Julius Chambers

Hoje é o aniversário de 96 anos da morte de Julius Chambers, um pioneiro do jornalismo investigativo americano, ficcionista, editor, defensor dos direitos dos pacientes mentais, descobridor de lagos literalmente nas horas vagas e grande cultivador de bigodes, uma espécie que só o século XIX soube nos oferecer. Então preparei algumas coisinhas:

7-7-7-Cidade: Um Mistério do Telefone

  • Primeiro, traduzi “7-7-7-Cidade”: Um Mistério do Telefone, um conto de mistério de 1903. É uma espécie de technothriller em que o trabalho do detetive envolve investigar essa nova tecnologia transformando o cenário urbano, a saber, o telefone.
  • (Para ser honesto, também pensei: “Já que a crise econômica brasileira está me deixando sem serviço, quem sabe traduzo alguma coisa que a minha vó ia querer ler”.)
  • Em 1872, Chambers se fingiu de louco para passar dez dias em um manicômio. O resultado foi uma série de artigos que levou à reorganização do hospício, à libertação de doze pacientes sãos e a mudanças na lei sobre o tratamento dos doentes mentais. Alguns anos depois, esses artigos levaram Chambers a escrever A Mad World and Its Inhabitants. Para um caso de importância histórica, o livro é muito obscuro. Assim, enquanto lia, fui preparando essa edição para Kindle (versão US). A imagem da capa é uma gravura do hospício onde Chambers se internou, o Bloomingdale Asylum.
  • A Mad World and Its InhabitantsUsando o serviço de print-on-demand da Amazon, também criei uma versão impressa de A Mad World and its Inhabitants. Infelizmente, o sistema só disponibiliza o produto na Amazon US e na loja do próprio serviço (ver aqui). [Correção: está disponível na Amazon BR também.]
  • Finalmente, coloquei algumas passagens do livro em uma página do Medium e publiquei no Thoughts on Journalism. De quebra, inclui um retrato do autor que encontrei na maravilhosa coleção digital da Biblioteca Pública de Nova Iorque.

No processo, descobri outro recurso interessante: Chronicling America, um arquivo de jornais americanos históricos da Biblioteca do Congresso. Não conseguia encontrar a causa da morte de Chambers, mas cinco minutos achei o obituário indicando do que ele morrera e onde, nomes dos familiares, etc. Para os interessados, sugiro colocar o nome de um escritor favorito da época para descobrir menções em jornais, ilustrações que não acompanham as versões em livro que conhecemos e outras surpresas agradáveis.

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