Eu queria ver um estudo sobre quantos acidentes por quilômetro viajado acontecem no RS. Se os dados sobre quilômetros viajados não existem, eu aceitaria variações como “acidente por litro de gasolina vendido” ou até mesmo “correlação entre número de acidentes e preço do gasolina”. Aliás, controlando os dados corretamente, aposto que há uma relação inversa entre o preço da gasolina e o número de acidentes. Se o problema é tão grave quanto a histérica mídia gaúcha dá a entender, por que não aumentar o imposto sobre combustíveis? Gasolina a quatro reais o litro? Que tal, hein? É pelas crianças. E pela paz.
* Eu odeio o termo “violência no trânsito”. Pior ainda são os apelos pela “paz no trânsito”. Não é violência, não é guerra. São acidentes.
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February 24th, 2008 às 2:41 am
Incentivar, fiscalmente ou seja lá como for, a viagem de ônibus também é uma boa. É muito mais seguro e confortável - além de menos cansativo e estressante.
Asterisco sobre o asterisco: claro que guerra é ridículo, mas a tentativa deles é tentar colocar os motoristas um pouco mais como agentes da coisa toda. A definição “acidente” é abrangente demais, e coloca no mesmo saco a fatalidade e a total negligência e falta de responsabilidade.
Um cara que bebe um litro de uísque e sai dirigir um Chevette sem revisão a 120 por hora não pode chamar de acidente qualquer colisão em que esteja envolvido.
February 25th, 2008 às 1:35 am
Saulo, subsidiar viagens de ônibus (e trem) pode ser interessante por causa das externalidades positivas, mas a gente já faz isso. Provavelmente poderia ser feito mais e melhor, mas não sei até que ponto.
Asterisco sobre o asterisco sobre o asterisco: “acidente” é realmente um termo problemático, porque esconde um pouco a irresponsabilidade, mas não sei se “violência” dá essa idéia de agência. Aliás, acho que nada ou quase nada faria isso através da comunicação.