Agente 86: Melhor do que eu esperava; meu medo ao entrar no cinema é que o filme fosse tentar ser engraçado demais e acabasse por se transformar em uma série de sketches em que Steve Carrell é humilhado fisicamente e em que Anne Hathaway parece trinta anos mais jovem que seu par romântico. Felizmente, o que vemos é um filme de ação sem exageros, com a comédia desesperada de Carrell e o humor competente de Alan Arkin (que só deveria fazer comédias).
O Incrível Hulk: Bom, melhor do que o de 2003 (mantenham em mente que eu sou o cara que concorda com 90% do que está neste artigo). As cenas no Brasil são estranhas, porque os atores falando português são péssimos e porque é impossível acreditar que a Rocinha não explodiria imediatamente se um pequeno grupo de militares estrangeiros que não conhecem o local começasse a correr pela favela com metralhadoras nas mãos. Os dois Tims, Roth e Blake Nelson, estão muito melhores que Hurt — o General Ross é terrivelmente simplificado, enquanto o personagem seria muito mais interessante se tivesse preservado sua ambigüidade moral e pessoal.
Eu queria ter visto Wall-E no fim-de-semana, mas todas as cópias nas salas de cinema de Porto Alegre são dubladas. Pensando nisso, minha primeira vontade é queimar a distribuidora da Disney. Minha segunda é ir morar em algum lugar civilizado, que entende que só porque o filme é desenho animado não significa que só será assistido por crianças pré-escolares e suas avós míopes; dizem que a Eritréia é um lugar adorável.
Categorias
Arquivos