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		<title>Acemoglu e Por que os Países Fracassam</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Mar 2012 20:25:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cisco Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>

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		<description><![CDATA[Na edição desta semana do Econtalk, Russ Roberts entrevista Daron Acemoglu para falar sobre o novo livro deste, Why Nations Fail: The Origins of Power, Prosperity, and Poverty.¹ Em geral, sempre termino de ouvir o podcast pensando &#8220;aprendi com a &#8230; <a href="http://ciscocosta.com/filisteu/?p=2747">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na edição desta semana do Econtalk, Russ Roberts <a href="http://www.econtalk.org/archives/2012/03/acemoglu_on_why.html">entrevista Daron Acemoglu</A> para falar sobre o novo livro deste, <a href="http://www.amazon.com/gp/product/B0058Z4NR8/ref=as_li_ss_tl?ie=UTF8&#038;tag=filisteu-20&#038;linkCode=as2&#038;camp=1789&#038;creative=390957&#038;creativeASIN=B0058Z4NR8">Why Nations Fail: The Origins of Power, Prosperity, and Poverty</a><img src="http://www.assoc-amazon.com/e/ir?t=filisteu-20&#038;l=as2&#038;o=1&#038;a=B0058Z4NR8" width="1" height="1" border="0" alt="" style="border:none !important; margin:0px !important;" />.¹ Em geral, sempre termino de ouvir o podcast pensando &#8220;aprendi com a entrevista e gostei, mas não preciso tanto assim do livro&#8221;. Desta vez, não. As ideias de Acemoglu sobre como o Botsuana conseguiu se dar bem no período pós-colonial, a relativa semelhança entre os modelos coloniais britânicos e espanhóis, a tragédia da Argentina e os problemas de mensuração na União Soviética, tudo me fez acreditar que o resto do livro vale o investimento de tempo. Lerei.</p>
<p>Para os interessados, é só baixar o <a href="http://files.libertyfund.org/econtalk/y2012/Acemoglunations.mp3">MP3 aqui</A>.</p>
<p>¹ Em coautoria com James Robinson, mas lamentavelmente não o mesmo James Robinson que escreveu <em>Starman</em> e <em>A Era de Ouro</em>.</p>
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		<title>Sucessão em Westeros</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Jan 2012 03:45:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cisco Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livro Ficção]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma das partes mais frustrantes da minha releitura de A Song of Ice and Fire é que todo mundo assistiu e adorou Game of Thrones, mas ninguém avançou para os volumes seguintes. Logo, quero conversar sobre umas 4 mil páginas &#8230; <a href="http://ciscocosta.com/filisteu/?p=2732">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma das partes mais frustrantes da minha releitura de <em>A Song of Ice and Fire</em> é que todo mundo assistiu e adorou <em>Game of Thrones</em>, mas ninguém avançou para os volumes seguintes. Logo, quero conversar sobre umas 4 mil páginas de spoilers e nenhum interlocutor. Felizmente, é para isso que este blog existe.</p>
<p>Não sei se escreverei outros posts sobre os livros no futuro, mas este vai ser uma oportunidade para ruminar sobre a importância da sucessão. Desnecessário dizer, <strong><blink>SPOILERS</blink></strong>. Sobre todos os livros. Todos os oito. E talvez até a <a href="http://www.georgerrmartin.com/if-sample.html">prévia de <em>The Winds of Winter</em></A>.</p>
<p><span id="more-2732"></span></p>
<p>Uma sucessão ordeira, garantida e sem ambiguidades parece ser o segredo da paz em Westeros. Por exemplo, independente de todos os seus outros defeitos, Eddard Stark deixou três filhos homens, o mais velho dos quais muito bem treinado para assumir o lugar do pai, e um bastardo que não tentaria usurpar o lugar do irmão. <a href="http://awoiaf.westeros.org/index.php/Mace_Tyrell">Lorde Mace Tyrell</A> ainda está vivo, mas também deixaria três filhos homens: o mais velho, um governante competente; o segundo, um guerreiro famoso que fundou um novo ramo da família que não deve cobiçar a herança do irmão; e o terceiro, Ser Loras, que fez um juramente que o impediria de herdar terras e títulos. Elogios semelhantes poderiam ser feitos a lordes como Hoster Tully, Bronze Yohn Royce e Príncipe Doran Martell, além de lordes menores como Jason Mallister e Paxter Redwyne</p>
<p>Alguns personagens tem problemas de sucessão por fatores que estão, em maior ou menor grau, além do seu controle: múltiplos filhos homens que morrem e/ou são capturados ao mesmo tempo (Rickard Karstark, Greatjon Umber, Wyman Manderly), infertilidade combinada com falta de opções (Stannis Baratheon, Ser Rodrik Cassel, Lady Whent) e azar (Lorde Raymun Darry, Lorde Beric Dondarrion). Mas vários cometem erros graves e são incapazes de deixar um herdeiro claro e inquestionável. O resultado é guerra, decadência, enfraquecimento e destruição. Os exemplos mais proeminentes, na minha opinião:</p>
<p><OL><LI><a href="http://awoiaf.westeros.org/index.php/Robert_Baratheon">Robert I Baratheon: </A>A semente é forte. A capacidade de enganar a si mesmo, também. Sem entrar em detalhes desnecessários sobre Joffrey, Stannis e Renly, é interessante observar que Cersei adota uma atitude absolutamente racional em relação aos filhos bastardos do marido: ela manda matá-los. Não é mera sanguinolência da rainha: além de prova do incesto entre os gêmeos, todo bastardo de Robert representa uma possibilidade de legitimação, uma possível ameaça futura aos direitos dos filhos. É o mesmo medo de Catelyn Stark em relação a Jon Snow, mas justificado.<br />(Aliás: quando Daenerys Targaryen finalmente abandonar a Baía dos Escravos, vai acabar passando pela cidade onde Edric Storm está escondido. Muitos fãs dos livros gostariam de ver Gendry legitimado e lorde de Storm&#8217;s End, mas nenhuma opção faz mais sentido que Edric.)</LI><LI><a href="http://awoiaf.westeros.org/index.php/Jon_Arryn">Jon Arryn: </A>Em termos do herdeiro imediato, o ex-Mão do Rei merecia estar na mesma lista que Stannis e Whent: a esposa tinha problemas de fertilidade (Lysa foi forçada a fazer um aborto quando era jovem e a família da mãe também não era muito fértil) e ele deu o azar, ou não foi atento o suficiente, de que a esposa se envolvesse com um sociopata manipulador que a convenceu a cometer uxoricídio. Também não podemos acusá-lo de não dar atenção à educação do filho: a ideia de mandá-lo para Dragonstone, o motivo pelo qual Lorde Arryn foi morto, era justamente prepará-lo melhor para a vida adulta e o comando. Por tudo isso, Jon Arryn merece empatia por parte dos leitores.<br />Seu erro foi não dar atenção ao resto da linha de sucessão. Depois de Robin, o herdeiro é Harrold Hardyng, um parente distante que não leva o sobrenome da família. O resultado é um vácuo na linha de sucessão, tapado hoje apenas por um dedo Mindinho aproveitador.</LI><LI><a href="http://awoiaf.westeros.org/index.php/Tywin_Lannister">Tywin Lannister: </A>No papel, Lorde Lannister teria a situação ideal: um herdeiro inteligente, outro que jurou não receber herança, uma filha bem casada, irmãos, sobrinhos e primos homens capazes de assumir o posto em caso de tragédia. Em vez disso, Tywin Lannister nunca admitiu que o juramento do primogênito seria eterno e nunca aceitou o filho mais novo. Tyrion tem um período excelente como Mão do Rei, mas também uma série de momentos de ingenuidade quando imagina que todos reconhecem o valor das suas decisões; difícil imaginar que o personagem cometeria os mesmos erros se tivesse crescido do mesmo modo que Robb Stark, sentado ao lado do pai para obter uma educação política do grande príncipe maquiavélico de Westeros.</LI><LI><a href="http://awoiaf.westeros.org/index.php/Lord_Walder_Frey">Walder Frey: </A> A maioria dos nobres se preocupa em ter herdeiros suficientes, mas Walder Frey cometeu o erro contrário e produziu herdeiros <em>demais</em>. Com 22 filhos homens, não sobra herança para todo mundo e a família ainda parece relativamente avessa aos mecanismos tradicionais para se desfazer do excesso: considerando o tamanho da família, poucos Freys se tornam septões ou meistres, não temos notícias de Freys na muralha, etc. O resultado é uma disputa interna ferrenha pelos favores do velho. <br />Felizmente, Lady Stoneheart está solucionando o problema aos poucos, com a ajuda dos dotes culinários de Lorde Wyman Manderly no Norte.</LI><LI><a href="http://awoiaf.westeros.org/index.php/Roose_Bolton">Roose Bolton: </A>O caso que considero menos realista em toda a série: depois de casar e engravidar a esposa, um homem precavido e avesso aos riscos como Roose Bolton jamais deixaria o filho bastardo psicótico por perto, ou mesmo vivo. Não apenas um risco grande demais para a mulher, o bebê e a própria vida. Aliás, o próprio Roose reconhece o fato, o que talvez nos force a interpretar que ele não vê nenhum problema em ser sucedido por Ramsay Bolton.</LI><LI><a href="http://awoiaf.westeros.org/index.php/Viserys_I">Viserys I: </A>No testamento, Viserys I estipulou que deveria ser sucedido pela primogênita, <a href="http://awoiaf.westeros.org/index.php/Rhaenyra_Targaryen">Rhaenyra Targaryen</A>. E aprincesa foi de fato preparada desde a juventude para ser rainha. Mas no fim da vida, Viserys também teve filhos homens, que é a forma clássica de sucessão em Westeros. Nomear a filha como herdeira significa esbarrar contra a tradição em uma sociedade bastante conservadora. O resultado foi a Dança dos Dragões original. Ambos os lados da guerra civil lutavam com dragões e as criaturas acabaram aniquiladas. Se os monarcas subsequentes não fossem competentes (Aegon III, Viserys II) ou carismáticos (Daeron I, O Jovem Dragão; Baelor, O Abençoado), a dinastia teria caído 150 anos antes.</LI><LI><a href="http://awoiaf.westeros.org/index.php/Aegon_IV">Aegon IV Targaryen, O Indigno: </A>Este não ganhou o apelido por acaso. Na área da sucessão, Aegon IV:<OL><LI>Teve filhos bastardos com mulheres nobres, incluindo um com a prima, criando um bastardo Targaryen e descendente de reis dos dois lados, <a href="http://awoiaf.westeros.org/index.php/Daemon_Blackfyre">Daemon Blackfyre</A>.</LI><LI>Apesar de ter um filho adulto com a esposa, entregou a espada ancestral da família ao filho bastardo. A espada sempre ficava nas mãos do futuro rei, então muitos nobres interepretaram o ato como um sinal de que Daemon, não Daeron, seria o herdeiro.</LI><LI>No leito de morte, legitimou os quatro bastardos nascidos de mulheres nobres (Daemon, <a href="http://awoiaf.westeros.org/index.php/Aegor_Rivers">Aegor “Bittersteel” Rivers</A>, <a href="http://awoiaf.westeros.org/index.php/Bloodraven">Brynden “Bloodraven” Rivers</A> e <a href="http://awoiaf.westeros.org/index.php/Shiera_Seastar">Shiera Seastar</A>), mas sem explicitar a ordem de sucessão.</LI><LI>Deixou pairar dúvidas sobre a legitimidade do filho, o futuro <a href="http://awoiaf.westeros.org/index.php/Daeron_II">Daeron II, O Bom</A>, que supostamente seria filho da rainha Naerys com o Príncipe Aemon, O Cavaleiro Dragão.</LI></OL><P>As causas finais da rebelião não foram a legitimidade de Daemon ou Daeron, mas sim as transformações culturais causadas pelo casamento do novo rei com a Princesa de Dorne, a natureza pouco marcial de Daeron, amor de Daemon pela Princesa Daenerys, etc. Nada disso teria passado de drama familiar e lordes resmungões, no entanto, se Aegon IV não tivesse criado na linha de sucessão mais de dez anos antes. Em <em>A Song of Ice and Fire</em>, o passado sempre importa.</LI><LI><a href="http://awoiaf.westeros.org/index.php/Barristan_Selmy">Ser Barristan Selmy: </A>Os membros da Guarda Real são escolhidos pelo monarca e, ao contrário da Patrulha da Noite, não escolhem seu próprio comandante. Além disso, não temos nenhuma notícia de como os lordes comandantes anteriores foram escolhidos e como se relacionavam com os irmãos antes de ascenderem ao cargo. Ainda assim, o comando de Ser Barristan parece ter sido fraco. Os romances deixam claro que ele nunca se envolveu com os outros seis membros da Guarda. Mais do que isso, ele nunca perdoou o Regicida ou aceitou-o como membro da organização, sugerindo que ele se juntasse à Patrulha da Noite após o Saque de Porto Real e depois, como todo resto de Westeros, imaginando que ele um dia seria o herdeiro de Lorde Tywin. O resultado é que ele nunca faz nada para reverter a decadência da Guarda, ignora totalmente o potencial de Ser Jaime Lannister e não garante a continuidade dos segredos guardados pelos sete.<br />Depois da queda de Ned Stark, Ser Barristan parece ter desencantado e está se tornando mais político e flexível em Mereen, mas ainda (felizmente) incapaz de tomar decisões imorais em prol da própria causa.</LI><LI><a href="http://awoiaf.westeros.org/index.php/Jon_Snow">Jon Snow: </A>Jon Snow comete muitos e muitos erros políticos enquanto 998º Lorde Comandante da Patrulha da Noite e a questão da sucessão é o menor deles. Quem sabe outro post. Por ora, basta lembrar que Snow escolhe Satin como intendente pessoal, um ex-garoto de programa que jamais seria eleito pelo resto dos homens. Jon era um comandante jovem e não tinha por que pensar em sucessores tão cedo, mas como ex-intendente do Lorde Comandante, ele sabia perfeitamente que a posição seria ideal para o treinamento de jovens oficiais. Snow distribui os oficiais de confiança pelos antigos castelos da Patrulha e se esforça para ensinar os membros da Patrulha a serem bons guerreiros, mas em nenhum momento ele parece dar atenção à ideia de formar oficiais.</LI></OL></p>
<p>Além destes, poderíamos citar Aerys II, por alienar o filho; Balon Greyjoy, por ignorar o filho sobrevivente e tentar desafiar os costumes locais com a escolha da filha, Asha; e, claro, Randyll Tarly, pela incapacidade de reconhecer no filho mais velho as qualidades não-marciais que também compõem um bom líder.</p>
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		<title>Coreia do Norte: Nada Muda</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Dec 2011 04:23:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cisco Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comunismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Todo mundo já deve ter assistido as cenas de choro na Coreia do Norte. Sem dúvida nenhuma, muitos ficaram impressionados com a aparente sinceridade dessas pessoas. Eu só consegui lembrar do sexto capítulo de Nothing to Envy: Ordinary Lives in &#8230; <a href="http://ciscocosta.com/filisteu/?p=2728">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe width="560" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/pSWN6Qj98Iw?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Todo mundo já deve ter assistido as cenas de choro na Coreia do Norte. Sem dúvida nenhuma, muitos ficaram impressionados com a aparente sinceridade dessas pessoas. Eu só consegui lembrar do sexto capítulo de <a href="http://www.amazon.com/gp/product/B002ZB26AO?ie=UTF8&#038;tag=filisteu-20&#038;linkCode=shr&#038;camp=213733&#038;creative=393177&#038;creativeASIN=B002ZB26AO&#038;m=AGFP5ZROMRZFO&#038;ref_=tmm_kin_title_1&#038;qid=1324354715&#038;sr=8-2">Nothing to Envy: Ordinary Lives in North Korea</A>, o livro de Barbara Demick sobre o cotidiano na Coreia do Norte. Os dois parágrafos a seguir se referem às cenas após a morte de Kim Il-Sung, o ditador original, mas poderiam ser publicadas sem alteração sobre as cenas atuais:</p>
<blockquote><p>The histrionics of grief took on a competitive quality. Who could weep the loudest? Who was the most distraught? The mourners were egged on by the TV news, which broadcast hours and hours of people wailing, grown men with tears rolling down their cheeks, banging their heads on trees, sailors banging their heads against the masts of their ships, pilots weeping in the cockpit, and so on. These scenes were interspersed with footage of lightning and puring rain. It looked like Armageddon.<br />
(&#8230;)<br />
What had started as a spontaneous outpouring of grief became a patriotic obligation. Women weren&#8217;t supposed to wear makeup or do their hair during a ten-day mourning period. Drinking, dancing, and music were banned. The <em>inminban</em> kept track of how often people went to the statue to show their repsect. Everybody was being watched. They not only scrutinized actions, but facial expressions and tone of voice, gauging them for sincerity.</p></blockquote>
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		<title>&#8220;Eu sou o 1%. Vamos conversar.&#8221;</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Dec 2011 17:04:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cisco Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Libertários]]></category>

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		<description><![CDATA[Agora com legendas em português.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Agora com legendas em português.</p>
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		<title>Pronto para Recomeçar</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Nov 2011 05:02:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cisco Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>

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		<description><![CDATA[Às vezes eu não sei o que passa na cabeça das distribuidoras quando traduzem títulos de filmes. Não estou me referindo aos clássicos Barulhos Da Pesada ou os subtítulos descritivos vazios (&#8220;Tempo de Violência&#8221;, &#8220;Uma Rajada de Balas&#8221;). Esses eu &#8230; <a href="http://ciscocosta.com/filisteu/?p=2716">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Às vezes eu não sei o que passa na cabeça das distribuidoras quando traduzem títulos de filmes. Não estou me referindo aos clássicos Barulhos Da Pesada ou os subtítulos descritivos vazios (&#8220;Tempo de Violência&#8221;, &#8220;Uma Rajada de Balas&#8221;). Esses eu entendo. Se o filme não é para mim, o título não é para mim. O problema é coisas como &#8220;Pronto para Recomeçar&#8221; (<a href="http://www.imdb.com/title/tt1531663">Everything Must Go</A>).</p>
<p>O protagonista passa o filme inteiro sofrendo uma recaída, cercado de todos os seus objetos pessoais, totalmente incapaz de seguir em frente. Pronto para nada, quanto menos para recomeçar. Além disso, é um filme sério, um exemplo bom e discreto do gênero &#8220;comediante mostra que sabe fazer drama&#8221; com talvez dois minutos de algo que talvez pudesse ser chamado de romance por uma matrona vitoriana particularmente conservadora. O público das comédias românticas e melodramas homem-de-meia-idade-redescobre-o-amor ignora o filme quando descobre mais detalhes, enquanto o verdadeiro público-alvo presta menos atenção do que poderia.</p>
<p>Talvez eu devesse parar de reclamar. Tinha mais seis pessoas na sala de cinema e eu fiquei decepcionado quando cada uma delas entrou. Ou pior, podiam ter batizado de &#8220;Liquidou Geral&#8221; ou &#8220;Torra-Torra&#8221;.</p>
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		<title>Cinco comentários sobre O Preço do Amanhã</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Nov 2011 18:31:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cisco Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>

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		<description><![CDATA[Sobrou uma reescritura em O Preço do Amanhã. Em algum momento, a história perdeu uma ou duas conspirações que explicariam por que o gueto é oprimido, como o pai do protagonista morreu, o que aconteceu com o resto da fortuna &#8230; <a href="http://ciscocosta.com/filisteu/?p=2711">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<ul>
<li>Sobrou uma reescritura em <a href="http://www.imdb.com/title/tt1637688/">O Preço do Amanhã</a>. Em algum momento, a história perdeu uma ou duas conspirações que explicariam por que o gueto é oprimido, como o pai do protagonista morreu, o que aconteceu com o resto da fortuna que ele recebe e com quem o pai da mocinha estava falando. Eliminar esses elementos foi a decisão certa, mas mal executada. Em vez de desaparecerem, os elementos se transformaram em pontas soltas que deixam o filme confuso, não misterioso.</li>
<li>Vincent Kartheiser e Cillian Murphy estão em um filme muito diferente, e melhor, que os protagonistas. O segundo, em especial, transforma em impulsos autodestrutivos o que, nas mãos de um ator pior, seriam apenas decisões absurdas por parte do personagem.</li>
<li>Olivia Wilde, em compensação, é terrível. Ela interpreta a mãe do protagonista, mas parece ter esquecido disso e passa todas as cenas flertando com ele. Talvez tenha sido uma decisão consciente do diretor para deixar a plateia desconfortável com a falta de diferença entre gerações; se foi, saiu pela culatra.</li>
<li>Os <a href="http://econlog.econlib.org/archives/2011/11/in_time.html">comentários do Bryan Caplan</a> sobre o filme estão absolutamente certos: para uma crítica da desigualdade social, os pobres são particularmente burros e impulsivos, responsáveis pela própria situação. Além disso, se eu fosse elaborar uma crítica do capitalismo, um mundo com altos impostos, controles de preços e monopólios não seria minha primeira escolha.</li>
<li>A população do gueto está sempre sem tempo, mas não para de formar filas. Não consigo decidir se é parte da crítica à irracionalidade dos mais pobres ou apenas falta de imaginação do diretor.</li>
</ul>
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		<title>Descalçando-se</title>
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		<pubDate>Sun, 06 Nov 2011 02:46:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cisco Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Corrida]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu sou o corredor mais lento de todas as pessoas que conheço. Por uma mistura de sobrepeso, indisciplina, histórico de problemas respiratórios e falta acompanhamento, meu melhor tempo nos 5k ainda é um reles 32:04 (ou seja, 9,4 km/h e &#8230; <a href="http://ciscocosta.com/filisteu/?p=2675">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu sou o corredor mais lento de todas as pessoas que conheço. Por uma mistura de sobrepeso, indisciplina, histórico de problemas respiratórios e falta acompanhamento, meu melhor tempo nos 5k ainda é um reles 32:04 (ou seja, 9,4 km/h e um pace de 06:25). Então ninguém leva a sério quando digo que nada me ajudou mais do que correr descalço.</p>
<p>Primeira digressão: Não descalço, tecnicamente. Estou correndo com um Vibram FiveFingers KSO. A sola do meu pé fica muito bem protegida e considero até divertido correr em superfícies irregulares, trocando o asfalto por paralelepípedos sempre que possível. Infelizmente, num momento de suma patetice, comprei o número errado &#8212; achei que precisava do 42 (numeração britânica) para poder usá-lo com as meias da Injinji, mas o resultado é uma folga que não deveria estar lá. Próximo passo, comprar um par 41. Fim da digressão.</p>
<p>O resultado de pisar com a parte da frente do pé, não a de trás, é que minha canelite na perna direita desapareceu e a fasceíte plantar que me incomoda desde sempre só se manifesta quando estou passando dos limites. Se fosse menos irresponsável &#8212; me aquecesse, alongasse e alimentasse direito &#8212; o resto das dores teria passado. O vídeo abaixo ajuda a explicar o porquê.</p>
<div align="center"><object width="640" height="360"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/7jrnj-7YKZE&#038;hl=en_US&#038;feature=player_embedded&#038;version=3"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowScriptAccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/7jrnj-7YKZE&#038;hl=en_US&#038;feature=player_embedded&#038;version=3" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowScriptAccess="always" width="640" height="360"></embed></object></div>
<p>Para quem não assistiu: quem pisa com o calcanhar sofre muito mais impacto do que quem pisa com o 4º e 5º metatarsos, quase como uma martelada no calcanhar a cada passo. Não espero convencer ninguém a abandonar seus Asics e Mizunos, mas espero que o vídeo acima leve alguns amigos a repensarem a forma. Mesmo quem corre de tênis pode mudar a pisada e reduzir o impacto, apesar da grande maioria dos modelos não ajudar muito. Com uma forma um pouco melhor, a obsessão com o amortecimento do calçado desaparece.</p>
<p>Segunda digressão: Tentei comprar o primeiro par no eBay. Um dia depois de pagar, recebi um email dizendo que o produto era falsificado e o dinheiro estava sendo devolvido. Um mês depois, o par falsificado chegou pelo correio. Era horrível e nem entrava no meu pé. Mais tarde, descobri que a política da Vibram é só vender em lojas físicas e no próprio site. Para encontrar uma loja perto de você, vá em <a href="http://www.fivefingersbrasil.com.br/stores">www.fivefingersbrasil.com.br/stores</A>. Fim da digressão.</p>
<p>Tudo isso para dizer que, tendo lido a <a href="http://www.nytimes.com/2011/11/06/magazine/running-christopher-mcdougall.html?_r=1&#038;pagewanted=all">reportagem</a> do Christopher McDougall no NYT desta semana, decidi adotar o &#8220;100 up&#8221; para ver se aprendo a correr mais rápido. Se der resultado, quem sabe passo um pouco menos de vergonha na próxima prova.</p>
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		<title>Duas leituras</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Aug 2011 05:04:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cisco Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livro Não-Ficção]]></category>

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		<description><![CDATA[The Red Market: On the Trail of the World&#8217;s Organ Brokers, Bone Thieves, Blood Farmers, and Child Traffickers: Fazia tempo que um livro não me deixava tão enfurecido quanto esse. E não do modo como eu esperava. O autor visitou &#8230; <a href="http://ciscocosta.com/filisteu/?p=2670">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=3374&#038;tipo=2&#038;isbn=9780061936463">The Red Market: On the Trail of the World&#8217;s Organ Brokers, Bone Thieves, Blood Farmers, and Child Traffickers</A>: Fazia tempo que um livro não me deixava tão enfurecido quanto esse. E não do modo como eu esperava. O autor visitou clínicas de fertilidade, entrevistou vítimas do tráfico de órgão e mexeu em sacos de ossos roubados. Ele foi morou na Índia, visitou o Chipre, trabalhou de cobaia humana. O livro tinha tudo para ser ótimo. Mas todas as páginas estão permeadas de uma ética que se resume a &#8220;quando uma pessoa mais pobre interage com uma mais rica, a primeira está sendo explorada e coagida, sempre e sem exceção&#8221;. Para Carney, a procura não cria mercados, ela cria mercados negros. Ele quer mais transparência, mas não legalização. O altruísmo é sempre considerado um ideal, mas a conclusão rejeita o conceito como irrealista. Para Carney, o mercado vermelho não tem agentes, apenas vítimas e predadores. É, em suma, o maior desperdício de pesquisa e potencial da história.</p>
<p><a href="http://www.amazon.com/gp/product/B005DTSE7Y/ref=as_li_ss_tl?ie=UTF8&#038;tag=filisteu-20&#038;linkCode=as2&#038;camp=217145&#038;creative=399373&#038;creativeASIN=B005DTSE7Y">A Predator Priest (Kindle Single)</a><img src="http://www.assoc-amazon.com/e/ir?t=&#038;l=as2&#038;o=1&#038;a=B005DTSE7Y&#038;camp=217145&#038;creative=399373" width="1" height="1" border="0" alt="" style="border:none !important; margin:0px !important;" />: Já esse é enfurecedor do modo como esperado. Um retrato excelente da falta de transparência interna e externa da Igreja Católica, corporativismo dos sacerdotes, desrespeito absoluto pelo estado de direito, preguiça, inveja, ira, gula, avareza, soberba e, obviamente, luxúria. A cobertura jornalística se concentra na negligência de bispos e cardeais, e com razão, mas esse foi um problema que cresceu de baixo para cima; esse volume ajuda a explicar por quê.</p>
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		<title>Contos do Machado de Assis no Kindle</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Jul 2011 18:37:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cisco Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Traduções]]></category>

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		<description><![CDATA[Dessa vez eu não sou o único tradutor; na verdade, não sou sequer um dos organizadores. Mas A Machado de Assis Anthology, com dezessete contos do Machado traduzidos para o inglês, faz parte do mesmo projeto cujo primeiro produto foi &#8230; <a href="http://ciscocosta.com/filisteu/?p=2669">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dessa vez eu não sou o único tradutor; na verdade, não sou sequer um dos organizadores. Mas <a href="http://www.amazon.com/gp/product/B005EHQJL8/ref=as_li_ss_tl?ie=UTF8&#038;tag=filisteu-20&#038;linkCode=as2&#038;camp=217145&#038;creative=399373&#038;creativeASIN=B005EHQJL8">A Machado de Assis Anthology</A>, com dezessete contos do Machado traduzidos para o inglês, faz parte do mesmo projeto cujo primeiro produto foi minha tradução de <a href="http://www.amazon.com/gp/product/B004T5NDHY/ref=as_li_tf_tl?ie=UTF8&#038;tag=filisteu-20&#038;linkCode=as2&#038;camp=217153&#038;creative=399701&#038;creativeASIN=B004T5NDHY">O Noviço</a>. Mais no futuro.</p>
<p>Para os interessados, a lista de contos:<br />
<span id="more-2669"></span><br />
* Midnight Mass<br />
* The Fortuneteller<br />
* Her Arms<br />
* An Admiral’s Night<br />
* Terpsichore<br />
* The Case of the Rod<br />
* A Famous Man<br />
* A School Story<br />
* The Nurse<br />
* The Secret Cause<br />
* The Dictionary<br />
* A Skeleton<br />
* The Turkish Slipper<br />
* The Most Serene Republic<br />
* An Apologue<br />
* In the Ark<br />
* The Devil’s Church</p>
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		<title>Eu, futebol, estatística, Impedimento</title>
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		<pubDate>Tue, 24 May 2011 23:18:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cisco Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eu Fora do Blog]]></category>

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		<description><![CDATA[Lá no Impedimento, um texto meu sobre futebol e estatística: A prancheta não é suficiente.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Lá no <em>Impedimento</em>, um texto meu sobre futebol e estatística: <a href="http://impedimento.wordpress.com/2011/05/24/a-prancheta-nao-e-suficiente/">A prancheta não é suficiente</A>.</p>
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		<title>Terry Jones&#8217; Barbarians</title>
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		<pubDate>Sun, 08 May 2011 06:21:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cisco Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Livro Não-Ficção]]></category>

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		<description><![CDATA[Quase sempre que leio um livro de não-ficção, estou lendo algo para reforçar e refinar minhas opiniões sobre um assunto ou para desenvolver novas sobre algum tema diferente. Fazia tempo que eu não lia algo que transformava radicalmente minhas opiniões &#8230; <a href="http://ciscocosta.com/filisteu/?p=2665">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quase sempre que leio um livro de não-ficção, estou lendo algo para reforçar e refinar minhas opiniões sobre um assunto ou para desenvolver novas sobre algum tema diferente. Fazia tempo que eu não lia algo que transformava radicalmente minhas opiniões sobre algum assunto, mas foi isso que aconteceu com <a href="http://www.amazon.com/gp/product/B0031RDVRS/ref=as_li_tf_tl?ie=UTF8&#038;tag=filisteu-20&#038;linkCode=as2&#038;camp=217145&#038;creative=399349&#038;creativeASIN=B0031RDVRS">Terry Jones&#8217; Barbarians</a>.¹</p>
<p>O livro e documentário da BBC narram a história dos povos que interagiram com os romanos, dos gregos aos vândalos, do ponto de vista dos bárbaros. O livro detalha os vários modos como a história ocidental foi distorcida pela dependência excessiva de fontes latinas e de historiados com pressupostos espúrias. Assim, artefatos e construções celtas foram datadas como romanas porque eram mais sofisticadas, logo posteriores, logo romanas. Isso inclui centenas de minas de ouro e prata e diversas estradas na França, Alemanha e Grã-Bretanha. Na Irlanda, uma estrada de madeira do século II a. C., a <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Corlea_Trackway">Estrada de Corlea</A>, era conhecida como &#8220;estrada dos dinamarqueses&#8221; (ou seja, dos vikings) porque ninguém imaginava que os gauleses tinham aquele nível de tecnologia.</p>
<p>E o retrocesso tecnológico é a parte mais impressionante. Os romanos são famosos pelos feitos de engenharia, mas Jones mostra um padrão de paralisia intelectual. Por exemplo, muitos historiadores lembram que os romanos tinham o conhecimento necessário para começar uma Revolução Industrial, mas nunca juntaram todas as peças do quebra-cabeças. Mas do ponto de vista de <em>Barbarians</em>, não é nenhum mistério: os romanos nunca juntavam as peças. Os gregos estavam criando motores a vapor e até metralhadoras rudimentares, mas os romanos não levaram nada adiante. E as tecnologias sociais também se perderam. Os piratas que capturaram o jovem Júlio César, por exemplo, emergiram depois que os romanos eliminaram as patrulhas gregas no Mediterrâneo. E a imobilidade social era tão grande &#8212; depois de algum tempo, em vários casos os filhos eram proibidos de não terem a mesma profissão que os pais &#8212; que a falta de inovação não pode ser surpresa.</p>
<div align="center"><a href="http://www.amazon.com/gp/product/B0031RDVRS/ref=as_li_tf_il?ie=UTF8&#038;tag=filisteu-20&#038;linkCode=as2&#038;camp=217145&#038;creative=399349&#038;creativeASIN=B0031RDVRS"><img border="0" src="http://ws.assoc-amazon.com/widgets/q?_encoding=UTF8&#038;Format=_SL160_&#038;ASIN=B0031RDVRS&#038;MarketPlace=US&#038;ID=AsinImage&#038;WS=1&#038;tag=filisteu-20&#038;ServiceVersion=20070822" ></a><img src="http://www.assoc-amazon.com/e/ir?t=filisteu-20&#038;l=as2&#038;o=1&#038;a=B0031RDVRS&#038;camp=217145&#038;creative=399349" width="1" height="1" border="0" alt="" style="border:none !important; margin:0px !important;" /></A></div>
<p>Mas a parte que mudou minha visão sobre o mundo antigo é a comparação constante entre Roma e as civilizações contemporâneas: eu sempre imaginei que a sociedade romana era mais ou menos equivalente às vizinhas em termos de selvageria e desrespeito pela vida humana, mas Jones mostra que os romanos eram o mínimo denominador moral da Antiguidade. O assassinato em massa, o massacre público como forma de diversão e o hábito de atirar bebês indesejados em pilhas de lixo, por exemplo, não eram comuns nos arredores. As mulheres gaulesas tinham direitos que só seriam recuperados por suas descendentes inglesas depois do reinado de Vitória. Num dos momentos mais marcantes, Jones diz: &#8220;Acho que o mundo não tem muitos monumentos que celebram um genocídio, mas aqui tem um: a <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Trajan's_Column">Coluna de Trajano</A>&#8220;. É como se o hutus tivessem erguido um facão de mármore de 35 metros no centro de Kigali. Mussolini e colegas entendiam mais de história do que gostamos de admitir.</p>
<p>O livro tem seus defeitos.² A quarta parte, sobre os vândalos e hunos, se embrenha na confusão demais na política imperial dos séculos IV e V e não se aprofunda na sociedade desses povos. Segundo, Jones e alguns dos entrevistados insistem em enxertar seu esquerdismo na história. Aqui e ali, conquistas romanas são comparadas com a invasão do Iraque, algo entre desnecessário e capcioso. E o livro nunca explica exatamente como um povo intelectual e tecnologicamente inferior como os romanos conseguiu tantas vitórias e por tanto tempo. Jones depende bastante do fato que os romanos tinham o único exército profissional &#8212; &#8220;exército com um país, não vice versa&#8221;, parafraseando uma velha análise sobre o Segundo Reich. Mas nunca parece o suficiente.</p>
<p>Em suma: recomendo.</p>
<p>¹ Sim, é o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Terry_Jones">Terry Jones</a> do Monty Python. Esse não é o único livro de história ou documentário de Jones e com certeza não será o último que vou ler ou assistir.</p>
<p>² E o ebook tem outros defeitos. Na Kindle edition, todas as imagens estão na mesma posição que se encontram na edição de papel, a ponto de interromperem uma frase no meio. Consigo até imaginar o papel couché das fotos.</p>
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		<title>Minha Primeira Kindle Edition</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Mar 2011 04:28:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cisco Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Traduções]]></category>

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		<description><![CDATA[Minha tradução de O Noviço, do Martins Pena, está à venda na Amazon em edição bilíngue. Para os interessados e donos de Kindle: The Novice / O Noviço (Bilingual Edition). Em breve, Machado de Assis. Publiquei a tradução usando o &#8230; <a href="http://ciscocosta.com/filisteu/?p=2664">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Minha tradução de <em>O Noviço</em>, do Martins Pena, está à venda na Amazon em edição bilíngue. Para os interessados e donos de Kindle: <a href="http://www.amazon.com/gp/product/B004T5NDHY/ref=as_li_tf_tl?ie=UTF8&#038;tag=filisteu-20&#038;linkCode=as2&#038;camp=217153&#038;creative=399701&#038;creativeASIN=B004T5NDHY">The Novice / O Noviço (Bilingual Edition)</a><img src="http://www.assoc-amazon.com/e/ir?t=filisteu-20&#038;l=as2&#038;o=1&#038;a=B004T5NDHY&#038;camp=217153&#038;creative=399701" width="1" height="1" border="0" alt="" style="border:none !important; margin:0px !important;" />. Em breve, Machado de Assis.</p>
<p>Publiquei a tradução usando o <a href="http://kdp.amazon.com">Kindle Direct Publishing</A>, no qual todo usuário com uma conta na Amazon se transforma em uma editora de fundo de quintal. Mais tradutores estão fazendo a mesma coisa, mas a plataforma também está aberta para outras formas de produção. Ilustradores podem criar novas versões de <em>Alice no País das Maravilhas</em> ou cartuns para cada aforismo de <em>Assim Falou Zaratustra</em>. Os fãs podem criar edições anotadas para peças de Shakespeare e guias de estudo para as de Molière. Mil flores desabrochando, Exército de Davis e tudo mais. Mal posso esperar.</p>
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		<title>Savage Love Fest</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Mar 2011 01:55:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cisco Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Libertários]]></category>
		<category><![CDATA[Sexo]]></category>

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		<description><![CDATA[Tudo que sei, aprendi com Dan Savage: It’s not every day that a sitting president takes cues from a sex columnist who once licked Gary Bauer’s doorknob. But for all his prowess as an advice writer and viral activist, Savage’s &#8230; <a href="http://ciscocosta.com/filisteu/?p=2662">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tudo que sei, aprendi com Dan Savage:</p>
<blockquote><p>It’s not every day that a sitting president takes cues from a sex columnist who once licked Gary Bauer’s doorknob. But for all his prowess as an advice writer and viral activist, Savage’s most lasting influence on American culture may ultimately register in a deeper and more enduringly significant realm: ethics. While he built his following by talking without fear or euphemism about the technical aspects of intimate life, Savage has moved inexorably over the years toward focusing on the moral ones. In so doing, he has carved a unique place for himself in the culture’s discourse about sex. For years, there have been moralizing voices on the right standing athwart the rush of sexual freedoms yelling “Stop,” and there have been others whose policy is to remain nonjudgmental toward sex as a form of expression. Savage yields to no one in his sexual libertarianism, but he has not been content to relegate the ideas of right and wrong to cultural conservatives. Wading deep into the free-fire zone of modern sexuality, he has codified a remarkably systematic—and influential—set of ethics where traditional norms have fallen away. The question is, into what kind of world do his ethics lead us? </p></blockquote>
<p>Lendo o <a href="http://www.washingtonmonthly.com/features/2011/1103.dueholm.html">perfil de Savage</a> escrito por um pastor luterano e publicado na <em>Washington Monthly</em>, percebi que nenhum outro indivíduo influenciou tanto as minhas opiniões políticas. Savage é um liberal de esquerda ultra-Democrata, mas seus conselhos sexuais são uma grande defesa da liberdade individual, experimentação, responsabilidade pessoal e ética comercial, além de grandes lições sobre reputação, vantagem comparativa e ordem emergente. Outros indivíduos ajudaram a moldar o tipo de liberal que sou (Friedman, Hayek, Tyler Cowen, Russ Roberts, a revista <em>Reason</em>), mas ninguém me <em>fez</em> mais libertário do que Savage.</p>
<p><span id="more-2662"></span></p>
<p>E o mais engraçado é que o autor do texto toca exatamente nesse ponto quando escreve:</p>
<blockquote><p>Classical liberalism, however, may prove just as inadequate in the bedroom as it has in the global economy, and for many of the same reasons. It takes into account only a narrow range of our motivations, overstates our rationality and our foresight, downplays the costs of transactions, and ignores the asymmetries of information that complicate any exchange of love or money. For society as a whole, it entails a utopian faith in the capacity of millions of appetites to work themselves out into an optimal economy of sex—a trading floor where the cultural institutions of domesticity once stood. And for the individual, it may only replace the old sexual frustrations with new emotional ones. (&#8230;)</p></blockquote>
<p>Como deve ser óbvio para quem me conhece ou já leu mais do que dois posts deste blog, eu discordo da inadequação do liberalismo clássico. Mas Dan Savage se morderia muito com a ideia de que é um Jean Baptiste Say do Sexo, um David Ricardo da Poligamia, um John Stuart Mill do Ménage à Trois.</p>
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		<title>Jantar acompanhado de Linchamento</title>
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		<pubDate>Sun, 16 Jan 2011 03:41:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cisco Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Isso é tiro?&#8221; &#8220;Não, é um escap-&#8221;, comecei a responder. Um homem aparece correndo na rua, o mais rápido possível. Mais um estrondo. &#8220;É tiro sim!&#8221; Atrás do homem, um policial correndo pela Avenida Protásio Alves, um pouco mais lento. &#8230; <a href="http://ciscocosta.com/filisteu/?p=2661">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Isso é tiro?&#8221;</p>
<p>&#8220;Não, é um escap-&#8221;, comecei a responder. Um homem aparece correndo na rua, o mais rápido possível. Mais um estrondo.</p>
<p>&#8220;É tiro sim!&#8221; Atrás do homem, um policial correndo pela Avenida Protásio Alves, um pouco mais lento. Correria no restaurante. Todos se levantam e se escondem dos tiros. Bem, nem tanto: bastante gente se levanta e vai assistir. O restaurante tem as mesas numa varanda, estamos há pelo menos cinco metros de altura e trinta de distância da cena. Eu me coloco atrás de um árvore, o fugitivo dobra a rua que acaba na frente do restaurante e eu saio do esconderijo.</p>
<p>O policial pega carona com um motoqueiro e alcança o fugitivo logo no começo da rua. Atrás de um carro estacionado, não conseguimos ver o homem caído, mas dá para ver o policial chutando e pisoteando ele com toda a força. Depois de alguns chutes, mais um tiro, mas não dá para saber quem atirou. Mais chutes. E no restaurante, dezenas de pessoas de pé, assistindo tudo.</p>
<p>&#8220;Sabe o que me horroriza?&#8221;, pergunto para o meu amigo. &#8220;Eu acho que somos as únicas pessoas aqui que estão preocupadas com o cara sendo espancado&#8221;.</p>
<p>Nos próximos vinte minutos, todo mundo volta para a mesa e assiste o resto da comoção. Viaturas param, uma agora, três depois. Policiais descem. Mais chutes. Uma unidade da SAMU aparece e coloca o fugitivo na ambulância, algemado de bruços. Depois de alguns minutos, vemos alguns policiais bebendo umas cerveja e se abraçando ao redor de onde o fugivo fora espancado.</p>
<p>Tudo à vista de quem está jantando na sacada. Se tivesse sido no nosso lado da rua, acho que teriam sido aplaudidos pela clientela.</p>
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		<title>Atualizando um artigo recém-publicado</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Jan 2011 17:33:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cisco Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Academia]]></category>
		<category><![CDATA[Traduções]]></category>

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		<description><![CDATA[A revista Translatio publicou um texto meu, Uma análise da ferramenta de tradução assistida por computador OmegaT versão 2.2.0_2. A última seção do texto se chama &#8220;Por que esta análise já está obsoleta&#8221; e começa assim: É preciso destacar que &#8230; <a href="http://ciscocosta.com/filisteu/?p=2660">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A revista <em>Translatio</em> publicou um texto meu, <a href="http://seer.ufrgs.br/translatio/article/view/17886">Uma análise da ferramenta de tradução assistida por computador OmegaT versão 2.2.0_2</A>. A última seção do texto se chama &#8220;Por que esta análise já está obsoleta&#8221; e começa assim:</p>
<blockquote><p>É preciso destacar que esta análise muito provavelmente não está examinando a última versão do programa. O OmegaT muda pouco de versão para versão, mas uma nova é disponibilizada quase que todos os meses, sempre com correções de bugs ou a adição de um ou outro pequeno recurso. (&#8230;)</p></blockquote>
<p>O texto foi finalizado no começo de dezembro e a versão resenhada foi lançada na segunda metade de outubro. O que mudou desde então? Sete atualizações diferentes foram lançadas; o aplicativo está atualmente na versão 2.2.3. Desde então, localizações que eu menciono especificamente como antigas foram atualizadas e as funções acrescentadas incluem um filtro para memória TTX, uma interface para adicionar termos ao glossário pelo próprio programa e identificação visual de segmentos não-únicos. Enquanto isso, a equipe promete para 2011 uma nova versão do manual de instruções e a capacidade de usar múltiplas traduções para segmentos idênticos. Em suma, o texto não termina com essa seção por acaso.</p>
<p>Agora, hora de atualizar o Lattes. Vai que um dia serve para alguma coisa.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Bebedouros e ecstasy</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Dec 2010 16:53:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cisco Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Libertários]]></category>

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		<description><![CDATA[Lá no OrdemLivre.org, Bruno Garschagen comenta um novo decreto idiota da prefeitura de São Paulo obrigando a instalação de bebedouros em casas noturnas. Infelizmente, o Garschagen deixa passar o parágrafo mais idiota da matéria: Um dos argumentos para o autor &#8230; <a href="http://ciscocosta.com/filisteu/?p=2659">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Lá no OrdemLivre.org, Bruno Garschagen comenta um novo decreto idiota da prefeitura de São Paulo obrigando a instalação de <a href="http://www.ordemlivre.org/blog/?p=2451">bebedouros em casas noturnas</a>. Infelizmente, o Garschagen deixa passar o parágrafo mais idiota da matéria:</p>
<blockquote><p>Um dos argumentos para o autor do projeto, o atual deputado federal Paulo Teixeira (PT) –vereador em 2005, quando o texto foi elaborado junto com a então vereadora Soninha Francine (PPS)– é que o consumo de água pode atenuar os efeitos do álcool e de drogas sintéticas, como o ecstasy.</p></blockquote>
<p>Por essa lógica, o problema de quem consome ecstasy é a falta de acesso à água. Interessante. Vejamos, por exemplo, o que a revista <em>Galileu </em>fala da relação entre <a href="http://revistagalileu.globo.com/Revista/Galileu/0,,EDG80795-7943-198-7,00-A+NOVA+EXPLOSAO+DO+ECSTASY.html">ecstasy e consumo de água</a>:</p>
<blockquote><p>(Excesso de água) >>> A pessoa sente vontade de urinar, mas não consegue, pois a droga aumenta a secreção de hormônio antidiurético (ADH), que faz a reabsorção de água no organismo. A água retida, somada à maior necessidade de ingeri-la, aumenta o risco de intoxicação por água, podendo levar a um edema cerebral. Essa complicação é chamada de encefalopatia hiponatrêmica</p></blockquote>
<p>Outras opção, para quem não confia em uma revista de ciência popular: uma busca por <a href="http://scholar.google.com/scholar?hl=&#038;sourceid=navclient-ff&#038;rlz=1B3GGLL_pt-BR___BR390&#038;ie=UTF-8&#038;q=ecstasy+water+intoxication">ecstasy water intoxication</A> no Google Scholar.</p>
<p>Intoxicação por água é um risco pequeno no consumo ecstasy. Parabéns a todos os envolvidos por aumentá-lo.</p>
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		<title>Do uso acidental de palavras inglesas em marcas comerciais</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Dec 2010 19:14:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cisco Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Imagem]]></category>

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		<description><![CDATA[O prédio à direita é a Igreja Ortodoxa Santíssima Trindade, fundada em 1949 pela comunidade ucraniana. Eles não são culpados desse pecado linguístico.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div align="center"><img id="image2656" src="http://ciscocosta.com/filisteu/wp-content/uploads/2010/12/moto_0047.jpg" alt="moto_0047.jpg" /></div>
<p>O prédio à direita é a Igreja Ortodoxa Santíssima Trindade, fundada em 1949 pela comunidade ucraniana. Eles não são culpados desse pecado linguístico.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A Tragédia Nacional do 15 de Novembro</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Nov 2010 09:58:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cisco Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[Algumas semanas atrás, Matthew Yglesias escreveu um post resumindo uma defesa da monarquia constitucional. Resumindo: o posto de presidente assume uma aura monárquica, mas a presença de um rei ou rainha de fato serve como uma espécie de vacina antipopulista. &#8230; <a href="http://ciscocosta.com/filisteu/?p=2653">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Algumas semanas atrás, Matthew Yglesias escreveu um <a href="http://yglesias.thinkprogress.org/2010/10/the-case-for-a-king">post </a>resumindo uma defesa da monarquia constitucional. Resumindo: o posto de presidente assume uma aura monárquica, mas a presença de um rei ou rainha de fato serve como uma espécie de vacina antipopulista. No espírito de contrarianismo e diversão, é uma tese que gosto de defender entre os amigos. Nas últimas semanas, brinquei várias vezes que eu e minha esposa iríamos na parada de hoje com cartazes de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pedro_Carlos_de_Orl%C3%A9ans_e_Bragan%C3%A7a">D. Pedro Carlos</A> para gritar &#8220;Viva o Rei! Viva o Rei!&#8221;, imitando o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Partido_Popular_Mon%C3%A1rquico">PPM</A> português.</p>
<p>O problema do monarquismo é que, assim como o padrão-ouro e a inflação, ele só resolve o problema do populismo quando as condições socioeconômicas já fizeram o trabalho. As causas do populismo estão na cultura, no momento histórico e na conjuntura socioeconômica; as estruturas legais formais são, quase que por definição, irrelevantes nesses casos. A monarquia italiana não impediu a ascensão do fascimo durante o Entreguerras. A situação na Rússia teria se deteriorado igualmente, ainda que não exatamente do mesmo modo, se a Grã-Duquesa Maria Vladmirovna tivesse sido coroada Czarina em 1992. As condições políticas de cada país criam um clima em que os governantes têm a oportunidade de exercer mais ou menos poder e, com raras e abençoadas exceções, eles exercem-no ao máximo. O remédio para esse problema é um clima político em que há menos oportunidades disponíveis para quem tem sanha pelo poder. Constituições e instituições oficiais ajudam, mas o respeito por elas é infinitamente mais importante que sua existência.</p>
<p>Talvez o exemplo espanhol pudesse ser replicado na democratização de algumas ex-monarquias, como o Vietnã, mas eu duvido. Aposto que poucos analistas especializados na Coreia do Norte, Afeganistão e Egito veem algum papel positivo para os atuais pretendentes dos respectivos tronos. O Xá do Irã, por exemplo, não deixou saudades. Mas não conte isso ao pessoal da <a href="http://internationale.monarchiste.com/">Internacional Monarquista</A>.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Por que os xenófobos antinordestinos deveriam amar o Bolsa-Família</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Nov 2010 14:24:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cisco Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma hipótese sobre a redução da Migração NE-SE durante o governo Lula: na margem, programas assistencialistas e redistribucionistas diminuem os incentivos para a migração. Quando o capital não vai de cá para lá, a mão de obra vem de lá &#8230; <a href="http://ciscocosta.com/filisteu/?p=2654">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma hipótese sobre a <a href="http://economia.estadao.com.br/noticias/not_38479.htm">redução da Migração NE-SE</A> durante o governo Lula: na margem, programas assistencialistas e redistribucionistas diminuem os incentivos para a migração. Quando o capital não vai de cá para lá, a mão de obra vem de lá para cá. Pense no Bolsa-Família e assemelhados como uma propina tácita antimigração. Sim, o efeito catch-up é mais importante, mas é por isso que a hipótese começa com &#8220;na margem&#8221;.</p>
<p>Como eu acho que o mundo precisa de mais imigrantes e que São Paulo e o Nordeste se beneficiam da imigração, eu prefiro menos estado de bem-estar social e mais empreendedorismo. Mas se você prefere menos imigrantes no seu estado rico, sugiro a política de aumentar o valor dos benefícios sociais nos estados pobres.</p>
<p>Aposto que o pessoal estampado no <a href="http://xenofobianao.tumblr.com/">Diga Não à Xenofobia!</A> não se convencerá com esse argumento. Paciência.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Novo FreeDarko em pré-venda</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Oct 2010 17:38:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cisco Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Academia]]></category>

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		<description><![CDATA[O novo livro do FreeDarko já está em pré-venda, com lançamento previsto para 27/12. O site oficial está aqui. Para quem não conhece, essa é a sequência do primeiro volume, escrito pelos autores do blog FreeDarko. Não consigo pensar em &#8230; <a href="http://ciscocosta.com/filisteu/?p=2652">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div align="center"><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=3374&#038;tipo=2&#038;isbn=1608190838"><img id="image2651" src="http://ciscocosta.com/filisteu/wp-content/uploads/2010/10/History_Cover_Flat_Buythebook%281%29.jpg" alt="History_Cover_Flat_Buythebook(1).jpg" /></A></div>
<p>O novo livro do FreeDarko já está em <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=3374&#038;tipo=2&#038;isbn=1608190838">pré-venda</A>, com lançamento previsto para 27/12. O site oficial está <a href="http://freedarko.com/history/home">aqui</a>. Para quem não conhece, essa é a sequência do <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=3374&#038;tipo=2&#038;isbn=1596915617">primeiro volume</A>, escrito pelos autores do blog <a href="http://www.freedarko.blogspot.com/">FreeDarko</A>. Não consigo pensar em livro melhor para fãs de basquete ou para quem aprecia o bom design gráfico, e posso apenas lamentar que não poderei tê-lo em mãos antes do Natal.</p>
<p>A seguir, uma amostra do conteúdo:</p>
<p><object style="width:600;height:450"><param name="movie" value="http://static.issuu.com/webembed/viewers/style1/v1/IssuuViewer.swf?mode=embed&amp;documentId=101001191619-3481d8eadb9d46fc9e75ffccf02b2dd3&amp;documentUsername=FDadmin&amp;documentName=celtics_excerpt_3&amp;layout=http%3A%2F%2Fskin.issuu.com%2Fv%2Fcolor%2Flayout.xml&amp;backgroundColor=FFFFFF&amp;showFlipBtn=true" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><embed src="http://static.issuu.com/webembed/viewers/style1/v1/IssuuViewer.swf" type="application/x-shockwave-flash" allowFullScreen="true" style="width:600;height:450" flashvars="mode=embed&amp;documentId=101001191619-3481d8eadb9d46fc9e75ffccf02b2dd3&amp;documentUsername=FDadmin&amp;documentName=celtics_excerpt_3&amp;layout=http%3A%2F%2Fskin.issuu.com%2Fv%2Fcolor%2Flayout.xml&amp;backgroundColor=FFFFFF&amp;showFlipBtn=true" /></object></p>
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		<title>Ei, agora sou autor de ebooks</title>
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		<pubDate>Thu, 30 Sep 2010 22:16:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cisco Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eu Fora do Blog]]></category>

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		<description><![CDATA[Agora meu livro Inglês para Administração, em coautoria com a Cristina Schumacher, está disponível como eBook (PDF).¹,² Espero que no futuro possa dizer o mesmo sobre minhas traduções e, mais do que isso, que o mercado se adapte melhor às &#8230; <a href="http://ciscocosta.com/filisteu/?p=2650">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Agora meu livro <em>Inglês para Administração</em>, em coautoria com a Cristina Schumacher, está disponível como <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/ebooks/resenha/resenha.asp?id_link=3374&#038;nitem=22169607&#038;sid=0186221971282637937935981&#038;k5=3B244DAA&#038;uid=">eBook</A> (PDF).¹,² </p>
<p>Espero que no futuro possa dizer o mesmo sobre minhas traduções e, mais do que isso, que o mercado se adapte melhor às possibilidades do formato. Por exemplo, ficarei muito feliz quando minha <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=3374&#038;tipo=2&#038;isbn=9788577151257">antologia do Saki</A> estiver disponível em formato digital, mas ficarei ainda mais feliz quando ela for desmembrada e vendida em pedacinhos. Como ganho royalties com essa tradução, ficaria igualmente feliz se dez leitores pagassem um real pela minha tradução de <em>Esmé</em> quanto se apenas um pagasse dez reais por todos os vinte contos de uma vez só. Mais discriminação de preço, mais <a href="http://artsbeat.blogs.nytimes.com/2010/09/14/trying-the-itunes-model-for-essays/?partner=rss&#038;emc=rss">Chuck Klosterman</A>, mais dinheiro para autores, editores e tradutores.</p>
<p>¹ O preço é&#8230; exatamente o mesmo que o da edição de papel. Não me perguntem o porquê: a Campus oferece descontos nas edições digitais dos seus outros livros, em alguns casos maiores do que os 30% oferecidos por editoras como Cultura e Jorge Zahar.</p>
<p>² Por algum motivo, meu nome não foi inserido no banco de dados da Cultura quando o eBook foi cadastrado. Já mandei uma mensagem pedindo que o erro seja corrigido, mas os primeiros leitores deste post ainda encontrarão a página sem o meu nome apesar dele estar estampado na capa.</p>
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		<title>Um Diálogo sobre Mad Men</title>
		<link>http://ciscocosta.com/filisteu/?p=2648</link>
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		<pubDate>Fri, 17 Sep 2010 20:38:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cisco Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Televisão]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu e o Saulo Szinkaruk assistimos Mad Men religiosamente, como todo bom apreciador das artes audiovisuais. O que segue é uma versão ligeiramente editada de um diálogo recente sobre a série. SAULO: Me liguei de um furo em Mad Men. &#8230; <a href="http://ciscocosta.com/filisteu/?p=2648">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu e o <a href=”http://twitter.com/sauloszinkaruk”>Saulo Szinkaruk</A> assistimos <em>Mad Men</em> religiosamente, como todo bom apreciador das artes audiovisuais. O que segue é uma versão ligeiramente editada de um diálogo recente sobre a série.</p>
<p><strong>SAULO: Me liguei de um furo em Mad Men. Como um cara quase iletrado como o Don pode ter virado redator de sucesso nos anos 60? </strong></p>
<p>CISCO: Eh, eu não diria iletrado. Ele estudou um pouco quando era criança, provavelmente tinha que ler a Bíblia e coisas assim quando era pequeno. Depois, ele parece ter se esforçado bastante para sair do ambiente em que cresceu. Ele também menciona algo como &#8220;a few nonconsecutive years of community college&#8221; em algum episódio. </p>
<p>Fora isso, ele é bastante inteligente e morou em várias partes dos EUA: a família se mudou quando perdeu a fazenda e tenho a impressão que ele morava na Califórnia quando conheceu a Mrs. Draper original, ainda que não seja possível ter certeza disso nos flashbacks que a gente viu. </p>
<p><strong>Não sei detalhes da história da propaganda americana, mas no Brasil os publicitários antigos eram todos oriundos do jornalismo ou escritores querendo pagar as contas. Gente com cultura, com bagagem literária, etc., o que fazia muito sentido numa época em que o texto era praticamente o único recurso possível, e todos os anúncios tinham muito dele.</strong></p>
<p>Não sei. Mas sei que os americanos se profissionalizaram bem antes &#8212; final do século XIX, até. <em>[Nota: Estava pensando <a href=”http://reason.com/archives/2010/08/12/the-original-mad-man”>neste</A> artigo.]</em> E acho que o Don é para ser idiossincrático mesmo: todo mundo na SC tinha saído de alguma família grande ou faculdade rica (exceto o Sal), enquanto o Don era uma &#8220;descoberta&#8221; do Roger. </p>
<p>Acho que o furo mais grave é como ele conseguiu ascender tão rapidamente dentro da SC. Pelo flashback do episódio sobre como ele foi contratado, também tenho a impressão que o caso Roger-Joan durou muitos e muitos anos, bem mais do que a primeira temporada dá a entender (exceto que tenha sido on and off).<br />
<span id="more-2648"></span><br />
<strong>Isso também. A Joan é jovem ainda no momento atual da série, circa 1964. Volta quatro anos até a primeira temporada e desconta mais o tempo que ele levou pra virar diretor de criação e a matemática não bate.</p>
<p>Claro que há uma relatividade nisso, ainda mais naquele tempo, e ainda mais a série querendo sempre mostrar ele como um gênio da propaganda, mas se o cara entra CABAÇO como ele entrou na SC, é preciso uns bons anos até virar o todo poderoso. </strong></p>
<p>Ela já tem quase 35, acho. E entre Don voltar da Coreia e ser contratado pela SC passou algum tempo. Eu acho que aquele flashback foi em 1955. Ascensão meteórica. Fico imaginando quem foram os antecessores dele na SC. </p>
<p>Se bem que, se bem que&#8230; nunca desconte o fato que o Don simplesmente tem CARA de Don Draper. Hamm está cotado para ser o Super-Homem no próximo filme e, c&#8217;mon, por mais velho que esteja, é difícil discordar que o homem tem a cara certa e o corpo certo. <em>All-American as all get-out.</em></p>
<p><strong>Sim, provavelmente ele emplacou alguns trabalhos, se destacou rápido (propaganda ainda se descobrindo, mais fácil naquela época ser genial e revolucionário, há isso também), o antigo DC vazou e ele ocupou o lugar.</strong></p>
<p>Bah, ele é perfeito pra ser SH &#8211; mas perdi o teu ponto ali. Ele é a cara de Don Draper?</p>
<p>É uma boa teoria, mas não sei. Parte do que a série mostra é o quanto a propaganda mudou na década de 60 &#8212; ele está sendo genial e revolucionário agora. Quando entrou e cresceu na SC, a instituição não recompensava genialidade. Lembre-se que todo mundo na empresa chiou quando viu o anúncio do Fusca. </p>
<p>Meu ponto é que ter a cara de Don Draper ajuda a avançar a carreira de qualquer um. Tem um motivo para a média de altura de CEOs ser tão alta e para a correlação entre altura e renda também. </p>
<p><strong>Tu acha que pode haver algo mais, como o jeito que ele entrou na SC (usando a amnésia alcoólica do Sterling, etc.) indica? Algo mais além de trabalho, talento e, talvez, um pouco de sorte (o DC antigo receber uma boa proposta de outra agência, por exemplo)?<br />
Faz sentido. Toda a história de vida dele é feita de &#8220;trambiques&#8221;, da mudança de identidade até o jeito como ele entrou na SC.</p>
<p>Mas se for assim, eles vão ter que ser cuidadosos, porque isso pode dar margem pra dar a entender que ele é só um espertalhão, quando na verdade ele é um redator talentoso (tanto que a única coisa que ele acerta na vida são os anúncios). E o talento e mão dele pra propaganda é a única coisa intacta na vida dele. </strong></p>
<p>Eu acho que eles não ver perder isso de vista. Parte da história é que o Don está ligado ao zeitgeist, mesmo que um pouco atrasado e que nunca use essa palavra. Ele ainda usa chapéu (algo que morreu quando o Kennedy foi eleito), mas estava namorando uma beatnik, depois uma judia. Ele contratou e promoveu uma mulher. Essa capacidade de mudar &#8212; ao contrário de Sterling e Cooper &#8212; é o seu grande talento. E também é o que aproxima ele da Peggy e do Campbell.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O Menos Pior</title>
		<link>http://ciscocosta.com/filisteu/?p=2647</link>
		<comments>http://ciscocosta.com/filisteu/?p=2647#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 15 Sep 2010 18:13:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cisco Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>

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		<description><![CDATA[Em um post intitulado Por que você tem que votar no menos pior, Leandro Demori fala um pouco sobre estratégias de voto: No Brasil, somos obrigados a votar no “menos pior”, como muita gente acredita. Se você vota no “menos &#8230; <a href="http://ciscocosta.com/filisteu/?p=2647">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em um post intitulado <a href="http://www.braziu.org/2010/09/15/por-que-voce-tem-que-votar-no-menos-pior/">Por que você tem que votar no menos pior</A>, Leandro Demori fala um pouco sobre estratégias de voto:</p>
<blockquote><p>No Brasil, somos obrigados a votar no “menos pior”, como muita gente acredita. Se você vota no “menos pior”, assina em baixo daquele nome, de suas ideias, história e promessas, mesmo que assine sem muita convicção, mesmo que seja “obrigado” a assinar porque o voto é, enfim, obrigatório. Outra opção é votar em branco, nulo ou se abster, com consequências variadas dependendo do momento. </p></blockquote>
<p>É um assunto sobre o qual andei pensando, então gostaria de sugerir uma alternativa: votar contra o pior viável. Por exemplo, só dois candidatos a presidente são viáveis de verdade, Serra e Dilma. Escolha quem você mais odeia e vote no outro. É simples. Essa estratégia se torna um exercício intelectual ligeiramente mais interessante quando há mais de dois candidatos viáveis. Por exemplo, três candidatos a senador no Rio Grande do Sul podem ser considerados viáveis para as duas vagas disputadas: Paulo Paim, Ana Amélia Lemos e Germano Rigotto. Pensar &#8220;quais dois desses três eu quero ver no poder&#8221; pode ser um tanto desesperador, mas &#8220;qual desses três eu mais quero ver derrotado&#8221; oferece um certo prazer.</p>
<p>Não sei o que o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/The_Myth_of_the_Rational_Voter:_Why_Democracies_Choose_Bad_Policies">Bryan Caplan</A> diria dessa metodologia, mas desconfio que ela casa com sua teoria.</p>
<p><strong>P.S.: </strong>O post citado é relativamente fraquinho, mas o Demori está absolutamente em chamas no <a href="http://www.braziu.org/">braziu.org</A>. Os outros colaboradores também são bons, mas o Demori está excelente. </p>
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		<title>Abe Lincoln, Caça-Vampiros</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Jul 2010 12:44:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cisco Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livro Ficção]]></category>

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		<description><![CDATA[Abraham Lincoln: Vampire Hunter, segundo livro de Seth Grahame-Smith (P&#038;P&#038;Z) é apenas medíocre. Ele não me fez entender melhor Abraham Lincoln, vampiros, escravidão, John Wilkes Booth, Stephen Douglas, William Seward, Jefferson Davis, Mary Todd, Edgar Allan Poe ou o Nawlins &#8230; <a href="http://ciscocosta.com/filisteu/?p=2646">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=3374&#038;tipo=2&#038;isbn=9780446570992">Abraham Lincoln: Vampire Hunter</A>, segundo livro de Seth Grahame-Smith (<em>P&#038;P&#038;Z</em>) é apenas medíocre. Ele não me fez entender melhor Abraham Lincoln, vampiros, escravidão, John Wilkes Booth, Stephen Douglas, William Seward, Jefferson Davis, Mary Todd, Edgar Allan Poe ou o Nawlins Antebellum; no máximo, entendi um pouco melhor o clima de pioneirismo e mobilidade social do Oeste americano (ou seja, a região próxima ao Mississippi) na primeira metade do século XIX. Quanto à narrativa em si, destaque apenas para as cenas de ação: os vampiros de Grahame-Smith esmagam cabeças e quebram ossos; seu Lincoln atira machados. A experiência com zumbis foi proveitosa e o efeito final é cinematográfico.</p>
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		<title>Reconstrução de diálogo após cirurgia</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Jul 2010 21:39:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cisco Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pessoal]]></category>

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		<description><![CDATA[Minha mãe estava na sala de recuperação com outros pacientes, depois de uma cirurgia ambulatorial. Uma senhora puxou conversa: Senhora: “O que você foi que você veio fazer?” Mamãe: “Eu tirei um nódulo aqui das costas.” Senhora: “É? Do quê?” &#8230; <a href="http://ciscocosta.com/filisteu/?p=2645">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Minha mãe estava na sala de recuperação com outros pacientes, depois de uma cirurgia ambulatorial. Uma senhora puxou conversa:</p>
<p>Senhora: “O que você foi que você veio fazer?”</p>
<p>Mamãe: “Eu tirei um nódulo aqui das costas.”</p>
<p>Senhora: “É? Do quê?”</p>
<p>Mamãe: “Eu tenho um câncer de pele.”</p>
<p>Senhora: “Câncer de pele, que coisa. De que tipo?”</p>
<p>Mamãe: “É um melanoma.”</p>
<p>Senhora: “Melanoma não é aquele horrível que não tem solução e que cresce tri rápido?”</p>
<p>Mamãe: “É, sim, mas eu estou bem.”</p>
<p>Senhora: “Ai, vou te contar. Meu genro é médico e meu neto também. Eles saíram de férias e meu genro começou a passar mal, meu neto disse para a minha filha, Mãe, isso que o pai tem é grave. A gente precisa voltar para casa hoje mesmo. Fizeram o exame e ele tinha duas bolas do tamanho de uma laranja na cabeça.”</p>
<p>Mamãe (nervosa): “Que horror.”</p>
<p>Senhora: “Sim, e era um melanoma. Daí fizeram a cirurgia e não adiantava, cada vez que tiravam uma bola da cabeça dele aparecia outra. E então minha filha e meus netos foram todos no dermatologista se consultar e o médico achou um sinal no dedo do pé dela e ele acha que pode ser melanoma.”</p>
<p>Mamãe (enjoada com a descrição, apesar de ter tomado um Plasil logo antes): “Tu vê, que coisa.”</p>
<p>Senhora: “O médico acha que vai precisar amputar o dedão dela.”</p>
<p>Mamãe: “Pois é. Sabe que o Bob Marley, aquele cantor de reggae com o cabelo rastafári comprido morreu de melanoma, e começou pelo pé.”</p>
<p>Senhora: “Pois eu disse para ela minha filha, amputa o dedão, amputa o pé, amputa a perna inteira, mas deus me livre morrer do que meu genro teve, que horror.”</p>
<p>Mamãe (mudando de assunto): “Mas e a senhora, por que está aqui?”</p>
<p>Senhora: “Eu vim [esqueci completamente]. Mas tu sabe que eu fiz aqueles exames que colocam um tubo por um lado e outro pelo outro, como é que chama, a&#8230;”</p>
<p>Mamãe: “Endoscopia e colonoscopia.”</p>
<p>Senhora: “Isso, isso mesmo, e agora ninguém me tira da cabeça que foi isso que me deu diverticulite.”</p>
<p>Mamãe: “Não, não, que é isso. O exame não causaria diverticulite. Tem que pensar que ainda bem que achou.”</p>
<p>Senhora: “Tem certeza?”</p>
<p>Mamãe: “A senhora nunca teve tinha umas dores na barriga, antes?”</p>
<p>Senhora: “Agora que você mencionou, sim, eu tinha.”</p>
<p>Mamãe: “Pois então, eram os divertículos. Minha mãe tem diverticulite e é bastante perigoso. Meu cunhado se operou da diverticulite aqui mesmo uns meses atrás e passou vários dias internado. Ainda bem que acharam o da senhora.”</p>
<p>Senhora: “É mesmo?”</p>
<p>Mamãe: “E lá perto de casa, o dono da padaria morreu de diverticulite. Aqui mesmo neste hospital, e ele tinha só trinta e dois anos.”</p>
<p>Senhora: “Credo minha filha, assim tu tá me assustando!”</p>
<p>Mamãe (sorriso malvado): “Pois é.”</p>
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		<title>Cachalote</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Jul 2010 02:11:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cisco Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livro Ficção]]></category>
		<category><![CDATA[Quadrinhos]]></category>

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		<description><![CDATA[Acabo de voltar do lançamento de Cachalote, a graphic novel de Daniel Galera e Rafael Coutinho, então não posso comentar sobre a obra como um todo. Primeiras impressões: * Por uma graphic novel de 320 páginas, desse tamanho e com &#8230; <a href="http://ciscocosta.com/filisteu/?p=2644">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div align="center"><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=3374&#038;tipo=2&#038;isbn=9788535916737"><img id="image2643" src="http://ciscocosta.com/filisteu/wp-content/uploads/2010/07/22119851.jpg" alt="22119851.jpg" /></A></div>
<p>Acabo de voltar do lançamento de <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=3374&#038;tipo=2&#038;isbn=9788535916737">Cachalote</A>, a graphic novel de Daniel Galera e Rafael Coutinho, então não posso comentar sobre a obra como um todo. Primeiras impressões:</p>
<p>* Por uma graphic novel de 320 páginas, desse tamanho e com papel dessa qualidade, R$45,00 é uma pechincha, mas R$36,00 na Cultura deve fazer as outras editoras processarem a Cia. das Letras por práticas anticompetitivas.</p>
<p>* A falta de número de páginas é incômoda e atrapalha a conversa sobre o romance. Dificulta ainda mais tentativas de postar/twittar/etc. sobre a obra durante a leitura.</p>
<p>* Pelo menos no começo, <em>Cachalote</em> é mais visual do que eu esperava de um escritor que nunca fez quadrinhos antes e que, até onde saiba, nunca foi um profundo entendedor da mídia. Grande mérito para o Coutinho no ritmo da narrativa, mas também muito mérito para o Galera por saber aproveitar as vantagens da mídia e do colaborador.</p>
<p>* Para quem não vê vantagem em ter livros autografados: desenhistas fazem sketches. Quem tiver a oportunidade de comparecer a um evento com os autores (o próximo é em Curitiba; ver o site do <a href="http://ranchocarne.org/">Galera</A>) não pode perder.</p>
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		<title>Quatro Leituras Recentes</title>
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		<pubDate>Sun, 13 Jun 2010 01:11:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cisco Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livro Ficção]]></category>
		<category><![CDATA[Livro Não-Ficção]]></category>

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		<description><![CDATA[The Wages of Destruction: The Making &#038; Breaking of the Nazi Economy, de Adam Tooze: Algo de novo a cada página, e o livro tem quase 700 páginas de conteúdo (mais umas 100 de notas). Tooze começa com os últimos &#8230; <a href="http://ciscocosta.com/filisteu/?p=2641">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=3374&#038;tipo=2&#038;isbn=9780141003481">The Wages of Destruction: The Making &#038; Breaking of the Nazi Economy</A>, de Adam Tooze: Algo de novo a cada página, e o livro tem quase 700 páginas de conteúdo (mais umas 100 de notas). Tooze começa com os últimos anos da República de Weimar, analisa a turbulência dos primeiros anos do regime nazista, a corrida armamentista da década de trinta, a pilhagem da Europa Oriental, a relação entre economia e estratégia militar, reorganizações burocráticas, disputas internas, o papel das elites corporativas no Nazismo, os bombardeios da segunda metade da guerra, a importância do trabalho escravo&#8230; Enfim, tudo que o título dá a entender e muito mais. Os fatos mais importantes que ficam com o leitor: (1) Na economia nazista, nada era mais importante do que aço; (2) a diferença entre a realidade de Albert Speer e sua reputação é tremenda. Mas há muito mais. Espero que o livro seja traduzido e publicado por aqui.</p>
<p><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=3374&#038;tipo=2&#038;isbn=9780881844320">The Alteration</A>, de Kingsley Amis: Um exercício interessante em &#8220;a repressão sexual da Igreja Católica é muito, muito ruim&#8221;, mas enquanto História Alternativa reflete uma certa trivilidade. Os pequenos toques &#8212; cidades com nomes estranhos, palavras antiquadas, artefatos culturais como os livros do &#8220;Padre Bond&#8221; &#8212; são melhores do que a trama em si e o drama da castração. Recomendado apenas para quem gosta de História Alternativa, não para quem adorou <em>Lucky Jim</em> e quer ler um segundo romance de Amis Père.</p>
<p><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=3374&#038;tipo=2&#038;isbn=9780143115649">Mr. Gatling&#8217;s Terrible Marvel</A>, de Julia Keller: Um fracasso. A autora escolhe um assunto muito interessante &#8212; Richard Gatling, inventor da primeira metralhadora &#8212; e passa o tempo todo falando de outros assuntos e exagerando a importância do tema. Sim, sim, o Escritório de Patentes é interessante e subvalorizado, mas não é a alma da América. Gatling e sua invenção não merecem a obscuridade, mas não foram o evento mais importante do século XIX. <em>Cautionary tale</em> para todo jornalista que acha que pode transformar uma reportagem longa em um livro curto sem trabalhar muito mais.</p>
<p><em>Lolita</em>, de Vladimir Nabokov, lido por Jeremy Irons: Essa foi minha terceira leitura do romance (a primeira foi em tradução, a segunda em inglês na <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=3374&#038;tipo=2&#038;isbn=9780141185040">edição anotada</A>) e não será a última. Como Irons interpreta H.H. no cinema e o romance é narrado em primeira pessoa, <em>Lolita</em> é especialmente apropriado para o formato audiobook. Com o livro de papel, às vezes é fácil esquecer que todo o romance está na voz de Humbert, que precisamos tentar descobrir a realidade objetiva dos fatos do romance a partir da visão distorcida que o narrador tem dos fatos. A leitura de Irons me fez perceber, por exemplo, que Dolores Haze quase nunca fala durante o romance, o que apenas destaca o solipsismo de H.H.</p>
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		<title>Saki no Brasil</title>
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		<pubDate>Mon, 10 May 2010 19:49:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cisco Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livro Ficção]]></category>
		<category><![CDATA[Traduções]]></category>

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		<description><![CDATA[No Sibila, o crítico Rodrigo Gurgel publica um pequeno texto sobre Saki e faz referência à minha tradução, Um Gato Indiscreto e Outros Contos. Uma pequena errata, no entanto. Gurgel escreve: De acordo com minhas informações, que podem estar incompletas, &#8230; <a href="http://ciscocosta.com/filisteu/?p=2640">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No Sibila, o crítico Rodrigo Gurgel publica um pequeno <a href="http://www.sibila.com.br/index.php/estado-critico/1105-a-perfeicao-corrosiva-de-saki">texto sobre Saki</a> e faz referência à minha tradução, <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=3374&#038;tipo=2&#038;isbn=9788577151257">Um Gato Indiscreto e Outros Contos</A>. Uma pequena errata, no entanto. Gurgel escreve:</p>
<blockquote><p>De acordo com minhas informações, que podem estar incompletas, Saki nunca foi traduzido no Brasil.</p></blockquote>
<p>Na verdade, contos de Saki apareceram em diversas coletâneas brasileiras. <em>A Janela Aberta </em>e <em>Sredni Vashtar</em> são os mais populares, mas já encontrei <em>Gabriel-Ernest</em> em uma antologia de contos de lobisomem e outros em coletâneas de contos fantásticos. Meu volume é, até onde sei, o único dedicado exclusivamente a Mr. H. H. Munro no Brasil, mas não é a primeira tradução brasileira de Saki e nem sequer a primeira tradução de alguns dos contos para o português.</p>
<p>Juro que quando tiver tempo, saúde e paciência, termino minha tradução de <em>When William Came</em>, em toda a sua glória de história alternativa, antissemitismo ocasional e casamento despedaçado. Minha gaveta está com saudade de guardar um Saki, afinal.</p>
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		<item>
		<title>Previsão para o primeiro round dos playoffs da NBA (e segundo e terceiro e quarto também)</title>
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		<pubDate>Sat, 17 Apr 2010 18:41:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cisco Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Basquete]]></category>

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		<description><![CDATA[Todos os times favoritos vão ganhar, menos o Boston Celtics. No Leste, essa previsão não é grande coisa &#8212; Cleveland e Orlando (4 jogos cada) são incrivelmente superiores a seus adversários e Atlanta vai enfrentar um Milwaukee Bucks dizimado por &#8230; <a href="http://ciscocosta.com/filisteu/?p=2639">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Todos os times favoritos vão ganhar, menos o Boston Celtics. No Leste, essa previsão não é grande coisa &#8212; Cleveland e Orlando (4 jogos cada) são incrivelmente superiores a seus adversários e Atlanta vai enfrentar um Milwaukee Bucks dizimado por lesões (5 jogos), enquanto Boston está decadente e só ficou em quarto lugar porque começou a temporada relativamente bem (6 jogos). No Oeste, nem tanto. Não seria absurdo prever que os quatro times inferiores ganharão suas séries (sendo que o oitavo colocado só derrotou o primeiro três vezes na história da NBA).</p>
<p><strong>Lakers vs. Thunder (6 jogos): </strong>Os quatro primeiros jogos serão divididos, possivelmente com OKC ganhando um em Los Angeles e a mídia fazendo toda uma ladainha sobre como o Lakers está fraco, Kobe está regredindo, blablablá. No quinto jogo, o Thunder está quase ganhando no STAPLES Center quando Kobe acerta algum arremesso improvável nos últimos dois minutos que arrasa com os adolescentes de Oklahoma City. O sexto jogo é uma vitória por 20 pontos do Lakers em OKC que me faz jogar duas canetas, três lápis e uma borracha no monitor.</p>
<p><strong>Mavericks vs. Spurs (7 jogos):</strong> Apesar de Dallas ter ganho mais jogos que SAS, o time tem um diferencial pior (+2,7 vs +5,1), o que indica que Dallas na verdade deveria ter sido o oitavo colocado no Oeste. O problema é que o Spurs está velho, muito velho, e Parker está machucado, enquanto Dallas finalmente tem quem segure Tim Duncan.</p>
<p><strong>Suns vs. Trail Blazers (5 jogos):</strong> É, eu sei, Marcus Camby vai pegar 22,5 rebotes por partida nessa série, mas eu apostaria em Phoenix mesmo que Roy não estivesse machucado. Não parece, mas Steve Nash vendeu a alma para o demônio. É a única explicação racional para o que aconteceu este ano.</p>
<p><strong>Nuggets vs. Jazz (7 jogos): </strong>Esse é quase um <em>upset</em>. Utah está mais lesionado do que parece e jogador nenhum está com a cabeça no lugar. Kenyon Martin vai fazer falta nessa série, mas não tanto quanto os comentaristas acreditam. Normalmente, não apostaria em um time jogando sem técnico, mas Karl não é lá a influência mais estabilizadora em grupo nenhum.</p>
<p>Não escrevi um post sobre minhas expectativas para a temporada em outubro ou novembro, então não tenho prova para nada do que segue. Ainda assim: Houston foi tão bem quanto eu esperava sem suas duas estrelas e as decepções em Washington e Philadelphia foram tão previsíveis quanto Ricky Martin e Sean Hayes saindo do armário. No entanto, se alguém me dissesse que Memphis jogaria tão bem e o principal responsável seria Zach Randolph, ou que Detroit jogaria tão mal e perderia tantos jogos seguidos, meu primeiro impulso seria acreditar que meu interlocutor era disléxico.</p>
<p>Agora, vamos lá. Primeiro jogo começa em quinze minutos. Espero que eu erre feio com minha previsão para o Lakers.</p>
<p><span id="more-2639"></span></p>
<p><strong>Atualização em 02/05/2010:</strong></p>
<p>As duas séries que eu achava mais difíceis de prever foram justamente as que errei &#8212; nada absurdo. Absurdo foi eu esquecer que o Miami Heat é um poço de falta de talento e que o Atlanta Hawks, ainda que tenha ganhado sua série, não sabe fazer nada do jeito fácil. Eu devia ter confiado mais no diferencial de pontos, uma orientação muito mais confiável do que o instinto. Segundo round:</p>
<p><strong>Lakers vence Jazz em 5: </strong>Agora Okur vai fazer falta. Espero que demore bastante para Phil Jackson perceber que precisa colocar Kobe defendendo Deron Williams, tal como aconteceu na série contra OKC.</p>
<p><strong>Suns vence Spurs em 7: </strong>Primeiro, jogar uma vez a mais em casa vai fazer diferença. Segundo, o demônio ainda não quebrou o contrato pela alma de Steve Nash. Pena que eses dois times vão matar um ao outro de cansaço e o vencedor não vai ter energia para enfrentar o Lakers.</p>
<p><strong>Orlando vence Atlanta em 5: </strong>Previsão depende do Dwight Howard voltar da Zona Fantasma e substituir o Bizarro que jogou contra Charlotte.</p>
<p><strong>Cavaliers vence Boston em 5: </strong>Se Boston tinha a chance de ganhar um jogo fora de casa, era no jogo 1. Desperdiçou-a. Boas férias, Paul, Ray e KG.</p>
<p><strong>Atualização em 14/05/2010:</strong></p>
<p><strong>Suns vence em Lakers em 6</strong>: Este ano vai.</p>
<p><strong>Orlando vence Boston em 5</strong>: Os fãs do Celtics estão se enganando com a vitória sobre Cleveland. KG está mais saudável, mas nunca vai voltar à forma de 2008. Pierce ainda está apagado. E Dwight Howard ainda é cristão mais musculoso do mundo.</p>
<p><strong>Atualização em 02/06/2010:</strong></p>
<p><strong>Lakers vence Boston em 5</strong>: Eu realmente gostaria de acreditar em Boston, mas o bom senso e os joelhos de KG dizem que não posso. Espero muito estar errado, poucas coisas me dão tanta alegira quanto a infelicidade de Kobe Bean Bryant.</p>
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		<title>Entrevista com David Friedman em ZH</title>
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		<pubDate>Sun, 11 Apr 2010 17:06:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cisco Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Libertários]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://ciscocosta.com/filisteu/?p=2638</guid>
		<description><![CDATA[David Friedman vai participar do Fórum da Liberdade amanhã, então está em Porto Alegre e deu uma entrevista para Zero Hora. Leiam tudo, mas destaco uma pergunta: ZH – O senhor ainda defende um sistema comandado só pelas leis de &#8230; <a href="http://ciscocosta.com/filisteu/?p=2638">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>David Friedman vai participar do <a href="http://www.forumdaliberdade.com.br/fl2010/">Fórum da Liberdade</a> amanhã, então está em Porto Alegre e deu uma entrevista para <a href="http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&#038;local=1&#038;newsID=a2868925.xml&#038;channel=13&#038;tipo=1&#038;section=Economia">Zero Hora</a>. Leiam tudo, mas destaco uma pergunta:</p>
<blockquote><p>ZH – O senhor ainda defende um sistema comandado só pelas leis de mercado mesmo depois da crise de 2008, que para muitos foi causada por falta de regulação?<P>Friedman – A crise foi causada pelo colapso de um mercado, o de hipotecas, dominado por duas grandes entidades criadas pelo governo. As pessoas acreditavam que essas empresas seriam resgatadas caso fossem à falência, e isso acabou acontecendo. Era um mercado no qual os políticos americanos vinham, por décadas, pressionando empresas a aceitar mais hipotecas para aumentar o número de pessoas com casa própria. Não sei o suficiente – acho que ninguém sabe – para definir quanto disso foi culpa da interferência do governo no mercado. Mas não é possível que alguém em sã consciência pense que a crise significou o colapso do livre mercado.</p></blockquote>
]]></content:encoded>
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