Criei um projeto novo hoje, chamado O que o taxista fez? Porto Alegre. A nova aba no alto deste blog leva ao formulário, onde você pode informar se sofreu algum problema em um táxi portoalegrense. Os resultados são a parte mais importante: uma lista com todas as reclamações. Assim, antes de entrar em um táxi, basta acessar a página e ver se o número identificador do veículo está listado.
Obviamente, quanto mais o serviço for utilizado, mais útil será. Se alguém quiser roubar a ideia para outra cidade, vá em frente. É só um formulário com dois campos no Google Drive. E se alguém quiser criar uma versão melhor para Porto Alegre — um app, um banco de dados decente, tanto faz — melhor ainda. Sinta-se à vontade para roubar os dados e expandir seu banco de dados. A concorrência só beneficia o cliente.
E agora com Twitter! Sempre que a lista for atualizada, uma mensagem automática aparecerá na sua timeline. Basta seguir @OQTaxiPOA. O sistema funciona por meio do serviço IFTTT, sugerido pelo professor Marcelo Träsel. Usarei para mais coisas no futuro. O serviço, não o Träsel. Ele objetaria à reificação.
Detalhe: Todo projeto precisa de critérios de avaliação. Neste caso: se em duas semanas ninguém estiver preenchendo o formulário, vou apagar o arquivo, publicar os dados aqui, enviar os resultados para a EPTC e escrever um post-mortem para quem quiser tentar algo semelhante no futuro.
Resultado: Pouca gente anda usando o sistema, mas decidi deixá-lo no ar como protótipo de teste para outro projeto que estou desenvolvendo. Minhas hipóteses sobre por que o uso foi baixo: (1) possíveis usuários esquecem que o sistema existe; (2) as experiências ruins são menos frequentes do que se imagina; (3) os possíveis usuários acham que a reclamação não vale a pena, pois o benefício que ela gera é menor do que o bom e velho vou-xingar-muito-no-Twitter; e (4) o usuário pensa sobre o problema antes de inserir uma reclamação menos grave e acaba perdoando ou relativizando o motorista. Aceito outras sugestões.

Cisco, sugiro colocar também a data e hora aproximada da corrida no formulário, para que possam saber qual é o motorista envolvido.
Não farei isso pelos seguintes motivos:
1) Já tenho a data e horário em que a reclamação foi registrada, para informar os responsáveis caso seja solicitado.
2) Quanto mais campos, menor a qualidade das informações e pior a usabilidade. Quero evitar o feature creep. Como sempre, K.I.S.S.
3) Algum usuário poderia achar “ah, esse só dá problema de noite”, quando na verdade ninguém sabe a escala de cada veículo — ou de cada pequeno conjunto de veículos, aliás.
4) Meu modelo mental aqui é o restaurante. Se tu diz “garçom do restaurante tal me tratou mal”, ninguém responde com “me diz qual foi, para eu sentar em outra seção”. O que a gente pensa é “o restaurante tal contrata garçons mal-educados e oferece mau serviço”.
só serve de poa? pq sofri difamação em um taxi em gravataí? fiz boletim de ocorrencia mas como n tenho o nome da taxista fica dificil
Criei o serviço só para Porto Alegre, mas sinta-se à vontade para criar um equivalente para Gravataí. É só entrar no Google Docs, criar um formulário e disponibilizar.
Francisco, essa ideia é fantástica! Mantenha o formulário por mais tempo, acho que pode gerar resultados. Eu já passei por todo tipo de coisa com taxista, sendo assédio sexual (ou algo beirando a isso) o mais comum. Só não tenho o que preencher agora porque, boboca que sou, nunca anotei o número ou a placa dos táxis. Mas vou divulgar a iniciativa, certo.
Obrigado pelo elogio, Mariana, e pela divulgação. Vou deixar o formulário ativo, nem que apenas como prova de conceito.