O Econtalk geralmente entrevista economistas ou autores de Chris “Long Tail” Anderson a Milton “Deus” Friedman. Essa semana, no entanto, o entrevistado é um cambista chamado Alex. Assim como Russ Roberts, autor do podcast, eu simpatizo com cambistas. Mas eu gostaria que a oportunidade de arbitragem que eles aproveitam fosse aproveitada, digamos assim, pelo Grêmio.
Anotado entre alguns axônios, eu tenho todo um plano que diminuiria o lucro dos cambistas, aumentaria os riscos, geraria conforto para quem está disposto a pagar mais por ingressos em jogos grandes e ainda criaria uma oportunidade de fazer doações informais para o seu clube favorito. Chama-se “leilão”, e explicar como ele diminuiria a quantidade de cambistas do mundo é meu modo favorito de testar a inteligência econômica dos amigos. Quanto menos entendem instintivamente de preços, mais resistem à idéia de que esse esquema afetaria a quantidade e lucratividade dos cambistas. Com alguns, faço piada que devemos pôr o plano no papel e vender para os nossos cartolas favoritos. Mas, mas… esse esquema já existe em alguns lugares. Equipes americanas fazem isso o tempo todo em seus estádios e arenas. Times têm seus próprios equivalentes aos StubHub da vida. Mas no Brasil, até onde sei, nada.
Algum professor de economia ou administração poderia fazer uma boa questão de prova sobre por que isso ainda não foi implementado em larga escala no Brasil.
Categorias
Arquivos