Faz alguns anos que parei de assistir Monk. Os casos ficaram idiotas demais e a comédia acabou com qualquer resquício do drama psicológico que tornava a série tão interessante. É o padrão com séries assim: coincidências começam a se acumular, as investigações vão passando para o segundo plano, tudo vira uma grande caricatura de si mesmo. Mas, ei, último episódio, resolução da morte de Trudy, vamos lá. Eu também preciso de um pouco de closure.
E foi decepcionante.
O episódio em si é interessante, com Tony Shalhoub dando uma interpretação clássica. A história funciona, o clímax é satisfatório e tudo mais. O problema é que depois de 12 anos de investigação obsessiva-compulsiva, Adrian Monk, o grande detetive, mestre dos detalhes e da dedução, descobre o nome do assassino de sua esposa… quando acha uma fita em que ela conta quem é o assassino. Ele não descobre uma pista nova, uma testemunha escondida, uma conexão que tinha escapado até então. Trudy Monk simplesmente conta para ele quem a matou.
Nada de muito detetivesco nisso. Imaginem o Assassinato no Expresso do Oriente envolvesse Poirot achando uma carta mais ou menos assim:
Caro Poirot
Se você está lendo esta carta, é porque estou morto. Todos os outros passageiros no trem conspiraram para me matar.
Assinado, Mr. Ratchett
P.S.: Cada um deu uma facada.
Por algum motivo, acho que Poirot não seria mencionado ao lado de Holmes, Wolfe e Maigret. Monk não será.
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December 7th, 2009 às 7:28 am
És gay.