Dunk & Egg, The Winds of Winter, Etc.

Ainda sobraram algumas histórias passadas em Westeros: Dunk & Egg, os textos históricos, capítulos de The Winds of Winter; este post reúne comentários sobre esses textos. As mesmas observações iniciais que fiz sobre a leitura de A Game of Thrones se aplicam.

Dunk & Egg

The Hedge Knight:

  • A história começa na primavera. Nada de errado acontece na primavera, certo?
  • Ser Arlan vem de Pennytree, e o vilarejo se torna feudo real, como vemos em ADWD. Eu acho que isso é uma dica sobre um conto futuro de D&E, algo envolvendo Bloodraven, Blackwoods e Brackens, considerando a localização da vila. Um dia.
  • Considerando a relação entre os Targaryens e os reis da Inglaterra, Aegon & Duncan parecem inspirados em Henry V & Falstaff, mas o personagem que ele mais me lembra é Arya: atrevido, impertinente, desatento ao comportamento apropriado de uma pessoa de sua posição social, dado a se esgueirar pelos cantos e procurar aventuras. Mais arrogante que Arya, menos envergonhado de seus conhecimentos e habilidades. A principal diferença é que raramente eu fico com o coração partido lendo sobre Egg. E assim espero continuar, até Summerhall.
  • Ordem de leitura: THK foi publicado antes de ACOK, mas provavelmente escrito depois.
  • Primeiro sinal de que Egg não é o que parece que Dunk devia ter percebido: a criança diz que um meistre raspou seu cabelo, mas como é que um órfão morando em uma hospedaria seria tratado por um meistre?
  • “Plummer” é um nome interessante para o intendente do castelo: parece um primo distante de “Plumm”, sugerindo um processo semelhante ao que criou sobrenomes como Karstark, Jordayne e Serry.
  • O elenco, por Amoka. Aliás, em 2013 ele fez sua primeira nova pintura de ASOIAF em 5 anos: Aegon e suas irmãs.
  • Uma das minhas frases favoritas sobre THK é que a novela é uma “fantasia de decência”. O termo se aplica principalmente ao próprio Dunk e ao resultado do duelo final, mas o comportamento do Príncipe Baelor em seu encontro com Dunk é bom exemplo desse tema.
  • Histórias que eu torço para encontrar em The World of Ice and Fire, mas sem muita esperança: o Rei Abutre nas Montanhas Vermelhas de Dorne.
  • Gah, eu quero saber quem são as esposas de todos esses príncipes. Baelor, Maekar, Valarr, Rhaegel, Daeron, Aegon… nós só sabemos a de Aerys, e essa era uma irmã. Nenhuma graça, quando estamos falando de Targaryens.
  • Egg diz que a mãe do Príncipe Baelor era uma princesa de Dorne, sugerindo que já está morta a essa altura.
  • O torneio reúne cavaleiros do Vale (Hardyng), oeste (Lannister), Stormlands (Swann, Baratheon, Caron) e Campina (Ashford, Fossoway, Hightower, Tyrell), mas ninguém do norte ou de Dorne. O segundo faz um certo sentido — provavelmente ainda havia alguma inimizade entre Dorne e a Campina, tão cedo depois de décadas de guerras — mas senti falta de uns Manderlys. Se bem que talvez os Manderlys não sejam bem-vindos na região que ainda reivindicam, mesmo 800 anos depois, mesmo apenas para um torneio.
  • Poucos momentos são mais alegres e satisfatórios do que o chute que Dunk dá na cara de Aerion, mais até do que a coroa dourada de Viserys.
  • “Egg”, um apelido para Aegon que necessariamente se perde na tradução. Se alguém leu a versão da Leya, sabe me dizer o que foi feito disso?
  • Eu adoro Daeron, o Bêbado. Difícil lembrar de outro personagem em 5000 páginas com tamanha autoconsciência, tão ciente dos próprios defeitos. O álcool como forma de automedicação para os sonhos proféticos é uma forma particularmente inteligente de misturar realismo e romantismo, uma marca da série.
  • “ARE THERE NO TRUE KNIGHTS AMONG YOU?” Uma frase que merece all-caps.
  • O último Julgamento de Sete ocorreu mais de cem anos antes de THK. Então provavelmente durante o reino de Jaehaerys I, ou talvez até de seu neto, Viserys I. A conta sugere que GRRM pode ter envolvido Daemon Targaryen nesse evento. Esta anotação foi feita antes do lançamento de TRP, quando essa dúvida estará resolvida. Espero que a resposta seja positiva.
  • A morte de Baelor Breakspear parece meio miraculosa e improvável, até lembrarmos do que aconteceu com Henrique II de França.
  • Entre os títulos do Príncipe Baelor está Protetor do Reino, geralmente um título de reis. Considerando que Baelor era um grande guerreiro e Daeron II, não, é mais um sinal de que o título significa algo como “comandante-chefe”. Agora eu queria saber se há uma diferença entre “rei dos ândalos, primeiros homens e rhoynar” e “lorde dos Sete Reinos”, ou se são apenas um floreio redundante.
  • Maekar é um excelente ensaio para Stannis: sério, invejoso do sucesso dos irmãos e capaz de reconhecer o valor de um homem pobre e um plano heterodoxo. Mas foi só quando ele fez ranger a mandíbula no final que a comparação finalmente se encaixou na minha cabeça.

The Sworn Sword:

  • Sinais de que o audiobook é antigo: a introdução ainda nos informa que a série será completada em seis livros.
  • Dalton Greyjoy é mencionado no começo da história. Quem leu as amostras de TWOIAF ou ouviu falar dos planos para a quarta novela de D&E sabe que ele é o Greyjoy mais importante até a geração de Balon e Euron, um guerreiro famoso apelidado de Kraken Vermelho.
  • Também importante para leituras futuras: Rohanne Webber, a Viúva Vermelha desta novela, se casa com um Lannister no futuro. Sem repassar o resumo sobre a história do Oeste, não consigo lembrar se ela é avó ou bisavó materna de Tyrion, Jaime e Cersei, ou se apenas casou com o pai ou avô de Joanna Lannister.
  • Uma dúvida sobre Westeros é se os camponeses estão presos à terra, como na Idade Média real, ou não. Já vi um historiador sugerir que eles eram, mas que a Grande Doença da Primavera teve o mesmo efeito nos Sete Reinos que a Peste Negra teve na Europa. O fato de Bloodraven ter ordenado que voltassem à terra após a seca, e que a ordem não foi cumprida, é o argumento mais forte nesse sentido.
  • “Não coma nada que a mula não comeria”, provavelmente um dos melhores conselhos em todos os livros.
  • A interpretação mais comum das novelas é que Egg está aprendendo como é a vida do povo de Westeros, transformando-se em um bom rei no futuro, mas Dunk está igualmente aprendendo a ser nobre: como tratar com nobres, como liderar soldados, como procurar soluções diplomáticas.
  • Heh, Egg é prometido da irmã, Daella, mas nós sabemos que ele vai casar por amor. Depois de TPATQ e algumas leituras, a esposa de Dunk é um dos últimos antepassados diretos de Daenerys que ainda não conhecemos.
  • Daemon Blackfyre morrendo com uma flechada e resolvendo a batalha lembra um pouco a Batalha de Hastings, mas talvez haja algum episódio da Anarquia ou da Guerra dos Cem Anos que se encaixe melhor.
  • “Septon Sefton”, é, de fato, um nome infeliz. GRRM não esconde suas origens de marvete.
  • Eu não tenho uma imaginação visual muito forte, então não costumo criar uma imagem mental dos personagens e fico muito grato pelas representações artísticas. Mas Egg sussurrando para Dunk é algo que consigo imaginar facilmente, algo desenhado por Carls Barks ou Dan DeCarlo.
  • Uma expressão legal de verdade usada por Lady Webber: pit and gallows, indicando que os lordes podem aplicar a pena capital em suas terras.
  • Robert costuma ser castigado por ter perdoado inimigos demais depois de vencer sua própria rebelião e de Balon, mas Daeron também perdoou bastante. A Companhia Dourada pode estar cheia de lordes que defenderam o Dragão Negro, mas não tantos quanto poderia. Ser Eustace é apenas um entre centenas em Westeros.
  • Dunk diz que é provável que seja um bastardo, mas a verdade é que ele não sabe de nada. Espero que nunca saiba.
  • “Ser Useless”, o apelido de Bennis para Ser Eustace, é uma daquelas coisas que parecem criadas para fazer o tradutor suspirar.
  • Os Hightowers lutaram em parte no lado dos rebeldes. Uma consequência distante da Dança dos Dragões? E quem diabos foi Quickfinger e por que roubar os ovos de dragão seria crucial para os rebeldes?
  • Entre os motivos para a rebelião: Daeron se cercava de meistres, sacerdotes e mulheres, enquanto Daemon estava sempre cercado de guerreiros. Um dia vou entender de onde saem os leitores que acreditam piamente que os Blackfyres estavam corretos em sua rebelião.
  • Eu leio “Rohanne” como rôu-rein, mas o narrador do audiobook lê rô-ran. Volta e meia, tenho a impressão que a Viúva Vermelha vai se refugiar em Helm’s Deep no meio da história.
  • Ser Bennis do Escudo Marrom deve ter um lugar de honra entre os piores cavaleiros da série. Ele não é um monstro como a Montanha ou Ser Amory Lorch, mas a absoluta mesquinharia do personagem, colocando dezenas de vidas em jogo por causa de uma punição relativamente pequena, não fica tão longe deles do ponto de vista da narrativa.
  • Westeros não tem cemitérios, têm? Os filhos de Ser Eustace estão enterrados entre os arbustos. Com exceção das catacumbas de Winterfell e alguma coisa no Grande Septo de Baelor, não me ocorre sequer qualquer menção a túmulos nos altares dos septos, como ocorriam nas igrejas católicas até o século XIX.
  • Esta é a única novela sem nenhum sinal de magia ou elementos sobrenaturais, acho. THK tem sonhos proféticos, TMK também e disfarces místicos também. Não seria preciso mais do que algumas substituições de nomes próprios e termos técnicos para transformar o texto em ficção histórica pura e simples.
  • Meistre Cerrick e sua invenção dos primeiros socorros, yay!
  • Eu sinto falta de um personagem como o Septão Sefton na série principal. Não faltam meistres interessantes — Pycelle, Luwin, Qyburn — nas cortes, mas a Septa Mordane é a única que causa alguma impressão entre os leitores até o quinto livro. Mesmo em ADWD, os septões são um núcleo próprio, não uma parte essencial de qualquer conselho ou corte.
  • Mãos grandes, pés grandes, deve ser todo grande, diz Lady Webber. Com um flerte desses, aposto que ela teria gostado de escutar The Bear and the Maiden Fair.

The Mystery Knight:

  • A mula usa chapéu com furo para as orelhas e se chama Meistre. Essas novelas podiam ser um desenho da Disney, se ao menos um dos bichos começasse a cantar. Acho que eu não objetaria.
  • O septão na gaiola era horrivelmente confuso. Pregando em nome dos Blackfyre, mas evocando a memória de Daeron o Bom e Baelor Breakspear.
  • A inflação em Westeros provavelmente é consequência da escassez pós-seca, não das dívidas de guerra. Pela cronologia, o choque inflacionário mais forte teria ocorrido quando Duncan era criancinha.
  • John The Fiddler é provavelmente o pior nome falso e parte do pior disfarce de todos os tempos, com exceção do primeiro torneio de Ser Barristan.
  • E Ser John quer cruzar espadas com Dunk e testar sua lança com cavaleiros. É neto do avô.
  • Pelos nomes, Peake e Costayne não parecem ser da mesma etnia. Seria interessante entender melhor as linhas que dividiram os dragões preto e vermelho. (Obviamente, estou escrevendo esta parte antes de ler TWOIAF.)
  • Lorde Viserys Plumm é um nome que sugere bastante sobre a relação com os Targaryens.
  • Rhaegel e seus gêmeos, uma daquelas coisas sobre as quais saberei muito mais quando este post for publicado. Aposto que aparecerá em TWOIAF.
  • Aliás, ouvi o livro alguns dias antes do segundo turno da eleição. A conversa sobre política entre os cavaleiros, com temas delicados e acusações de traição, foi mais realista do que eu queria.
  • Walder Frey, herdeiro das Gêmeas, aos quatro anos. Heh.
  • Se Uthor Underleaf fosse um atleta profissional, ele seria um jogador da NBA com 14 temporadas de carreira, 7 delas jogando 10 minutos por partida, adorado apenas pelos fãs de estatísticas avançadas.
  • A novela inteira é um torneio como desculpa para formar uma conspiração. Em outras palavras, Aerys II não estava apenas sendo paranoico.
  • Lorde Sunderland vindo das Irmãs parece uma ideia terrível em meio à paranoia de Westeros sob Bloodraven. É improvável que um ele pudesse atravessar centenas de quilômetros sem chamar a atenção de alguém.
  • A arrogância implícita em chamar um desconhecido de “Flowers” sem conhecer suas habilidades, um dos milhares de motivos para não simpatizar com os dragões pretos.
  • A estratégia de Ser Kyle the Cat é perder de propósito para Lorde Caswell. Não sei se eu não teria reagido da mesma maneira para que Joffrey Caswell.
  • É engraçado ouvir esta novela alguns dias depois de ouvir os capítulos sobre “Gatehouse” Ami Frey. Às vezes, GRRM nem se esforça para disfarçar certos temas recorrentes entre os personagens, especialmente nas mesmas famílias.
  • Uma história de Westeros: um cavaleiro que dormiu por 40 anos. Rip of House Winkle, provavelmente.
  • Daemon Blackfyre cunhou moedas de ouro, o que sugere um Estado em algum nível de desenvolvimento. Imagino que também teve uma Guarda Real, um Conselho e toda uma miniburocracia que adornou estacas em muralhas.
  • Ah, agora entendi. Uthor Underleaf é um boxeador, e essa parte da história é um conto de boxe.
  • Tem um Bulwer na Patrulha da Noite no presente, e a casa parece ter lutado pelo dragão preto. Imagino que se Dunk finalmente visitar a Muralha em uma novela futura, vamos ver vários sobreviventes da rebelião entre os irmãos.
  • Daemon II é filho do primo do pai de Egg. Isso significa que eles são… primos em terceiro grau? Nunca sei estruturar essas relações.
  • Alyn Cockshaw, um antagonista secundário gay. Com uma busca rápida, provavelmente encontraria um post no tumblr acusando GRRM de homofóbico por causa do personagem, mas prefiro manter um pouquinho de fé na raça humana e imaginar que a busca poderia não dar resultado.
  • Gormon Peake queria ser Mão do Rei, aposto. É o líder da conspiração, é um lorde famoso e importante e escolheu o herdeiro incompetente de propósito.
  • Onde foram parar esses outros ovos? Não só o que era de Lorde Butterwell, mas também os outros que estavam em Dragonstone e na Fortaleza Vermelha? Sacrificados em Summerhall, talvez?
  • “Eu disse que era melhor com uma espada”, diz Dunk the Badass.
  • Nesta novela, Dunk expressa uma defesa da liberdade de expressão e uma rejeição da tortura como fonte de confessões. É um democrata, nosso Ser Duncan.
  • “O Dragão Marrom!” Minha piada favorita das três novelas, acho.
  • Eu queria saber o que acontece com os cavaleiros: Ser Kyle, Ser Glendon e Ser Uthor, principalmente.
  • Bloodraven fala abertamente sobre o dom de profecia dos Targaryens. É interessante que ele fale disso sem pestanejar ou floreios, apesar da magia supostamente estar morta no mundo nessa época.

The Winds of Winter

Theon I: Um erro que com certeza será corrigido na publicação do capítulo de verdade: Meistre Tybald veio de Karhold, não do Dreadfort. Caso contrário, não faz o menor sentido que ele esteja acompanhando Arnolf Karstark.

Arianne I: Teora Toland tem sonhos de dragão, provavelmente por ser descendente de Targaryens (através dos Martells) ou de algum bastardo de Aegon IV. É bem óbvio, mas alguns comentaristas ainda ficam insistindo que podem ser sonhos verdes ou algum outro tipo de profecia. Meistre Ockham nessas ideias.

Victarion I (parcial): Se eu não soubesse que esse capítulo é apenas parcial, teria achado que é completo. Ele termina da mesma forma que qualquer outro da série. Por outro lado, talvez ele seja a segunda metade, não a primeira, do capítulo. (Para quem quiser ver GRRM lendo, é ali por 30 minutos neste vídeo.)

Barristan I: É difícil ter certeza sobre a ordem certa dos capítulos, mas me parece claro que este capítulo vem antes de Tyrion II e depois de Victarion I (nem lembro mais de onde tirei a numeração). Imagino uma sequência como a Batalha de Blackwater ou o Casamento Vermelho, vários pontos de vista para o mesmo evento, ininterruptos.

Tyrion II: A homossexualidade é praticada mais abertamente em Essos em geral ou nas Companhias Livres em particular?

Mercy: O nome “Arya” só aparece duas vezes neste capítulo, bem no final, quando ela mata Raff. Antes, ela é sempre “Mercy”.

Narrativas Históricas

The Rogue Prince:

  • Normalmente, eu defendo que qualquer série seja lida na ordem de publicação, não na ordem cronológica dos “fatos” da história. A publicação de Nárnia nesse formato, por exemplo, é uma abominação. Com The Rogue Prince, podemos abrir uma exceção. Claramente, deve ser lida antes de TPATQ.
  • Um fato para prestar atenção na releitura: a história é escrita do ponto de vista de um arquimeistre ligado a Aegon V, não um meistre qualquer.
  • Fundar a Guarda da Cidade provavelmente é a melhor coisa que Daemon faz: é uma instituição que dura duzentos anos e representa um avanço para a organização da cidade. Ele mesmo foi um proto-Janos Slynt, mas isso não significa que os capas douradas são sempre corruptos.
  • Viserys I cavalgava Balerion, que morreu. De comentário em blog de GRRM, sabemos que o dragão morreu de causas naturais. As fontes que preciso consultar para uma coisa dessas, que coisa.
  • Ser Criston Cole era filho de um intendente, mais um sinal de como a cavalaria funciona como mecanismo de ascensão social em Westeros.
  • Quem dedurou Daemon e sua piada no bordel? Ser Harwin Strong, provavelmente.
  • Declarar Rhaenyra sua herdeira é o primeiro erro de Viserys I. Ele diminuiu a instituição do conselho, quando convocar um novo poderia levar à escolha de Rhaenyra, já que mesmo tão cedo seria fácil convencer os outros lordes que Daemon seria uma má escolha.
  • Uma família antiga, uma Mão do Rei ambiciosa, uma filha bonita levada à corte para casar com um Targaryen… Otto Hightower e Tywin Lannister teriam muito o que conversar.
  • “Craghas Crabfeeder”, mais uma prova que GRRM aprendeu a criar nomes de personagens com os gibis da Marvel.
  • Lady Johanna Swann, a cortesã chamada de Cisne Negro, o melhor parênteses de toda a série.
  • Pelas regras narrativas de Westeros, ser ao mesmo tempo Lorde de Harrenhal e Mão do Rei parece equivalente a pintar um alvo no meio do peito.
  • Mushroom e suas histórias insanas são insanas, mas é só lembrar que há um historiador bizantino exatamente nesses moldes que até o leitor mais anal-retentivo relaxa.
  • Alicent queria casar Rhaenyra com seu filho, meio-irmão da menina. O que é insano. Os Targaryens têm uma mania pelo incesto e veem isso como costume, Alicent cresceu Hightower.
  • Ser Criston estava pegando a rainha Alicent. Que fique escrito.
  • Cersei Lannister deveria pensar mais em Rhaenyra. Ela gosta de história, mas não entende, e e talvez até saiba sobre os três filhos que não se parecem com o suposto pai.
  • O livro fala em primeiros filhos legítimos de Daemon, mas não menciona bastardos. Considerando que o texto foi cortado significativamente em relação à versão que veremos em, sei lá, 2025, deve ter mais dragonseeds guardados em um arquivo.
  • Um projeto: separar tudo que é atribuído ao Septão Eustace e entender exatamente qual era a sua filiação nessa história. Eu nunca consigo separar isso durante o curso do leitura, mas também tenho preguiça de ler sublinhando, como se fosse um historiador de verdade.
  • Anunciar o casamento dos dois filhos com os de Daemon foi outro erro grave de Rhaenyra. Ela precisaria de aliados no futuro, mas gastou duas fichas fundamentais sem necessidade. Essa impulsividade custa os Baratheons durante a guerra, e talvez mais.
  • Aemond escolhe Vhagar, assim como Maegor escolheu Balerion. O tempo é um círculo em Westeros, às vezes fechado até demais.
  • Aemond bate em um bebê de três anos, que devia ter um terço do seu tamanho. Imediatamente perdoo a facada no olho.
  • Observe que Daemon praticamente desaparece da história. Dizer que a história é sobre Daemon é um dos pontos que causa frustração.
  • Quem queimou Harrenhal? Eu diria que foi Larys Clubfoot. Mushroom diz que foi Corlys, mas parece a vingança errada. Viserys estava em negação. Daemon é um suspeito mais provável, mas também exigiria um planejamento mais prolongado de um personagem extremamente impulsivo.
  • Se estou fazendo as contas direito, Rhaenyra casou com alguns meses de gravidez.
  • Por que o ovo de Viserys II nunca dá fruto?
  • Que me ocorra, a princesa Jaehaera é a única autista em Westeros. Tanto reclamam da falta de diversidade na TV, mas cadê a neurodiversidade? Hein, hein?
  • Onde foram parar os bastardos de Aegon II? Nenhum dos dois citados é Gaemon Palehair, citado em TWOAIF.
  • Viserys arrancando as línguas dos Velaryons tem um certo humor negro.
  • Alguns leitores desconfiam que Viserys foi envenenado, pois Alicent já estava preparada para o que aconteceu, mas a descrição aqui é clara: o homem estava caindo aos pedaços. Talvez ele tenha sido envenenado lentamente, mas não creio.
  • Jaehaerys I comandou um grande exército contra Rei Além da Muralha e nós não temos nenhum detalhe sobre isso. Quero mais!

The Princess and the Queen:

  • O cadáver foi descoberto na hora do morcego, o conselho se reuniu na hora da coruja. Eu quero um relógio no estilo Westerosi.
  • Alicent fala em “filho legítimo mais velho”. Será que um dos cortes menciona um bastardo de Viserys I?
  • Ter filhos bastardos depois de casada foi irresponsabilidade de Rhaenyra, mas casar a filha com um homem gay foi duplamente pior da parte de Viserys. É uma crise de legitimidade esperando para acontecer, mesmo que os filhos saíssem todos a cara do Conquistador.
  • Dalton Greyjoy logo desaparece da história e, na época, ninguém entendeu. Com TWOIAF, podemos ter uma ideia melhor sobre o que aconteceu com ele. Não foi a melhor tesoura.
  • Uma safira é um bom olho falso para um Targaryen. Sob calor intenso, demora a derreter. Por outro lado, também brilha tanto que provavelmente derreteria a cabeça de Aemond por dentro.
  • Se eu soubesse mais sobre a Anarquia, a inspiração para a Dança dos Dragões, essa releitura provavelmente produziria algo mais interessante. Para mim, pelo menos.
  • Os Targaryens já se declaravam reis dos Rhoynar antes do casamento de Daeron II.
  • Septão Eustace coroa Aegon II e é uma das principais fontes da história. Uma fonte “verde”, acho.
  • A filha de Rhaenyra Targaryen nasceu de oito meses. A minha também.
  • Eu queria entender melhor de onde saem todos esses nomes de deuses valyrianos, já que TWOIAF sugere que a nobreza de Valyria era praticamente agnóstica.
  • Sheepstealer ainda é meu nome favorito de dragão.
  • Jace e Luke eram escudeiros, diz o texto. Mas de quem? De Daemon?
  • Como é que a notícia sobre a coroação de Rhaenyra chegou a KL em um dia? Os leitores querem descobrir quem era o espião negro entre os verdes, mas agora quero saber quem é o verde entre os negros.
  • Lorde Borros Baratheon tenta respeitar a letra da lei de hospitalidade, mas não o espírito. Não duvido que Fire and Blood terá comentários sobre como os Baratheons foram considerados amaldiçoados por uma geração ou duas e que a derrota no final da guerra foi explicada pelo confronto entre Aemond e Lucerys.
  • Quais foram os meios secretos que Daemon usou para se comunicar com Mysaria, sua ex-amante albina? Uma vela de obsidiana?
  • TPATQ não nos informa o que aconteceu com Príncipe Maelor, mas TWOIAF conta: despedaçado pela multidão enquanto era levado para um local seguro. Blood e Cheese teriam sido uma opção melhor.
  • Mandar Meleys e Rhaenys para ajudar um aliado faz sentido, mas só um pouco: tem um motivo para aviões de caça voarem em esquadras. Colocar o Aegon II em perigo é igualmente um risco grande demais, considerando o quanto a causa verde depende da saúde do rei.
  • O cadáver da Rainha Que Nunca Foi ficou tão queimado que era difícil de identificar, e não é o único. A história detalhada da regência de Aegon III deve ter mais falsos Targaryens do que os fóruns do Westeros.org.
  • Viserys logo desaparece da história, mas depois descobrimos que casa nas cidades livres com a filha de um banqueiro poderoso.
  • Um dos dragonseeds, Addam Waters/Velaryon, não é descendente direto de Targaryens, mas acho que a lógica de sua capacidade de domar um dragão é que os Velaryons sempre casaram com princesas Targaryens no passado.
  • Cavaleiros tentando domar dragões: quero mais fan art photoshopando representações clássicas de São Jorge.
  • Coisas que deveriam ter acontecido durante o reino dos Targaryens: mudanças de status radicais para os melhores arqueiros, capazes de atacar dragões e seus cavaleiros; proteção antiaérea em castelos em Dorne.
  • Ninguém perdeu mais com a Dança do que os Velaryons. Nas décadas seguintes, Alyn Velaryon realiza grandes viagens e tem posição proeminente na corte, mas a diferença em relação ao passado é brutal.
  • Alguma fonte é favorável a Aemond Targaryen? Algum leitor? Se Aerion Brightflame tivesse tido um segundo filho depois de Maegor, teria chamado o bebê de Aemond.
  • Confiar na Guarda da Cidade para se opor a Daemon foi uma má ideia. Mesmo que não tivessem lealdade pessoal a Daemon, os oficiais provavelmente acreditariam — corretamente — que sua instituição ganharia importância sob o reino de Rhaenyra.
  • Quando Rhaenyra senta no trono, a história nos diz que ela sai com cortes. É um daqueles casos em que a fonte seria relevante para entender quais estavam no lado de quem.
  • Criar um Frey heroico e bonzinho é crueldade de GRRM com os leitores.
  • De que casa é Alys Rivers, a profetisa? Meu chute: Strong. Ela se tornou amante de Aemond depois da conquista de Harrenhal.
  • Disfarçar combatentes como cadáveres, uma estratégia que só é possível em um ambiente no qual cadáveres frescos são abundantes. Na vida real, não sei se contaria ou não como usar combatentes não uniformizados.
  • Aegon III chama seu herdeiro de Daeron, nome de um dos meio-irmãos. Seria uma escolha narrativamente mais interessante se Daeron the Daring não fosse o verde “bonzinho”.
  • Uma instituição citada, mas pouco vista nos romances: os conventos da Fé dos Sete Deus. Parece um bom lugar para um capítulo da Brienne ou da Sansa.
  • O que levou à traição de Ulf e Hugh? Não oferecer Storm’s End e Casterly Rock, eu diria.
  • Roddy the Ruin causou uma impressão tão forte quando TPATQ foi lançado que muitos leitores acharam que o lorde de Winterfell não seria relevante para a Dança. Grande erro, Lorde Cregan parece ser um personagem ultradesenvolvido nas anotações de GRRM.
  • O preconceito contra a bastardia permeia toda a narrativa. É mais evidente na rejeição a Ser Addam de Hull, mas é essencial para entender diversas motivações. TPATQ é uma boa maneira de entender Jon Snow em seu contexto.
  • Distribuir dragões para quem conseguisse domá-los foi, em retrospecto, a pior ideia de Rhaenyra.
  • Rhaenyra ordena que Lorde Mooton mate uma convidada sob sua proteção. Se a carta fosse interceptada, seria um desastre de relações públicas.
  • Eu não preciso de uma adaptação de toda a história pregressa dos Targaryens. Só da batalha entre Daemon e Aemond sobre Harrenhal. Por ora.
  • Não consigo decidir se “Largent” é um mau nome porque latinismos não funcionam em Westeros ou porque o cavaleiro era um homem grande, tornando o trocadilho óbvio demais. De um jeito ou de outro, não gosto.
  • O melhor falso rei da Dança é Gaemon Palehair, que não está em TPATQ. Ser Perkin e seu escudeiro são interessantes, mas ainda prefiro o filho do casal de prostitutas lésbicas.
  • Por que o profeta maluco tem umamão só? Veterano de guerra em Dorne? Ex-ladrão?
  • O ataque ao Dragonpit resultou na morte dos dragões na cidade, mas poderia facilmente ter levado à sua libertação e ao incêndio de toda a capital. Quem vê no episódio um exemplo positivo de ação política popular, ou mais positivo do que negativo, provavelmente tem também uma visão mais positiva do que eu da Revolução Francesa.
  • A fuga de Rhaenyra da cidade é uma prévia da fuga de Cersei para Casterly Rock.
  • Lição que se aprende com essas histórias no passado de Westeros: ninguém com o sobrenome Peake presta, jamais. São os Freys das crônicas.
  • Eu adoro que os conspiradores já se imaginam capazes de roubar um dos dragões dos Dois Traidores antes mesmo de matá-los. Não lembro de uma história sequer sendo citada por outros personagens de casos de dragões sendo roubados tão cedo após a morte de seus cavaleiros.
  • Uma informação importante: nem mesmo os dragões são totalmente invulneráveis ao fogo. Os mais jovens, especialmente, têm escamas mais finas.
  • Eu quero uma árvore genealógica dos dragões, ou pelo menos informações sobre quais colocaram quais ovos.
  • A morte de Ulf White é o único episódio de envenenamento recontado como honrosa em toda a série, acho. Quando Aegon II é envenenado, a facção rival se esforça para punir seus assassinos, por exemplo.
  • Quanto vale um dragão? A Dança deve ter sido um desastre para o PIB de Westeros.
  • É até discreto o modo como Rhaenyra acaba sendo traída pela disputa e ressentimento por um cargo menor — castelão de Dragostone — em paralelo à disputa igualmente mesquinha pelo Trono de Ferro.
  • Rhaenyra deixa Dragonstone bem mais desprotegida do que Robb deixou Winterfell, e em uma posição geográfica muito pior.
  • Baela Targaryen, badass.
  • Aegon II decide manter o príncipe Aegon como refém, mas quem ele imagina que vai resgatar o menino, e com qual objetivo? Um refém que não pode ser libertado não serve para nada.
  • E com isso termino este projeto de releitura, em um ano com um dia de sobra. Não vou reler TWOIAF aqui porque o lançamento é muito recente. Quem sabe em 2016.
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