Em um bom post sobre a reação da imprensa à renúncia de Fidel Castro, o Láudano comete um deslize:
O patético do Brasil é que os colunistas acima são considerados “de direita” pela esquerda local. Direita? Miriam Leitão? Arnaldo Jabor? Merval Pereira? Qualé? Eles parecem dirigentes de um grêmio estudantil aparelhado pelo PC do B. Pelo menos quando o assunto é Cuba. Jornalistas e formadores de opinião capazes de acreditar em estatísticas e no palavrório de um Estado policial é algo que possivelmente só exista no Brasil. (ênfase minha)
O que simplesmente não é verdade. Essa semana demonstrou, amplamente, que não a incapacidade de jornalistas e formadores de opinião de desconfiarem das estatísticas cubanas não conhece fronteiras. De Vancouver a Miami, de Milão a Minsk, de Johannesburg a Helsinki, inúmeros jornalistas e formadores de opinião passaram os últimos dias escrevendo frases que começavam com “mas Castro também…”
(Normalmente, a ignorância estatística dos jornalistas é culpada por este tipo de bobagem. Jornalistas não sabem desconfiar de amostras, não diferenciam médias de medianas, falam com orgulho de sua ignorância matemática, etc. Mas não nesse caso.)
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February 21st, 2008 às 9:14 am
[…] qualidade do jornalismo fevereiro 21, 2008 Posted by claudio in Uncategorized. trackback Filisteu faz um bom pontoaqui. […]
February 21st, 2008 às 19:13 pm
É que eu sou um otimista incurável, é isso.