Davis e tudo mais. Mal posso esperar.</p>
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		<title>Savage Love Fest</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Mar 2011 01:55:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cisco Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Libertários]]></category>
		<category><![CDATA[Sexo]]></category>

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		<description><![CDATA[Tudo que sei, aprendi com Dan Savage: It’s not every day that a sitting president takes cues from a sex columnist who once licked Gary Bauer’s doorknob. But for all his prowess as an advice writer and viral activist, Savage’s &#8230; <a href="http://ciscocosta.com/filisteu/?p=2662">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Tudo que sei, aprendi com Dan Savage:</p>
<blockquote><p>It’s not every day that a sitting president takes cues from a sex columnist who once licked Gary Bauer’s doorknob. But for all his prowess as an advice writer and viral activist, Savage’s most lasting influence on American culture may ultimately register in a deeper and more enduringly significant realm: ethics. While he built his following by talking without fear or euphemism about the technical aspects of intimate life, Savage has moved inexorably over the years toward focusing on the moral ones. In so doing, he has carved a unique place for himself in the culture’s discourse about sex. For years, there have been moralizing voices on the right standing athwart the rush of sexual freedoms yelling “Stop,” and there have been others whose policy is to remain nonjudgmental toward sex as a form of expression. Savage yields to no one in his sexual libertarianism, but he has not been content to relegate the ideas of right and wrong to cultural conservatives. Wading deep into the free-fire zone of modern sexuality, he has codified a remarkably systematic—and influential—set of ethics where traditional norms have fallen away. The question is, into what kind of world do his ethics lead us? </p></blockquote>
<p>Lendo o <a href="http://www.washingtonmonthly.com/features/2011/1103.dueholm.html">perfil de Savage</a> escrito por um pastor luterano e publicado na <em>Washington Monthly</em>, percebi que nenhum outro indivíduo influenciou tanto as minhas opiniões políticas. Savage é um liberal de esquerda ultra-Democrata, mas seus conselhos sexuais são uma grande defesa da liberdade individual, experimentação, responsabilidade pessoal e ética comercial, além de grandes lições sobre reputação, vantagem comparativa e ordem emergente. Outros indivíduos ajudaram a moldar o tipo de liberal que sou (Friedman, Hayek, Tyler Cowen, Russ Roberts, a revista <em>Reason</em>), mas ninguém me <em>fez</em> mais libertário do que Savage.</p>
<p><span id="more-2662"></span></p>
<p>E o mais engraçado é que o autor do texto toca exatamente nesse ponto quando escreve:</p>
<blockquote><p>Classical liberalism, however, may prove just as inadequate in the bedroom as it has in the global economy, and for many of the same reasons. It takes into account only a narrow range of our motivations, overstates our rationality and our foresight, downplays the costs of transactions, and ignores the asymmetries of information that complicate any exchange of love or money. For society as a whole, it entails a utopian faith in the capacity of millions of appetites to work themselves out into an optimal economy of sex—a trading floor where the cultural institutions of domesticity once stood. And for the individual, it may only replace the old sexual frustrations with new emotional ones. (&#8230;)</p></blockquote>
<p>Como deve ser óbvio para quem me conhece ou já leu mais do que dois posts deste blog, eu discordo da inadequação do liberalismo clássico. Mas Dan Savage se morderia muito com a ideia de que é um Jean Baptiste Say do Sexo, um David Ricardo da Poligamia, um John Stuart Mill do Ménage à Trois.</p>
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		<title>Jantar acompanhado de Linchamento</title>
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		<pubDate>Sun, 16 Jan 2011 03:41:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cisco Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Isso é tiro?&#8221; &#8220;Não, é um escap-&#8221;, comecei a responder. Um homem aparece correndo na rua, o mais rápido possível. Mais um estrondo. &#8220;É tiro sim!&#8221; Atrás do homem, um policial correndo pela Avenida Protásio Alves, um pouco mais lento. &#8230; <a href="http://ciscocosta.com/filisteu/?p=2661">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Isso é tiro?&#8221;</p>
<p>&#8220;Não, é um escap-&#8221;, comecei a responder. Um homem aparece correndo na rua, o mais rápido possível. Mais um estrondo.</p>
<p>&#8220;É tiro sim!&#8221; Atrás do homem, um policial correndo pela Avenida Protásio Alves, um pouco mais lento. Correria no restaurante. Todos se levantam e se escondem dos tiros. Bem, nem tanto: bastante gente se levanta e vai assistir. O restaurante tem as mesas numa varanda, estamos há pelo menos cinco metros de altura e trinta de distância da cena. Eu me coloco atrás de um árvore, o fugitivo dobra a rua que acaba na frente do restaurante e eu saio do esconderijo.</p>
<p>O policial pega carona com um motoqueiro e alcança o fugitivo logo no começo da rua. Atrás de um carro estacionado, não conseguimos ver o homem caído, mas dá para ver o policial chutando e pisoteando ele com toda a força. Depois de alguns chutes, mais um tiro, mas não dá para saber quem atirou. Mais chutes. E no restaurante, dezenas de pessoas de pé, assistindo tudo.</p>
<p>&#8220;Sabe o que me horroriza?&#8221;, pergunto para o meu amigo. &#8220;Eu acho que somos as únicas pessoas aqui que estão preocupadas com o cara sendo espancado&#8221;.</p>
<p>Nos próximos vinte minutos, todo mundo volta para a mesa e assiste o resto da comoção. Viaturas param, uma agora, três depois. Policiais descem. Mais chutes. Uma unidade da SAMU aparece e coloca o fugitivo na ambulância, algemado de bruços. Depois de alguns minutos, vemos alguns policiais bebendo umas cerveja e se abraçando ao redor de onde o fugivo fora espancado.</p>
<p>Tudo à vista de quem está jantando na sacada. Se tivesse sido no nosso lado da rua, acho que teriam sido aplaudidos pela clientela.</p>
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		<title>Atualizando um artigo recém-publicado</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Jan 2011 17:33:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cisco Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Academia]]></category>
		<category><![CDATA[Traduções]]></category>

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		<description><![CDATA[A revista Translatio publicou um texto meu, Uma análise da ferramenta de tradução assistida por computador OmegaT versão 2.2.0_2. A última seção do texto se chama &#8220;Por que esta análise já está obsoleta&#8221; e começa assim: É preciso destacar que &#8230; <a href="http://ciscocosta.com/filisteu/?p=2660">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A revista <em>Translatio</em> publicou um texto meu, <a href="http://seer.ufrgs.br/translatio/article/view/17886">Uma análise da ferramenta de tradução assistida por computador OmegaT versão 2.2.0_2</A>. A última seção do texto se chama &#8220;Por que esta análise já está obsoleta&#8221; e começa assim:</p>
<blockquote><p>É preciso destacar que esta análise muito provavelmente não está examinando a última versão do programa. O OmegaT muda pouco de versão para versão, mas uma nova é disponibilizada quase que todos os meses, sempre com correções de bugs ou a adição de um ou outro pequeno recurso. (&#8230;)</p></blockquote>
<p>O texto foi finalizado no começo de dezembro e a versão resenhada foi lançada na segunda metade de outubro. O que mudou desde então? Sete atualizações diferentes foram lançadas; o aplicativo está atualmente na versão 2.2.3. Desde então, localizações que eu menciono especificamente como antigas foram atualizadas e as funções acrescentadas incluem um filtro para memória TTX, uma interface para adicionar termos ao glossário pelo próprio programa e identificação visual de segmentos não-únicos. Enquanto isso, a equipe promete para 2011 uma nova versão do manual de instruções e a capacidade de usar múltiplas traduções para segmentos idênticos. Em suma, o texto não termina com essa seção por acaso.</p>
<p>Agora, hora de atualizar o Lattes. Vai que um dia serve para alguma coisa.</p>
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		<title>Bebedouros e ecstasy</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Dec 2010 16:53:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cisco Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Libertários]]></category>

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		<description><![CDATA[Lá no OrdemLivre.org, Bruno Garschagen comenta um novo decreto idiota da prefeitura de São Paulo obrigando a instalação de bebedouros em casas noturnas. Infelizmente, o Garschagen deixa passar o parágrafo mais idiota da matéria: Um dos argumentos para o autor &#8230; <a href="http://ciscocosta.com/filisteu/?p=2659">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Lá no OrdemLivre.org, Bruno Garschagen comenta um novo decreto idiota da prefeitura de São Paulo obrigando a instalação de <a href="http://www.ordemlivre.org/blog/?p=2451">bebedouros em casas noturnas</a>. Infelizmente, o Garschagen deixa passar o parágrafo mais idiota da matéria:</p>
<blockquote><p>Um dos argumentos para o autor do projeto, o atual deputado federal Paulo Teixeira (PT) –vereador em 2005, quando o texto foi elaborado junto com a então vereadora Soninha Francine (PPS)– é que o consumo de água pode atenuar os efeitos do álcool e de drogas sintéticas, como o ecstasy.</p></blockquote>
<p>Por essa lógica, o problema de quem consome ecstasy é a falta de acesso à água. Interessante. Vejamos, por exemplo, o que a revista <em>Galileu </em>fala da relação entre <a href="http://revistagalileu.globo.com/Revista/Galileu/0,,EDG80795-7943-198-7,00-A+NOVA+EXPLOSAO+DO+ECSTASY.html">ecstasy e consumo de água</a>:</p>
<blockquote><p>(Excesso de água) >>> A pessoa sente vontade de urinar, mas não consegue, pois a droga aumenta a secreção de hormônio antidiurético (ADH), que faz a reabsorção de água no organismo. A água retida, somada à maior necessidade de ingeri-la, aumenta o risco de intoxicação por água, podendo levar a um edema cerebral. Essa complicação é chamada de encefalopatia hiponatrêmica</p></blockquote>
<p>Outras opção, para quem não confia em uma revista de ciência popular: uma busca por <a href="http://scholar.google.com/scholar?hl=&#038;sourceid=navclient-ff&#038;rlz=1B3GGLL_pt-BR___BR390&#038;ie=UTF-8&#038;q=ecstasy+water+intoxication">ecstasy water intoxication</A> no Google Scholar.</p>
<p>Intoxicação por água é um risco pequeno no consumo ecstasy. Parabéns a todos os envolvidos por aumentá-lo.</p>
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		<title>Do uso acidental de palavras inglesas em marcas comerciais</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Dec 2010 19:14:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cisco Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Imagem]]></category>

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		<description><![CDATA[O prédio à direita é a Igreja Ortodoxa Santíssima Trindade, fundada em 1949 pela comunidade ucraniana. Eles não são culpados desse pecado linguístico.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div align="center"><img id="image2656" src="http://ciscocosta.com/filisteu/wp-content/uploads/2010/12/moto_0047.jpg" alt="moto_0047.jpg" /></div>
<p>O prédio à direita é a Igreja Ortodoxa Santíssima Trindade, fundada em 1949 pela comunidade ucraniana. Eles não são culpados desse pecado linguístico.</p>
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		<title>A Tragédia Nacional do 15 de Novembro</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Nov 2010 09:58:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cisco Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[Algumas semanas atrás, Matthew Yglesias escreveu um post resumindo uma defesa da monarquia constitucional. Resumindo: o posto de presidente assume uma aura monárquica, mas a presença de um rei ou rainha de fato serve como uma espécie de vacina antipopulista. &#8230; <a href="http://ciscocosta.com/filisteu/?p=2653">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Algumas semanas atrás, Matthew Yglesias escreveu um <a href="http://yglesias.thinkprogress.org/2010/10/the-case-for-a-king">post </a>resumindo uma defesa da monarquia constitucional. Resumindo: o posto de presidente assume uma aura monárquica, mas a presença de um rei ou rainha de fato serve como uma espécie de vacina antipopulista. No espírito de contrarianismo e diversão, é uma tese que gosto de defender entre os amigos. Nas últimas semanas, brinquei várias vezes que eu e minha esposa iríamos na parada de hoje com cartazes de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pedro_Carlos_de_Orl%C3%A9ans_e_Bragan%C3%A7a">D. Pedro Carlos</A> para gritar &#8220;Viva o Rei! Viva o Rei!&#8221;, imitando o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Partido_Popular_Mon%C3%A1rquico">PPM</A> português.</p>
<p>O problema do monarquismo é que, assim como o padrão-ouro e a inflação, ele só resolve o problema do populismo quando as condições socioeconômicas já fizeram o trabalho. As causas do populismo estão na cultura, no momento histórico e na conjuntura socioeconômica; as estruturas legais formais são, quase que por definição, irrelevantes nesses casos. A monarquia italiana não impediu a ascensão do fascimo durante o Entreguerras. A situação na Rússia teria se deteriorado igualmente, ainda que não exatamente do mesmo modo, se a Grã-Duquesa Maria Vladmirovna tivesse sido coroada Czarina em 1992. As condições políticas de cada país criam um clima em que os governantes têm a oportunidade de exercer mais ou menos poder e, com raras e abençoadas exceções, eles exercem-no ao máximo. O remédio para esse problema é um clima político em que há menos oportunidades disponíveis para quem tem sanha pelo poder. Constituições e instituições oficiais ajudam, mas o respeito por elas é infinitamente mais importante que sua existência.</p>
<p>Talvez o exemplo espanhol pudesse ser replicado na democratização de algumas ex-monarquias, como o Vietnã, mas eu duvido. Aposto que poucos analistas especializados na Coreia do Norte, Afeganistão e Egito veem algum papel positivo para os atuais pretendentes dos respectivos tronos. O Xá do Irã, por exemplo, não deixou saudades. Mas não conte isso ao pessoal da <a href="http://internationale.monarchiste.com/">Internacional Monarquista</A>.</p>
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		<title>Por que os xenófobos antinordestinos deveriam amar o Bolsa-Família</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Nov 2010 14:24:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cisco Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma hipótese sobre a redução da Migração NE-SE durante o governo Lula: na margem, programas assistencialistas e redistribucionistas diminuem os incentivos para a migração. Quando o capital não vai de cá para lá, a mão de obra vem de lá &#8230; <a href="http://ciscocosta.com/filisteu/?p=2654">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Uma hipótese sobre a <a href="http://economia.estadao.com.br/noticias/not_38479.htm">redução da Migração NE-SE</A> durante o governo Lula: na margem, programas assistencialistas e redistribucionistas diminuem os incentivos para a migração. Quando o capital não vai de cá para lá, a mão de obra vem de lá para cá. Pense no Bolsa-Família e assemelhados como uma propina tácita antimigração. Sim, o efeito catch-up é mais importante, mas é por isso que a hipótese começa com &#8220;na margem&#8221;.</p>
<p>Como eu acho que o mundo precisa de mais imigrantes e que São Paulo e o Nordeste se beneficiam da imigração, eu prefiro menos estado de bem-estar social e mais empreendedorismo. Mas se você prefere menos imigrantes no seu estado rico, sugiro a política de aumentar o valor dos benefícios sociais nos estados pobres.</p>
<p>Aposto que o pessoal estampado no <a href="http://xenofobianao.tumblr.com/">Diga Não à Xenofobia!</A> não se convencerá com esse argumento. Paciência.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Novo FreeDarko em pré-venda</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Oct 2010 17:38:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cisco Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Academia]]></category>

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		<description><![CDATA[O novo livro do FreeDarko já está em pré-venda, com lançamento previsto para 27/12. O site oficial está aqui. Para quem não conhece, essa é a sequência do primeiro volume, escrito pelos autores do blog FreeDarko. Não consigo pensar em &#8230; <a href="http://ciscocosta.com/filisteu/?p=2652">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div align="center"><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=3374&#038;tipo=2&#038;isbn=1608190838"><img id="image2651" src="http://ciscocosta.com/filisteu/wp-content/uploads/2010/10/History_Cover_Flat_Buythebook%281%29.jpg" alt="History_Cover_Flat_Buythebook(1).jpg" /></A></div>
<p>O novo livro do FreeDarko já está em <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=3374&#038;tipo=2&#038;isbn=1608190838">pré-venda</A>, com lançamento previsto para 27/12. O site oficial está <a href="http://freedarko.com/history/home">aqui</a>. Para quem não conhece, essa é a sequência do <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=3374&#038;tipo=2&#038;isbn=1596915617">primeiro volume</A>, escrito pelos autores do blog <a href="http://www.freedarko.blogspot.com/">FreeDarko</A>. Não consigo pensar em livro melhor para fãs de basquete ou para quem aprecia o bom design gráfico, e posso apenas lamentar que não poderei tê-lo em mãos antes do Natal.</p>
<p>A seguir, uma amostra do conteúdo:</p>
<p><object style="width:600;height:450"><param name="movie" value="http://static.issuu.com/webembed/viewers/style1/v1/IssuuViewer.swf?mode=embed&amp;documentId=101001191619-3481d8eadb9d46fc9e75ffccf02b2dd3&amp;documentUsername=FDadmin&amp;documentName=celtics_excerpt_3&amp;layout=http%3A%2F%2Fskin.issuu.com%2Fv%2Fcolor%2Flayout.xml&amp;backgroundColor=FFFFFF&amp;showFlipBtn=true" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><embed src="http://static.issuu.com/webembed/viewers/style1/v1/IssuuViewer.swf" type="application/x-shockwave-flash" allowFullScreen="true" style="width:600;height:450" flashvars="mode=embed&amp;documentId=101001191619-3481d8eadb9d46fc9e75ffccf02b2dd3&amp;documentUsername=FDadmin&amp;documentName=celtics_excerpt_3&amp;layout=http%3A%2F%2Fskin.issuu.com%2Fv%2Fcolor%2Flayout.xml&amp;backgroundColor=FFFFFF&amp;showFlipBtn=true" /></object></p>
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